Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 263 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Scena V

GONÇALO (gracejando tambem)

Dês de quando faz essa idéa da independencia feminina?

 

D. MARIA JOANNA (gravemente)

Dês que uma protecção opportuna me libertou d'esse ambito oppressivo… cheio de laços e de perigos… e me fez respirar os ares limpos e sãos de um nobre e generoso affecto!… (com gentileza) Não sei se vacillava ainda… (dando-lhe a mão com meiga dignidade) Sei que d'esse instante para diante não vacillei mais.

 

GONÇALO (beijando-lhe a mão, e conservando-lh'a nas suas)

Desculpa um momento de irreflexão?

 

D. MARIA JOANNA (esquecendo a mão nas de Gonçalo)

Ninguem é perfeito n'este mundo.

SCENA V

OS DITOS, e BOCAGE da D.

(Bocage entrando, vendo-os, e detendo-se.)