Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 110 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Manuel

E a afilhada… bem sabes que nunca a larga… Está a afilhada, e vem tambem uma sobrinha, que chegou de França ha dias!

 

FRANCISCO (em acto de partir)

E nós aqui a perdermos tempo.

 

MANUEL (detendo-o)

Espera, espera. Que fogo te deu mal te fallei na morgada! Dar-se-ha caso… (severo.) Francisco?

 

FRANCISCO (timidamente)

Meu pae.

MANUEL

Esse alvoroço não é natural!

 

FRANCISCO (como acima)

Está fazendo falta de certo, pae.

MANUEL

Já vamos. (Comsigo.) A morgada não póde ser… a sobrinha não a viu ainda… Querem ver… (com inteireza) Sr. Francisco Pedro, forma-se este anno. D'aqui a tempos será juiz de fóra, desembargador, quem sabe?… Conversei já a seu respeito com o meu amigo João Pires… Conhece? O sr. João Pires, á Magdalena, que traz dois navios para a India, e tem uma filha que não anda por assembléas, mas leva quarenta mil cruzados de dote.—Quando pensar em casar, é a noiva que lhe convém.