O Assunto é Vinho
SARDENBERG: Leila Maria Bueno de Moraes, de Curitiba, vai fazer
Vinho com moqueca
SARDENBERG: Leila Maria Bueno de Moraes, de Curitiba, vai fazer
um jantar para 20 pessoas. O cardápio é: de antepasto,
patolas de caranguejo e camarões empanados com vários
tipos de molho; no jantar, salada verde, moqueca capixaba,
sem dendê e sem leite de coco, pirão e arroz branco. Ela quer
saber, primeiro, se você pode indicar um vinho rosé para o
antepasto.
RENATO MACHADO: Posso. Aliás, ela pode, inclusive, continuar no
vinho rosé na segunda parte do jantar, já que não tem leite de
coco na moqueca. Eu provei outro dia um rosé da região da
Provence, na França, e não é um vinho caro, é bastante
acessível, na faixa dos 50 reais.
SARDENBERG: É isso mesmo. Ela diz que o teto seria de uns 50
reais.
RENATO MACHADO: Eu acho que talvez um pouquinho mais que
isso. Se ela colocasse mais alguns reaizinhos, poderia chegar
a um vinho rosé bastante bom do sul da França. Outro dia vi
um rosé feito pelo Bruno Paillard — um grande produtor de
champanhe, dono de uma propriedade pequena no sul da
França —, que faz um rosé muito bom, distribuído no Rio e
em São Paulo por uma importadora.
SARDENBERG: E ela pode ir com o rosé até o fim do jantar, não é?
RENATO MACHADO: Pode, pois o rosé tem uma certa suavidade e A qualidade internacional do
elegância que vai compor muito bem com o jantar. E há
outras escolhas, como os rosés chilenos. Por falar em Chile, o
sauvignon gris é a nova moda lá, uma febre, porque eles estão
fazendo experiências. Acho que eles também sentiram que os
tintos estavam ficando muito parecidos. Você não acha?
SARDENBERG: Pode ser, pode ser. Sei que estive há pouco no Chile
e provei ótimos sauvignos gris.
RENATO MACHADO: Qual você destaca?
SARDENBERG: Floresta.