The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 1 de 43

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The Risk

1. Brenna

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BRENNA

 

Ele está atrasado.

Não sou uma vaca completa. Em geral, dou cinco minutos de tolerância a um cara. Posso perdoar cinco minutos de atraso.

Com sete, talvez ainda esteja receptiva, principalmente se tiver sido avisada do atraso com uma ligação ou mensagem. Trânsito é algo incontrolável. Às vezes ele te ferra.

Com dez, minha paciência já vai estar se esvaindo. Se o babaca sem consideração tiver se atrasado dez minutos sem nem ligar, já era. Vou embora no mesmo instante.

Com quinze, aí o problema sou eu. Por que ainda estou no restaurante?

Ou, neste caso em particular, na lanchonete.

Estou sentada a uma mesa no Della’s, uma lanchonete estilo anos 1950 em Hastings, a pequena cidade que vou chamar de lar pelos próximos anos. Por sorte, não preciso chamar a casa do meu pai de “lar”. Podemos estar na mesma cidade, mas antes de me transferir para a Universidade Briar deixei claro que não moraria com ele. Já deixei o ninho. De jeito nenhum vou me sujeitar de novo à superproteção e à comida péssima dele.

“Mais café?” A garçonete, uma jovem de cabelo cacheado em um uniforme branco e azul de poliéster, me dirige um olhar solidário. Parece ter vinte e muitos anos. A plaquinha em seu uniforme diz “Stacy”. Tenho certeza de que sabe que furaram comigo.

“Não, obrigada. Só a conta, por favor.”

Ela se afasta, e aproveito para pegar o celular e mandar uma mensagem rápida para minha amiga Summer. É tudo culpa dela. Por isso, deve encarar minha ira.

EU: Ele me deu um bolo.

Summer responde na mesma hora, como se estivesse sentada ao lado do celular esperando notícias. Na verdade, esqueça o “como se”. Certeza que estava fazendo exatamente isso. Minha nova amiga não tem vergonha de se intrometer.

SUMMER: NÃO ACREDITOOOO!!

EU: Pois é

SUMMER: Que babaca! Sinto muito mesmo, Bee

EU: No fundo não fiquei surpresa. O cara é jogador de futebol americano. Eles são babacas por definição

SUMMER: Achei que Jules fosse diferente

EU: Achou errado

As reticências que aparecem na tela indicam que está escrevendo algo. Já sei o que é. Outro pedido de desculpas enfático, que não estou no clima para ler. Não estou no clima para nada além de pagar pelo café, voltar para meu apartamento minúsculo e tirar o sutiã.

Cara idiota. E me maquiei por causa dele. Tudo bem que era só um café à noite, mas me esforcei mesmo assim.

Abaixo a cabeça para revirar a carteira atrás de alguns trocados. Quando uma sombra recai sobre a mesa, imagino que é Stacy voltando com a conta.

Imagino errado.

“Jensen”, ouço uma voz masculina insolente dizer. “Levou um bolo, foi?”

Argh. Ele é a última pessoa que eu gostaria de ver neste momento.

Jake Connelly escorrega pelo banco do outro lado da mesa, e eu o recebo com um franzir de cenho desconfiado em vez de um sorriso. “O que está fazendo aqui?”, pergunto.

Connelly, mais conhecido como O INIMIGO, é capitão do time de hóquei de Harvard, nosso maior rival. Meu pai é o técnico principal da equipe da Briar. Em dez anos de trabalho, foi campeão três vezes. Vi uma reportagem recente em um jornal da Nova Inglaterra com a manchete “A era Jensen”. Tratava-se de um texto de página inteira sobre como a Briar está detonando nesta temporada. Infelizmente, Harvard também, graças ao astro do outro lado da mesa.

“Estava por perto”, ele responde, e noto em seus olhos verde-floresta que parece achar graça.

Da última vez que o vi, Connelly e um colega de time estavam nos espionando nas arquibancadas da arena da Briar. Pouco depois, acabamos com eles no confronto direto. O que foi motivo de muita satisfação e compensou a derrota que havíamos sofrido antes na temporada.

