Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 46 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

D. Maria Joanna

Dispensa-a então… por óra?

D. MARIA JOANNA

Por mais um instante. (Vae sentar-se no canapé.)

 

GONÇALO (defronte, de costas para o bufete, fitando-a)

Porque me obriga a dissimular commigo mesmo? Porque me força a estes colloquios frivolos? É isto para nós? Não sabe que só a bocca lhe responde, porque tenho a alma e o sentido n'outra coisa?

 

D. MARIA JOANNA (depois de pausa)

Tem razão. É-lhe absolutamente indispensavel fallar-me do que já me disse ha dois annos em Paris? Pois fallemos… Fallemos.—Dei-lhe então esperanças?

GONÇALO

Nenhumas, é verdade.

D. MARIA JOANNA

Dei-as a alguem?

GONÇALO