O Assunto é Vinho

Carlos Alberto Sardenberg e Renato Machado · Capítulo 50 de 53

Páginas do PDF

O Assunto é Vinho

SARDENBERG: Leila Maria Bueno de Moraes, de Curitiba, vai fazer

Vinho com moqueca

 

SARDENBERG: Leila Maria Bueno de Moraes, de Curitiba, vai fazer

um jantar para 20 pessoas. O cardápio é: de antepasto,

patolas de caranguejo e camarões empanados com vários

tipos de molho; no jantar, salada verde, moqueca capixaba,

sem dendê e sem leite de coco, pirão e arroz branco. Ela quer

saber, primeiro, se você pode indicar um vinho rosé para o

antepasto.

RENATO MACHADO: Posso. Aliás, ela pode, inclusive, continuar no

vinho rosé na segunda parte do jantar, já que não tem leite de

coco na moqueca. Eu provei outro dia um rosé da região da

Provence, na França, e não é um vinho caro, é bastante

acessível, na faixa dos 50 reais.

SARDENBERG: É isso mesmo. Ela diz que o teto seria de uns 50

reais.

RENATO MACHADO: Eu acho que talvez um pouquinho mais que

isso. Se ela colocasse mais alguns reaizinhos, poderia chegar

a um vinho rosé bastante bom do sul da França. Outro dia vi

um rosé feito pelo Bruno Paillard — um grande produtor de

champanhe, dono de uma propriedade pequena no sul da

França —, que faz um rosé muito bom, distribuído no Rio e

em São Paulo por uma importadora.

SARDENBERG: E ela pode ir com o rosé até o fim do jantar, não é?

RENATO MACHADO: Pode, pois o rosé tem uma certa suavidade e A qualidade internacional do

elegância que vai compor muito bem com o jantar. E há

outras escolhas, como os rosés chilenos. Por falar em Chile, o

sauvignon gris é a nova moda lá, uma febre, porque eles estão

fazendo experiências. Acho que eles também sentiram que os

tintos estavam ficando muito parecidos. Você não acha?

SARDENBERG: Pode ser, pode ser. Sei que estive há pouco no Chile

e provei ótimos sauvignos gris.

RENATO MACHADO: Qual você destaca?

SARDENBERG: Floresta.