“Ah, é. Tenho certeza de que está em Hastings totalmente por acaso. Você não mora em Cambridge?”

“E?”

“Fica a uma hora daqui.” Sorrio torto para ele. “Não sabia que eu tinha um stalker.”

“Me pegou. Estou stalkeando você.”

“Fico lisonjeada. Já fazia um tempo que ninguém ficava tão hipnotizado por mim que precisava ir até outra cidade para me stalkear.”

Os lábios dele se curvaram em um sorriso. “Olha, por mais gata que você seja…”

“Ah, você me acha gatinha?”

“… eu não gastaria gasolina vindo até aqui só para ver você arrancando os meus colhões. Desculpa se te decepcionei.” Connelly passa uma mão pelo cabelo escuro. Está um pouco mais curto agora, e uma barba por fazer cobre seu maxilar.

“Você fala como se eu tivesse qualquer interesse pelos seus colhões”, respondo, fofa.

“Meus colhões metafóricos. Você não daria conta dos reais”, ele diz. “Gatinha.”

Reviro tanto os olhos que quase distendo um músculo. “Sério, Connelly. Por que está aqui?”

“Vim visitar um amigo. E aqui pareceu um bom lugar para pegar um café antes de voltar pra Cambridge.”

“Você tem um amigo? Nossa, que alívio. Já te vi com os caras do time, mas imaginei que tinham que fingir que gostavam de você porque é o capitão.”

“Eles gostam de mim porque sou legal pra caralho.” Connelly volta a abrir um sorriso.

De arrancar a calcinha. Foi assim que Summer descreveu o sorriso dele uma vez. A garota é totalmente obcecada pelo visual arrumadinho. Outros termos que já usou para descrever o cara incluem: caminhão de gostosura, ovulação instantânea, boydelícia e totalmente pegável.

Summer e eu nos conhecemos faz só alguns meses. Passamos de desconhecidas a melhores amigas em uns trinta segundos. Ela veio de outra faculdade depois de ter colocado fogo sem querer na casa da fraternidade em que morava. Como eu podia não adorar aquela maluca? Ela estuda moda, é muito divertida e tem certeza de que estou interessada no Jake Connelly.

Mas está errada. O cara pode ser lindo e um jogador de hóquei fenomenal, mas também curte jogar fora das pistas de gelo. É o padrão, na verdade. Muitos atletas têm um grupo de fãs que fica perfeitamente contente em 1) dar uns pegas, 2) não ser exclusivas, e 3) sempre vir depois do esporte.

Mas não sou uma delas. Não me incomodo de dar uns pegas, mas os números dois e três são inegociáveis para mim.

Sem mencionar que meu pai arrancaria minha pele se eu saísse com O INIMIGO. Ele e o técnico de Harvard, Daryl Pedersen, estão em disputa há anos. Segundo meu pai, Pedersen sacrifica bebezinhos em nome de Satã e faz magia negra em seu tempo livre.

“Tenho muitos amigos”, Jake diz e dá de ombros. “Inclusive um bem próximo que estuda na Briar.”

“Sempre acho que quando alguém se gaba muito de seus amigos é porque não tem nenhum. Não está querendo compensar nada, não?” Sorrio, inocente.

“Pelo menos não levei um bolo.”

Meu sorriso se desfaz. “Não levei um bolo”, minto. A garçonete se aproxima da mesa no mesmo instante, estragando tudo.

“Você chegou!” Ela parece aliviada ao se deparar com Jake. Então, dá uma boa encarada nele com um olhar de aprovação. “Estávamos começando a ficar preocupadas.”

Estávamos? Não tinha me dado conta de que estávamos juntas na humilhação.

“A estrada estava escorregadia”, Jake disse a ela, indicando com a cabeça a vitrine da lanchonete. Pequenos córregos desciam pelos vidros embaçados. Então, um raio iluminou momentaneamente o céu escuro. “É preciso tomar cuidado redobrado quando se dirige na chuva, sabe?”

Ela assente com vontade. “A estrada fica bem molhada quando está chovendo.”

