O Assunto é Vinho
Sardenberg: O Jéferson esteve no evento Tour Mistral — Os
Melhores Vinhos do Novo Mundo e experimentou e gostou do
Caro e do Amancaya. Agora ele quer saber sua opinião sobre
esses vinhos.
RENATO MACHADO: Olha, eu estive com a responsável pelos dois
vinhos, que são de um empreendimento conjunto da vinícola
Nicolás Catena com o Château Lafite-Rothschild. Estive com a
Stela, a enóloga responsável. O Caro é um vinho mais
especial, com produção limitada, mas é caro demais. O
Amancaya é mais ou menos do mesmo estilo, não é tão
redondo quanto o Caro, mas é mais acessível. São sem dúvida
dois bons vinhos argentinos. Convém sublinhar, porém, que
são vinhos do Novo Mundo, não são de estilo europeu.
SARDENBERG: Então o Jéferson estava certo. Agora o Edson César,
de Americana, interior de São Paulo, tem duas perguntas.
Primeiro ele quer saber se vinhos chilenos e argentinos podem
ser guardados por cinco anos.
RENATO MACHADO: Podem. Mas os chilenos não esperam muito e os
argentinos também não. O fenômeno do vinho está muito
badalado nesses dois países, então o mercado está com sede e
não está esperando para ver. Por isso, há dúvidas sobre quais
podem ser guardados, pois não se faz muito o teste do tempo
no Chile e na Argentina. Mas eu acredito que um malbec, um
Cabernet sauvignon podem ser guardados por cinco anos. SARDENBERG: Há outra questão do ouvinte: na região em que ele
mora faz muito calor, 35 graus à sombra, e ele pergunta:
“Como é que a gente pede um vinho no restaurante?”
RENATO MACHADO: Bem, é preciso que o vinho chegue ao
restaurante em boas condições, que a origem e a proveniência
sejam garantidas e que o transporte, caso não seja em
contêiner refrigerado, seja ao menos num isopor. É difícil, e
essa é realmente uma boa pergunta. Mas eu cheguei a tomar
vinhos em cidades do interior em bons estados. Agora, todos
os cuidados são necessários quando o vinho chega. Ele tem
de ser colocado em uma adega resfriada a pelo menos 15
graus.