O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 41 de 78

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O presbytério da montanha

Capítulo V

nos recebe, e comnosco a aldeia em pezo. —Viva o nosso Prior!...

—¡Viva!!!...

Mil vozes

restrugem o ecco apenas avistaram

rindo á janella o velho gordo e alegre.

—¡Viva o Senhor San João! ¡viva a alegria!

 

V

 

Bate o zabumba; a muzica rebenta;

fogem foguetes pelos ares livres

estrepitando; o campanario ovante

de jubilo endoidece; repentina

por dez partes acceza alta fogueira

dentro de um vasto circulo purpureo

mostra o prazer brincando em cada rosto. Bello é ver n'este lance as raparigas

compondo mais o lenço, alevantando

o chapeo, que o semblante lhes encobre, dando, como a descuido, um toque leve,

mas gracioso, ás flores que lh'o adornam, e á flor do seio, e ao laço do collete.

¡Quantos nós ata amor n'esses instantes! ¡quantos outros aperta! ¡em quantos outros embebe o espinho de um sutil ciume!

¡Chiton! temos o Parocho na frente;

e as cangalhas vêem mais do que parece. A alegria decente, eis o estribilho com que recheia as praticas. Se cantam, co'a cabeça e co'o pé bate o compasso;

se pulam boa dança em honra ao Santo,

bota fora uma can. Por isso o baile