Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 216 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

D. Felicia

Pois tem dúvida!—Chamarem áquillo poeta!…

D. FELICIA

Ai! nem tanto!… (Saem.)

(Vão saindo todos. Fica em ultimo logar Gonçalo Mendo com D. Maria Joanna pelo braço.)

 

GONÇALO (em quanto os outros saem)

Que me diz ás nossas assembléas? Francamente, lembra-se com pena do seu

Paris?

D. MARIA JOANNA

Pensa que não há ridiculos tambem? Não tenho pena! Vaidades? Ólhe a lucta de Marmontel e do abbade Arnaud por causa de Gluck e do Orlando. Vicios? Ólhe o processo do cardeal de Rohan o anno passado, a prisão da condessa de la Mothe, e as negras machinações de Cagliostro!… Se visse o que de lá me escrevem!

GONÇALO

Devéras; não lhe dão saudades?

 

D. MARIA JOANNA (gentilmente)

Cada vez menos.