Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 227 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Commendador

Mas aquelle ajuste que ella ouviu! a impressão que lhe ficou!

COMMENDADOR

Empregue tambem pela sua parte algum esforço. Não sejam tudo vozes vãs.—Se estivesse no seu logar, d'isso mesmo faria um merecimento mais. Attribua-me toda a culpa. Indigne-se bem contra mim: não tem duvida. Diga-lhe que foi a desesperação, o amor, o desejo de alcançar a sua mão. As damas raramente deixam de se convencer d'isso. Affirme-lhe que vive no meio de um incendio… como a salamandra… Ainda que Gesnéro assevera que a cinza de salamandra é remedio soberano, e d'ahi se deva concluir que mal poderá viver no fogo o que se reduz a cinzas… Em fim pinte-lhe ao vivo as chammas em que se abraza… (enfastiado) Isso é com o Morgado, não é commigo.—Convem-lhe ou não lhe convem ainda o casamento?

MORGADO

Se convem! O que eu não sei é como se ha de agora estorvar o tenente!

COMMENDADOR

Sei eu (olhando para dentro). Acabou o chá. Ahi vem todos outra vez. (Vae ao F. dar o braço a D. Felicia para a conduzir para o seu logar)

SCENA IX