O Assunto é Vinho
SARDENBERG: Renato Machado, você gosta de pizza?
RENATO MACHADO: Não sou um fã, mas sou um participante
ocasional.
SARDENBERG: Ocasional está bom. E a gente toma vinho com
pizza?
RENATO MACHADO: Sim. Dependendo da vestimenta da pizza, acho
que com vinho ela vai ficar melhor. Eu sugiro qualquer tinto,
da Itália, alguns do Brasil, alguns da Argentina, do Chile. E
os vinhos italianos do Sul, da região de Nápoles. Não são
muito dispendiosos. Mas, sobre os tintos brasileiros — não
conheço todos —, alguns eu posso dizer que vão muito bem
com pizza. Tem um que eu gostaria de sugerir, o Dal Pizzol
2002, da uva tannat. Ele vai escoltar e fazer bonito ao lado de
outros vinhos simples, pois não é um vinho complexo. É bem-
feito, não tem madeira, tem fruta na medida certa, não é
muito persistente, assim como a pizza, a menos que seja de
alho e óleo. Nesse caso, é preciso pensar melhor, pois o alho é
muito agressivo. Agora, com os outros molhos, esse vinho é
uma bela opção.
SARDENBERG: Com que freqüência, ou melhor, com que pouca
freqüência você come pizza?
RENATO MACHADO: Eu como com pouquíssima freqüência porque o
carboidrato é um perigo para quem é profissional da área de A ditadura do gosto
gastronomia e bebida. Por isso, não pode ser uma coisa
semanal. Você sabe a que estou me referindo, não é,
Sardenberg?
SARDENBERG: Exatamente. Vamos fazer aquela nossa combinação
aqui: a gente corta a comida, mas não corta o vinho.