Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 187 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Commendador

Reflecti muito.—Sua prima está ainda no calor da mocidade, não lhe ficaram as melhores impressões do primeiro matrimonio, e ha-de querer indemnisar-se… O segundo marido leva grande responsabilidade e grandes trabalhos!… Eu, o que preciso é descanço… Mesa substancial, o meu copo do Porto velho, os meus livros… e uma boa sege á bolea. A doirada mediania, de que falla Horacio Flacco, o Venusino.—N'isto assentei… e veja como o tenho ajudado.

 

MORGADO (convencido)

Assim é, assim é. Realmente, não sei como lhe hei de pagar tantas obrigações!

 

COMMENDADOR (sorrindo)

Ah! isso não lhe dê cuidado.—O Bocage não o affronta já: está todo captivo da afilhada de D. Felicia… E a afilhada de D. Felicia… não lh'o prognostiquei?… deu já de mão ao filho do mercador. O tenente, de um momento para o outro… D'esse depois se tratará, sendo preciso.—Bem vê como lhe abro praça, e o deixo só em campo tornando-lhe facil a victoria. (vae sentar-se á E.)

 

MORGADO (recuando com uma especie de terror)

E tudo por amizade!

COMMENDADOR