Os Primeiros Amores de Bocage

José da Silva Mendes Leal · Capítulo 264 de 281

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Os Primeiros Amores de Bocage

D. Maria Joanna

Ah!… O sr. Bocage? (retira vivamente a mão.)

BOCAGE

O anão da casa encaminhou-me para aqui. Se sou importuno… (como para sair por onde entrou.)

 

GONÇALO (indo a Bocage e detendo-o)

Era esperado, e desejado… venha. (descendo com elle) Ninguem aceitaria com mais satisfação para confidente dos meus alvoroços.

D. MARIA JOANNA

Não é já o sr. Bocage da nossa intimidade? Não me esqueceu ainda!

 

BOCAGE (com forçada jovialidade)

Filho de Marte e de Venus pintaram o Amor. É indispensavel corrigir a mythologia… O Amor, de menino fez-se homem; de azougado cordato; de despido composto; de vendado attento… abjurou por fim a gentilidade, e até de pagão se converteu a bom catholico… para santamente unir e abençoar, como o pediam os seus merecimentos, um novo Marte e uma Venus melhor!

 

GONÇALO (fitando-o)