Jura, gênia? As coisas ficam molhadas quando chove. Alguém precisa avisar o pessoal do comitê do Nobel.

Os lábios de Jake se contorcem.

“Quer beber alguma coisa?”, a garçonete pergunta.

Eu o fulmino com o olhar.

Connelly responde com um sorriso torto antes de piscar para a garçonete. “Eu adoraria um café…” Ele aperta os olhos para a plaquinha com o nome no uniforme dela. “Stacy. E pode encher a xícara da minha namorada ranzinza.”

“Não quero mais café, e não sou namorada dele”, rosno.

Stacy pisca, confusa. “Não? Mas…”

“Ele é um espião de Harvard que foi mandado para descobrir tudo sobre o time de hóquei da Briar. Não cai na dele, Stacy. É o inimigo.”

“Que exagero.” Jake ri. “Ignora, Stacy. Ela só está brava porque me atrasei. Dois cafés e uma torta, por favor. Quero um pedaço de…” O olhar dele recai sobre a vitrine no balcão. “Ah, droga, não consigo escolher. Todas parecem uma delícia.”

“Nem me fala em delícia”, ouço Stacy murmurar.

“O que você disse?”, ele pergunta, mas seu sorrisinho deixa claro que a ouviu bem.

Stacy fica vermelha. “Ah, hum, só que tem torta de pêssego e noz-pecã.”

“Hum…” Jake passa a língua no lábio inferior. É ridículo de sedutor. Tudo nele é. Por isso odeio o cara. “Quer saber? Um pedaço de cada, por favor. A gente vai dividir.”

“Vamos nada”, digo, veemente, mas Stacy já está correndo para providenciar as tortas idiotas do rei Connelly.

Caralho.

“Olha, por mais que eu goste de conversar sobre como seu time é ruim, estou cansada demais para te insultar esta noite.” Tento disfarçar o cansaço, mas ele transparece na minha voz. “Quero ir para casa.”

“Ainda não.” A atmosfera leve e levemente irônica que ele emanava até então de repente se transforma em algo mais sério. “Não vim para Hastings por sua causa, mas agora que estamos tomando um café…”

“Contra minha vontade”, corto.

“… quero conversar sobre um negócio.”

“Ah, é?” Fico curiosa, apesar de não querer. Tento disfarçar com sarcasmo. “Mal posso esperar para ouvir o que é.”

Jake abre as mãos sobre a mesa. São grandes. Tipo, muito, muito grandes. Tenho meio que uma obsessão por mãos masculinas. Se são pequenas demais, perco o interesse de imediato. Se são grandes e fortes demais, fico meio apreensiva. Mas Connelly foi abençoado com o par perfeito. Os dedos são compridos, mas não ossudos. As palmas são grandes e poderosas, mas não robustas. As unhas estão limpas, mas as juntas de dois dedos estão vermelhas e rachadas, provavelmente de raspar no gelo. Não consigo ver as pontas dos dedos, mas aposto que são cheias de calos.

Adoro a sensação de calos passando pela minha pele nua, roçando um mamilo…

Argh. Não. Não posso ter pensamentos picantes perto desse cara.

“Quero que você fique longe do meu amigo.” Connelly mostra os dentes depois de dizer isso, mas não é nada que possa ser chamado de sorriso. É selvagem demais.

“Ele quem?” Mas ambos sabemos de quem está falando. Posso contar em um dedo de uma mão com quantos jogadores de Harvard eu fiquei.

Conheci Josh McCarthy em uma festa de Harvard para a qual Summer me arrastou há um tempo. Ele deu um chilique quando descobriu que eu era filha de Chad Jensen, mas então reconheceu que agiu errado, pediu desculpa pelas redes sociais e nos encontramos algumas vezes depois. McCarthy é bonitinho, meio pateta, e um forte candidato a amigo colorido. Como mora em Boston, não tem nenhuma chance de me sufocar ou de aparecer em casa sem avisar.

