The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 28 de 43

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The Risk

28. Brenna

28

 

BRENNA

 

“Onde você estava?”

Pulo como um cavalo assustado quando meu pai aparece atrás de mim, do nada. Estou na bancada da cozinha esperando o café ficar pronto, e não o ouvi entrar.

Viro e vejo que franze o cenho para mim. Faço o mesmo pra ele. “Te mandei uma mensagem ontem à noite dizendo que ia ficar na casa de um amigo em Boston.”

“E quando eu perguntei que amigo, você não respondeu.”

“Porque você não precisava saber de mais nada. Só que eu estava bem.”

“Está brincando? Só porque vai dormir num amigo não quer dizer que está bem. Que amigo é esse? É o que veio aqui na semana passada?”

Suspiro. “Você prometeu que não ia mais fazer isso.”

“E você prometeu que não ia mais ser descuidada.”

“E por acaso sou? Tá, às vezes saio pra beber e dançar com meus amigos. Às vezes, vou a uma festa. Com os seus jogadores, aliás.”

“Como se isso fosse um alívio…” A raiva brilha em seus olhos. “Da última vez que namorou um jogador de hóquei, quase destruiu sua vida.”

Sinto uma pontada de culpa. Meu pai ficaria louco se soubesse que fui ajudar Eric ontem à noite. Dou as costas para ele e abro o armário pra pegar uma caneca. “Já faz tempo, pai. Cinco anos, pra ser precisa.”

“E você continua se escondendo e passando a noite fora.”

“Pai.” Viro para ele. “Olha pra mim.” Aponto para meu corpo de alto a baixo. “Estou inteira. Viva. Não estou nem de ressaca, porque nem bebi ontem à noite. Fiquei em Boston por causa da tempestade e da queda de energia. Não achei que era legal pegar a estrada.” Deixo a caneca na bancada. “Fui responsável, e estou levando bronca por causa disso. Percebe como é ridículo?”

“Ah, é? Então você foi responsável quando dirigiu até Westlynn em meio à tempestade e à queda de energia pra buscar Eric Royce em uma casa de fumo?”

Congelo. Como ele sabe?

A culpa sobe pela minha garganta. Inspiro devagar e me lembro de que não preciso me sentir assim. Não sou obrigada a contar ao meu pai cada detalhe da minha vida.

Ele espera que eu diga alguma coisa. Quando não o faço, solta um palavrão. “Louisa Royce me ligou ontem à noite. Não tinha seu celular e queria agradecer por ter levado Eric a salvo pra casa. E você me diz que não está sendo descuidada. Porque voltou a ver aquele garoto, Brenna? Esse cara é uma encrenca.”

“Não estou vendo Eric. Ele estava em apuros e fui ajudar.”

“Por quê? Eric não merece sua ajuda. Não merece nada.” O ódio puro em sua voz é assustador. Meu pai não é exatamente amoroso. Nunca enche ninguém de beijos e compaixão. Mas ele tem um coração.

“Pai. Por favor. Eric não é uma pessoa ruim. Só está na pior.”

“E não é seu dever tirar o garoto dessa.” Ele passa as duas mãos pela cabeça. Seu olhar parece um pouco desvairado. “Sabe como fiquei preocupado depois que desliguei o telefone? Sem saber se você estava bem?”

“Eu disse que estava bem. E que ia ficar num amigo.”

“Que amigo?”, meu pai volta a perguntar.

“Não importa. Mas você sabe que não foi no Eric, porque a mãe dele não teria ligado pra falar comigo se eu estivesse lá. Então, por favor, relaxa.”

“Relaxa”, ele murmura. “Temos um jogo crucial este fim de semana, mas, em vez de me preparar, fico me preocupando se minha filha está se colocando em risco ou não.”

“Não estou me colocando em risco.” Minha garganta se aperta de frustração. Quero bater os pés como uma criança, porque não o entendo. Meu pai tem dois modos de operação: ou me ignora e não demonstra nenhum interesse pela minha vida ou grita comigo por causa de coisas que nem aconteceram.

Estou tremendo quando me sirvo de café. “Vou te dizer isso só uma vez.” Minha voz está tão trêmula quanto minhas mãos. “Não estou com Eric de novo, nunca vamos voltar. Ele ainda me liga de vez em quando, mas em geral pra pedir dinheiro.”

Viro para encarar meu pai. Sua expressão é mais dura que pedra.

“Dei dinheiro a ele uma vez”, admito. “Daí me dei conta de que ia virar um hábito, então nunca mais fiz isso. Ele não me liga muito, só algumas vezes por ano. Quando ligou ontem à noite, chorava assustado porque não sabia onde estava… Então, me desculpa se sou uma tola insensata por não querer que alguém de quem já gostei morresse na porra da rua.”

“Brenna”, meu pai diz, com a voz grossa.

“Quê?”

“Só…” Ele solta o ar de maneira irregular. “Me diz com quem está da próxima vez que for passar a noite fora. Não me deixa preocupado assim.”

Então, meu pai sai da cozinha.

JAKE: Vc tá bem?

EU: Sim e não. Meu pai voltou a me ignorar, então acho que já esqueceu. Tô indo pra Summer pra noite das garotas.

