Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 256 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Gonçalo

Deixal-os. Não sei que façam mais do que nós; com as suas modas de hoje!—Deixal-os, e deixemos tambem o que não vem para aqui. —O dia é de alegrias, e creio que tem bom quinhão n'ellas. Cumprimentei já a sr.^a D. Maria Joanna Galvão. Uma dama completa. Não podia escolher melhor… nem ella tambem. Supponho não ser indiscreto.

GONÇALO

A sr.^a D. Maria Joanna já me permittiu confessar francamente o que era ha muito a minha secreta esperança, o que hoje se me fez inapreciavel realidade.

MARQUEZ

Estimo… estimo-o devéras.—Uma dama prendada, um valente soldado… boas familias… elevados sentimentos… Vae tudo de accordo.—É assim que se perpetuam as casas honradas… Hade, prevenir-me quando fôr o casamento.—Não andará longe, não?—É festa de que tambem me não dispenso. O regosijo dos velhos é casar os moços… (com os olhos no terrasso) A sua familia nova já ahi anda… O meu afilhado, esse madrugou, como é natural… Estão todos, creio… É cedo… ainda me não deram parte de ter chegado o tabellião.—E o nosso poeta?… o nosso novo guarda-marinha?… Vem de certo.

GONÇALO

Não o tenho visto. Disse-me que ia a Setubal despedir-se dos paes.