O presbytério da montanha
Capítulo VI
Já os leitores conhecem, como quer que seja, o asylo que me escondeu sete annos, desde Outubro de 1826 até Fevereiro de 1834, o ninho em que nasceram, sem pensarem em abrir o vôo que hoje abrem para o mundo, estas poesias montesinhas.
Mas, como todo o seu assumpto se não limita ao que deixo esboçado, peço-lhes ainda um pouco de indulgencia, para lhes dar a conhecer, por alto, os arredores.
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O passal rodeia por todos os lados a egreja e a residencia, correndo por traz d'ellas até onde lh'o consente o pendor do terreno, a escoar-se cada vez mais rapido para o rio de S. Mamede.
Por essas lombas inclinadas, fronteiras á encosta alta e erma de Falgozelhe, se boleiam melancolica mas graciosamente as suas hortas, os seus pomares, a sua fonte, as suas parreiras, e as fraldas das seáras, que até ali chegam descendo pela direita e pela esquerda, depois de povoarem toda, com o seu oiro sussurrante, a larga esplanada horizontal, por onde, ao sahir da egreja, folga a vista de se espraiar, até ir bater, lá ao longe, na capellinha e matta de S. Sebastião, que lhe servem de limite.
Seáras eram os atrios, que os Romanos pelas suas aldeias folgavam de avisinhar aos templos de Ceres, e mais divindades protectoras da Agricultura. ¿Que mais proprio, para um povo agricola como este, do que achar a casa do C , e a do seu