Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 245 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Marquez

Mas sabe porque o meu afilhado quer embarcar?

BOCAGE

V. ex.^a deseja-o feliz?… Deseja… é o seu coração, e o seu costume.

Permitta-me que faça por um momento as suas vezes, e verá… (indo ao

grupo do pae e do filho.) Desculpe, sr. Manuel Simões. (tomando Francisco pela mão, em voz baixa.) Não viu já que o ama? (indo a D.

Maria Gertrudes, em voz baixa e rapida, indicando-lhe Francisco.) Quer-lhe como ninguem. (alto a D. Felicia.) Sr.^a morgada da Torre da

Palma, estou auctorisado a pedir a mão de sua filha para o sr. dr. Francisco Pedro Simões. (Attenção geral.)

 

D. FELICIA (assombrada)

A mão de minha filha… Se não fosse o respeito do sr. marquez, tinha o meu hystérico!… A mão de minha filha!… D'esse modo!… tão de repente!… (depois de breve pausa) O sr. Manuel Simões é um homem honrado; estimo-o; sou-lhe obrigada, não nego… mas… mas elle bem sabe que a nossa jerarchia… (O marquez ergue-se. Erguem-se todos.)

 

MARQUEZ (intervindo)