O presbytério da montanha
Capítulo IV
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Na réga, e ao vir da flor, e ao dar do fruto, ¿como ha-de não pensar em seus maiores? Um lh'o plantou, os outros lh'o trataram;
¿Como ha-de recusar-lhe uma saudade,
um suspiro, um suffragio, um elogio?
A gratidão medita á mesma sombra
onde já meditára o amor paterno.
Esta arvore mortal é o santo marco,
em que se juntam, se entrelaçam, crescem, dos idos o interesse e o dos vindoiros;
nó de affeição, que os seculos reune.
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¿Vedes vós essa mãe, que ha tantos annos chora um filho alem-mar, em longes terras? Mostrae-lhe um passageiro a dar á vella
para o porto feliz; ¡com que ternura
lhe não dará, chorando, um longo abraço, que leve, que lh'o entregue, ao seu querido, e todo o amor de mãe lhe exprima n'elle!... ¡E com quanto alvoroço o desterrado
não cingirá o amavel mensageiro!...
Eis o emblema da arvore, cruzando
viva e lembrada o Oceano das edades,
mensageira de int'resse aos paes e aos filhos.