É claro que McCarthy não é uma opção no longo prazo. E nem é porque meu pai ia me matar. A verdade é que não sou tão ligada nele. O cara não sabe o que é sarcasmo, e pode ser meio chato quando a língua dele não está na minha boca.

“Estou falando sério, Jensen. Não quero você mexendo com o McCarthy.”

“Recolhe essas garras, mamãe-urso. É um lance casual.”

“Casual”, ele repete. Não é uma pergunta, só quer dizer que ele não acredita em mim.

“É, casual. Quer que eu peça pra Siri definir a palavra pra você? Significa que não é sério. Nem um pouco.”

“Mas pra ele é.”

Reviro os olhos. “Bom, não tenho nada a ver com isso.”

Mas, por dentro, fico preocupada com a resposta franca de Jake. Mas pra ele é.

Droga. Espero que não seja verdade. Tudo bem, McCarthy me manda bastante mensagem, mas tento não dar muita corda a menos que tenha caráter sexual. Nem mando risos quando ele me envia vídeos engraçadinhos, porque não quero encorajar o garoto.

Mas… talvez eu não tenha deixado tão claro o estado da nossa situação quanto achei que tivesse.

“Estou cansado de ver McCarthy indo de lá para cá como um cachorrinho apaixonado.” Jake balança a cabeça, irritado. “Ele está acusando o golpe, e essa bobagem toda o distrai nos treinos.”

“De novo: e eu com isso?”

“Estamos no meio do campeonato. Sei o que está fazendo, Jensen, e precisa parar.”

“Parar o quê?”

“De zoar com a cabeça do McCarthy. Diz pro cara que não está a fim e que não vão se ver de novo. Fim.”

Faço um beicinho. “Ah, papai… Você é tão severo.”

“Não sou seu papai.” Seus lábios se curvam de novo. “Mas poderia ser, se quiser.”

“Afe… Não vou te chamar de ‘papai’ na cama.”

Provando que é a rainha do timing ruim, Stacy volta à mesa no exato instante em que essas palavras deixam minha boca.

Sua passada vacila. A bandeja que está carregando tremula. Talheres batem. Eu me preparo, esperando uma chuva de café quente escaldar meu rosto. Mas Stacy se recupera rápido, se endireitando antes que o desastre aconteça.

“Café e torta!” O tom dela é alto e forte, como se não tivesse ouvido nada.

“Obrigada, Stacy”, Jake diz, educado. “Desculpa a boca suja da minha namorada. Dá para ver por que não saio muito em público com ela.”

As bochechas de Stacy estão rosadas de vergonha quando vai embora.

“Você traumatizou a garota com suas fantasias sexuais bizarras”, ele me informa antes de mergulhar na torta.

“Desculpa, papai.”

Connelly ri em meio à mastigação, e migalhas voam da sua boca. Ele pega um guardanapo. “Não me chama assim em público.” Seus olhos verdes brilham travessos. “Guarda pra depois.”

A outra torta — de pecã, pelo visto — permanece intocada à minha frente. Pego o café. Preciso de outra dose de cafeína para aguçar meus sentidos. Não gosto de estar aqui com Connelly. E se alguém nos vir?

“Talvez eu guarde pra McCarthy”, contra-ataco.

“Não. Sei que não vai fazer isso.” Ele engole outro pedaço de torta. “Vai terminar com ele, lembra?”

Tá, o cara realmente precisa parar de mandar na minha vida sexual como se tivesse alguma coisa a ver com ela. “Não pode decidir as coisas por mim. Se eu quiser sair com McCarthy, saio. Se não quiser, não saio.”

“Tá.” Ele mastiga devagar, então engole. “Você quer sair com o McCarthy?”

“Não quero sair.”

“Então, ótimo. Estamos de acordo.”

Aperto os lábios antes de dar um golinho no café. “Hum… Acho que não gosto de estar de acordo com você. Talvez mude de ideia… Deveria pedir McCarthy em namoro. Sabe onde posso comprar uma aliança de compromisso?”

Jake quebra a massa da torta com o garfo. “Você não mudou de ideia. Já tinha esquecido McCarthy cinco minutos depois de ficar com ele. Só tem dois motivos pra ainda estar com o cara: ou está entediada ou tentando sabotar a gente.”

