O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 47 de 78

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O presbytério da montanha

Epistola

desce aos abysmos da morte,

vôa aéreo ao Paraizo.

¡Não falar o Vate agora

co'os labios que move apenas!

¡Que torrente abrazadora!

¡que amor! ¡que incendidas penas!

¡quão nova a paixão não fôra!

Vai a noite adiantada;

humido vento assovia;

treme a luz quasi apagada.

Do grão Cantor que vigia

ferve a mente a sonhos dada.

—«Eís o templo conhecido

que os meus destinos encerra.

A mãe terna, o pae querido,

cá m'os tem no seio a terra.

Cá vi Laura, e fui perdido...

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Castanheira do Vouga

1830...(?)

 

VI

 

EPISTOLA