O presbytério da montanha

António Feliciano de Castilho · Capítulo 74 de 78

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O presbytério da montanha

Additamento

Pag. 108, lin. 6

 

O Passeio publico e o Marrare

 

Para os habitantes da Lisboa moderna, diremos que o Passeio publico, riscado em 1764 pelo architecto da cidade, Reynaldo Manuel, nas antigas Hortas da cera, era o refugio campestre mais delicioso que podiam gosar os habitantes da Capital. Ia desde a actual praça dos Restauradores até á extinta praça da Alegria, na altura da rua das Pretas. No sitio exacto do monumento aos heroes de 1640, espalmava-se um grande tanque redondo (hoje no jardim da Graça).

O café Marrare, poiso dos elegantes lisbonenses, era no Chiado.

 

ADDITAMENTO

Visto ser esta obra de Castilho dedicada á memoria de seu bom irmão, pareceu-nos acertado juntar aqui um dos tres sermões que ainda restam d'este. As suas obras ineditas mandou o proprio Doutor Augusto Frederico de Castilho que lh'as queimassem por sua morte. Salvaram-se, apenas, as seguintes:

 

I — O sermão de S. Pedro, ou da Fé;

II — O sermão da esmola, ou da Caridade;

III — O sermão nas exequias do senhor D. Pedro IV;

IV — A pastoral dedicada ao seu rebanho episcopal de Beja;

V — Uns versos na Primavera de Antonio Feliciano.