Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 67 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Luiz Manuel

Boa companhia trago com efeito. Como no tempo do sr. capitão-mór!

LUIZ MANUEL

Como no tempo do sr. capitão-mór, que Deus haja!… Isso já lá vae, e não volta… Não volta… Nem conhecia o sr. morgado, se me não avisam… Que annos ha! E como assim nos enterramos n'este ermo!… Tanto faz. Como o outro que diz: «ainda que nos não fallemos, bem nos queremos.»—O sr. morgado precisa alguma coisa?

MORGADO

Já por ahi procurámos e dispozemos do que encontrámos… São ainda necessarias roupas, talheres…

LUIZ MANUEL

Ha de apparecer tudo… Tudo?… tudo o que resta. Fizeram bem em se ir logo servindo… Haviam de achar as chaves nas portas… Era o costume antigo, bem sabe.

MORGADO

Achámos. Extranhei até… Estando aqui sós…

LUIZ MANUEL