O Assunto é Vinho
na hora de abrir a garrafa
SARDENBERG: Uma questão prosaica do Ronald Granjeiro, de
Brasília, que acontece: aquela hora que você abre a garrafa e
a rolha se parte e não sai de jeito nenhum. Ele pergunta: “Eu
jogo fora a garrafa ou empurro para dentro?”
RENATO MACHADO: Isso é complicado, porque se a rolha estiver
muito velha, se esfarelando, que é o caso de garrafas de 30
anos, por exemplo, aí é uma operação que tem de ser confiada
a um sommelier, porque ele pode extrair a rolha. Não convém
empurrar para dentro. No caso da rolha que se parte e é nova,
ela tem como sair, sim. É preciso alavancar bem. O saca-
rolhas tem de ser bem pontudo e apropriado, de qualidade,
caso ela se parta na primeira tentativa. Dá trabalho, mas não
é conveniente empurrar a rolha para dentro, pois a rolha pode
misturar microrganismos e perturbar o vinho.
SARDENBERG: O Kirk Douglas, de Brasília, pergunta sobre aquele
comentário que você fez de que é preciso abrir a garrafa e
deixar descansar por um tempo. Como fazer quando a gente
vai ao restaurante, o garçom vem com a garrafa, abre, a gente
experimenta?
RENATO MACHADO: Normalmente, se o restaurante tiver uma
pessoa encarregada de vinhos, ela leva a garrafa para uma
mesa onde estão os outros vinhos das várias mesas. Caso não
haja, se for um vinho branco, pode ficar ao lado no balde e, se Vinhos do Novo Mundo
for um tinto, pode ficar na mesa, não há problema algum em
esperar um pouco.