“É mesmo?”

“É. Nada prende sua atenção por tanto tempo. E conheço McCarthy, é um cara legal. Divertido, bonzinho, mas é aí que ele se dá mal. ‘Bonzinho’ não serve pra alguém como você.”

“E lá vai você, achando que me conhece.”

“Sei que você é filha de Chad Jensen. Sei que aproveitaria qualquer oportunidade para mexer com a cabeça dos caras do time. Sei que provavelmente vamos enfrentar Briar na final em algumas semanas, e quem ganhar vai direto para o nacional…”

“E vai ser a gente”, digo.

“Quero meus garotos alertas e focados no jogo. Todo mundo diz que seu pai é capaz de qualquer coisa. Imaginei que a filha poderia ser igual.” Ele faz tsc-tsc, em reprovação. “E você aí, brincando com o pobrezinho do McCarthy.”

“Não estou brincando”, digo, irritada. “Às vezes, a gente fica. É legal. Ao contrário do que pensa, minhas decisões não têm nada a ver com meu pai ou com o time.”

“Bom, minhas decisões têm a ver com o meu time”, ele retruca. “E decidi que quero que fique longe da gente.” Connelly engole mais um pedaço de torta. “Porra, isso é muito bom. Quer provar?” Ele me oferece o garfo.

“Prefiro morrer a colocar a boca nesse garfo.”

Connelly só ri. “Quero experimentar a de pecã. Se importa?”

Fico olhando para ele. “Foi você que pediu essa porcaria.”

“Nossa, você está mal-humorada esta noite, gatinha. Eu também estaria, se tivesse levado bolo.”

“Não levei bolo.”

“Qual é o nome e o endereço dele? Quer que eu vá lá ensinar uma lição?”

Cerro os dentes.

Connelly pega um pedaço da torta intocada à minha frente. “Porra, essa é ainda melhor. Hum… Cara, que delícia.”

De repente, o capitão do time de hóquei de Harvard está gemendo e grunhindo de prazer como se fosse uma cena de American Pie. Tento não me afetar, mas aquele pedaço traidor entre minhas pernas não obedece, formigando com os ruídos sexuais de Jake Connelly.

“Posso ir agora?”, rosno. Só que, espera aí. Por que estou pedindo permissão? Não sou refém dele. Não posso negar que estou me divertindo um pouco, mas o cara também acabou de me acusar de dormir com os caras de Harvard para que não consigam ganhar da Briar.

Amo meu time, mas não tanto.

“Claro. Pode ir se quiser. Mas primeiro manda uma mensagem pro McCarthy dizendo que acabou.”

“Desculpa, mas não tenho que obedecer.”

“Tem, sim. Preciso que a cabeça de McCarthy esteja no jogo. Termina com ele.”

Levanto o queixo com teimosia. Tudo bem, preciso esclarecer as coisas com Josh. Achei que tivesse deixado claro que nosso envolvimento era apenas casual, mas pelo visto ele acha que é muito mais, se o capitão do time dele diz que está “apaixonado”.

No entanto, não quero dar a Connelly a satisfação de achar que me convenceu. Sou assim mesquinha.

“Não tenho que obedecer”, repito, colocando uma nota de cinco dólares debaixo da xícara de café pela metade. Deve cobrir o que tomei, a gorjeta da Stacy e qualquer estresse pelo qual ela tenha passado esta noite. “Faço o que quiser com McCarthy. Talvez ligue para ele agora mesmo.”

Jack estreita os olhos. “Você é sempre difícil assim?”

“Sou.” Sorrindo, saio do banco e visto a jaqueta de couro. “Tome cuidado na viagem de volta a Boston, Connelly. Ouvi dizer que a estrada fica molhada quando chove.”

Ele ri baixo.

Puxo o zíper da jaqueta, então me inclino e falo em seu ouvido. “Ah, e Jake?” Acho que posso ouvir sua respiração falhar. “Vou guardar para você um lugar atrás do banco de reservas da Briar na final.”