O Assunto é Vinho
SARDENBERG: Temos a pergunta do José Eduardo Barbosa: “A
Paris nem sempre
é uma festa
SARDENBERG: Temos a pergunta do José Eduardo Barbosa: “A
partir de que valor, aqui no Brasil, é possível comprar um
bom Bordeaux?”
RENATO MACHADO: Bem, um bom Bordeaux é complicado porque o
valor é alto. Os Bordeaux têm um problema. Os Bordeaux
modernos têm de esperar um pouco na adega. Mesmo assim,
são caros, a não ser os pequenos Bordeaux, os pequenos
châteaux, que ficam em US$ 27, US$ 30 — num câmbio a R$
2,50, em torno R$ 80, isso se conseguir a preço de
importador. Agora, eu recomendaria a safra de 1997.
SARDENBERG: Outra dúvida, agora do Fernando Rabelo. Ele vai
receber uns amigos europeus e quer oferecer um vinho
nacional. Pede uma indicação para fazer bonito.
RENATO MACHADO: Olha, depende de que vinhos os amigos estão
acostumados a beber.
SARDENBERG: Porque o europeu pode ser um francês bem-
acostumado ou um sueco.
RENATO MACHADO: Ou pode ser um francês mal-acostumado. Os
franceses, por exemplo, não são grandes conhecedores de
vinho. Há os conhecedores de vinho em qualquer país e há as
pessoas que não conhecem vinho em qualquer país, e
sobretudo na França. Paris, por exemplo, não é uma cidade Rolha estragada
grande conhecedora de vinhos, não é um lugar para tomar
bons vinhos. Mas, retomando a conversa, eu tomei o tannat
do Dal Pizzol, se não me engano 2002, numa mesa em que
havia franceses. E um francês, que é um grande conhecedor
porque é um produtor de vinhos da Borgonha e um dos
personagens do filme Mondovino, o Ettiene de Monti, aprovou
o vinho tannat do Antonio Dal Pizzol. É um vinho feito com
toda a honestidade, tem uma bela cor, uma boa estrutura e
pode ser um vinho gastronômico, acompanhar perfeitamente
uma entrada e um prato.