Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 253 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Acto V

Creio que sim… (dolorosamente) porque nenhum ainda me custou tanto!

(Cae o panno)

FIM DO QUARTO ACTO

ACTO V

 

*No palacio dos Marialvas, em Belem*

Sala forrada de damasco, severamente sumptuosa, abrindo sobre um terrasso que dá para o Tejo. Em perspectiva os montes da Outra-Banda.—Explendido dia de inverno. Amplas colguduras de seda. Cadeiras de damasco egual ao do forro da casa. Altos contadores marchetados, cobertos de preciosas curiosidades. Á D. a mesa preparada para a assignatura das escripturas. Portas á D. e E.

SCENA I

GONÇALO, (esperando) o MARQUEZ, um CAVALHEIRO, um MOURO

(O Cavalheiro, que mostra mais de trinta annos, entra da D., de botas e esporas, seguido do Mouro. Este vestido a uso marroquino, botas escarlates, zorame, etc. O mouro traz-lhe a vara de marmelleiro. Ao mesmo tempo entra do F. o Marquez. O Mouro fica immovel onde está. O Cavalheiro vae com profundo acatamento ao Marquez, ajoelha e beija-lhe a mão.)