O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 62 de 78

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O presbytério da montanha

Santa Maria Egypcíaca

de extranhos somente é visto;

tem louvor; é cubiçado;

mas das flores, mas dos frutos,

não é jamais despojado.

¡Mil vezes feliz, mil vezes,

quem ousa, á luz da verdade,

queimar a máscara d'oiro

ás larvas da sociedade!

Medrae, sagrados mosteiros;

medrae, desprezando a inveja;

jamais fulminar-vos possa

calumnia que em vão troveja.

Brilhae, como ilhas florídas,

no meio do mar profundo

de vicios, crimes, e horrores,

que alaga, que abrange o mundo.

Sêde o asylo das virtudes,

do Eden a propria entrada,

o enlace dos Ceos co'a terra,

do Empyrio a sublime escada.

Coimbra—1826 (?)

 

XI

 

SANTA MARIA EGYPCÍACA