O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 68 de 78

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O presbytério da montanha

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dono de uma chanzinha ali desamparada. O pobre do torrão de si não dava nada:

nem pasto para bois, nem para um fato hervinha. Sumitico de pães, escasso para vinha,

era um sarçal fechado; e no sarçal, comtudo, o bom velho, a poder de diligencia e estudo, tinha hortaliça rara, e emmoldurada em torno com seve de jardim para maior adorno,

alvos lirios, verbena, e papoilas de prato. Não trocára co'os Reis seu parco haver tão grato. Recolhia ao casal já noite; e, ¡que riqueza de iguarias de graça a assoberbar-lhe a meza!

 

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Passámos n'uma bateirinha, remada por uma velha moleira da margem, o víçoso rio de Bolfiar.

 

Todos esses meios de transporte mudaram muito de 1826 para hoje. O caminho de ferro, as estradas, e todos os aperfeiçoamentos modernos, deram cabo da antiga viagem tão pittoresca.

 

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Uma especie de zimborio de doze palmos de altura.

 

Deve ser talvez alguma pyramide geodesica ali levantada pelos que primeiro se dedicaram ao estudo da triangulação do Reino.