O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 64 de 78

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O presbytério da montanha

Epistola

*

Passou-se

um anno inteiro. É elle agora; é elle;

conheço o fraco andar que o zelo apressa, e as cans, e a calva, e as faces penitentes...

 

*

Chega; clama; a caverna não responde;

grita, e só ouve a si. Olha em redondo,

vê-a jazer na areia, e a areia escrita

por mão trémula, errante, ao que parece:

Bom Zózimo, por santa caridade

enterra o corpo da infeliz Maria.

Aqui morri no dia em que te fôste.

Encommenda-me a Deus, e Deus t'o pague.

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XII

 

EPISTOLA

 

Ao meu amigo o Desembargador Manuel Venancio

Deslandes