O Assunto é Vinho
Sardenberg: O Leonardo, do Rio de Janeiro, vai oferecer um
jantar eclético
SARDENBERG: O Leonardo, do Rio de Janeiro, vai oferecer um
jantar para festejar o noivado da filha e pede a sua
colaboração para os espumantes e os vinhos. Serão servidos
canapés e depois um jantar à base de peixe, carne vermelha e
aves. Ficou meio bagunçado isso aqui ou dá para levar,
Renato?
RENATO MACHADO: Olha, ficou bagunçado, aparentemente, mas ele
pode ordenar isso, caso se disponha a dividir em estágios essa
questão. Bem, ele já escolheu o prosecco — eu ia até sugerir
um espumante brasileiro que, na minha opinião, ganha dos
proseccos na grande maioria das vezes. Mas, para continuar,
como tem peixe, aves e carnes vermelhas, eu acho que ele tem
de oferecer dois vinhos. Um branco, da uva chardonnay, para
o peixe, e um vinho tinto, um merlot do Chile, cuja gradação é
um pouco mais alta, mas, como é uma festa, todo mundo fica
meio animado mesmo. Então, um merlot chileno das casas
tradicionais Santa Rita, Montes, Carmen, enfim, há várias
opções. Em resumo, eu sugeriria um espumante prosecco ou
um brasileiro, com preferência para o brasileiro, um
chardonnay chileno não-embarricado e um merlot chileno de
uma das casas tradicionais.
SARDENBERG: E a ordem é esta: serve primeiro o peixe e depois as
carnes e aves.
RENATO MACHADO: Sem dúvida. Quem passar por cima do peixe e
for direto para as carnes não tem direito ao chardonnay.