Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 14 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

Commendador

Dei de esporas para acudir, e tropeçou-me o cavallo…

D. MARIA JOANNA

Muito a tempo.

 

MORGADO (que espreitava a occasião, apoderando-se da palavra)

No meio d'estes apuros, conservo toda a presença d'espirito… deito á carreira, faço parada firme, ponho pé em terra n'um relance, com todos os preceitos… os tres tempos velozes em meio circulo seguido… levanto o commendador que estava tolhido pela sella… não indago mais… a pé mesmo levo da espada, e caio como um raio sobre a malta… Ah! que se tenho tempo! Duas voltas, um cambiamento, treta sobre treta, talho e revez, e ensinava-lhes o que é o morgado da Gésteira com a espada na mão!… A prima veria… Por seu respeito!… Veria… Não digo mais!

D. MARIA JOANNA

Veria… estou certa. Mas não vi. Foi pena. Apagou-se o raio antes de fulminar!