Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 85 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Commendador

MORGADO só, pouco depois o COMMENDADOR

 

MORGADO (vendo-os sair, desconfiado)

Um cadete agora! É o quartel general aqui… (olhando em redor) Tardava-me já ver-me só… (tirando o papel e examinando-o) Fechado!… sem direcção!… E com que ancia e mysterio a Simôa me segredou… «isto á sr.^a morgada… sem falta!…» Que pena perder os sentidos!… Que será? Pois que não tem direcção… (lançando novamente os olhos em redor) facil é sabel-o. (Abre, lê attentamente, e acaba com um grito de admiração) Oh!… (passeiando e meditando) Quem tal havia de dizer? (pára como resolvendo de repente) Não ha que pensar… Agora posso ir encommendando a sege… (assoma á porta da E. o commendador, sem que o morgado o presinta) Com um segredo d'estes!…

COMMENDADOR

Que segredo, sr. morgado?

 

MORGADO (sobresaltado, e guardando apressadamente o papel)

Segredo!… (serenando, ironicamente) Um segredo meu, sr. commendador.

 

COMMENDADOR (com o habitual sorriso entre fatuo e maligno)

Segredos, só debaixo da terra… como faziam os romanos!

(Cae o panno)