JAKE: Eba. Filma pra mim.

EU: O que acha que acontece na noite das garotas?

JAKE: Peladice, claro. Guerra de travesseiros. Treino de beijo. Na verdade, esquece isso. Estamos na faculdade. Vocês ensinam uma à outra como dar uma chupada.

EU: Sim, é exatamente isso que fazemos. Seu tarado.

JAKE: Pois é. Bom, te ligo mais tarde.

EU: Não precisa.

JAKE: Sei que não precisa, mas eu quero.

Mordo o lábio para não sorrir ao telefone. Mas não consigo impedir a sensação efervescente e quente na minha barriga. A noite de ontem começou tão mal e terminou tão… bem.

Ainda não acredito que dormi com Jake. No sentido literal e no metafórico. Fiz sexo com ele e depois peguei no sono em seus braços fortes. Estou encrencada. Acho que gosto de verdade dele, e não sei com quem falar. Summer contaria a Fitz no mesmo instante, e Audrey e Elisa são péssimas em guardar segredo.

Enquanto me aproximo da casa de Summer, a proprietária do meu apartamento, Wendy, me atualiza sobre a situação lá.

WENDY: O apê ainda não está pronto. Vai levar mais uma semana, talvez menos. Acharam mofo na despensa, e estão resolvendo isso. Pode me mandar uma lista com tudo o que perdeu na inundação? Vamos mandar a papelada pro seguro esta semana.

EU: Te mando mais tarde. E, por favor, fala pros caras andarem logo. Não aguento mais morar com meu pai!

WENDY: Nossa, a ideia de voltar a morar com meus pais me aterroriza.

EU: Pois é. Então corre!

WENDY: Pode deixar :)

Guardo o celular e entro na casa de Summer sem bater. As risadinhas altas vindo da sala indicam que as garotas já chegaram. Encontro Summer no sofá com Audrey. Daphne está sentada na poltrona. Quem completa o grupo é alguém que não vejo desde aquela manhã na lanchonete. Rupi Miller. Também conhecida como a stalker ou namorada de Hollis.

“Brenna!”, Rupi diz, animada. Ela está no chão, jogada sobre uma almofada enorme. Usa uma roupa parecida com a daquele dia em que nos vimos. Um vestido azul-claro com saia rodada abaixo do joelho e gola de renda, meia-calça preta e duas presilhas brilhantes no cabelo preto. Está fofa e chique. O tom de azul do vestido fica incrível com seu tom de pele.

“Vem sentar comigo”, ela pede. “Você está linda! Não acham, meninas? Sua pele é tão luminosa. O que você usa? Eu faço uma máscara caseira que minha mãe me ensinou. É assim que consigo esse tom rosado. É…”

“Vou pegar uma água”, interrompo.

Rupi ainda está falando quando deixo a sala. Nem sei com quem. Talvez sozinha.

Summer vem atrás de mim. “Minha nossa, essa garota fala. E eu que achava que era tagarela.”

“Você é, mas ela também. Duas tagarelas podem coexistir. Não é que nem Highlander.”

“O que é Highlander mesmo? Não vi. Aquela série em que a mulher viaja no tempo?”

“Não, isso é Outlander. E a gente precisa ver, aliás, porque o cara é gato demais.”

“Opa! Fechou. Podemos ver nas férias.”

“Perfeito.”

Enquanto me sirvo um copo de água, Summer levanta as sobrancelhas. “É a noite das garotas”, ela me lembra. “Estamos bebendo margaritas.”

“Preciso de água antes. Quase não bebi hoje. Fiquei enfiada no meu quarto fazendo o trabalho final de teoria da comunicação.”

Quando voltamos para a sala, Rupi continua falando sobre sua máscara facial caseira. “É só farinha de grão de bico e iogurte. Juro que é o melhor esfoliante do mundo. A pele fica brilhando depois.”

Audrey e Daphne prestam atenção a cada palavra. “Estou curiosa”, Daphne diz. “Estou sempre procurando um bom esfoliante. Minha pele anda um lixo.”

“A gente devia fazer agora”, Audrey sugere. “Você tem farinha de grão de bico e iogurte?”

Summer é pega de surpresa. “Não tenho ideia.”

“Vamos ver.” Rupi corre para a cozinha, com Audrey e Daphne em seu encalço.

Eu as observo se afastar. “Elas acabaram de virar melhores amigas?”

“Parece que sim.”

“E Rupi e Hollis estão juntos mesmo?”, pergunto, roubando o lugar de Daphne. Me acomodo na poltrona, cruzando as pernas.

“Não tenho ideia. É o relacionamento mais estranho que já vi.” Summer abaixa a voz. “Ou ela está gritando com ele ou ele está gritando com ela. Nos intervalos, os dois se pegam.”

Mordo o lábio para não rir. “Na verdade, é exatamente o tipo de relacionamento que eu esperaria de Hollis.”

“Eu também. Mas é muito esquisito.”

“Exatamente. Que nem ele.”

Summer sorri. “Diz a garota que pegou ele.”

“E daí? Você nunca pegou ninguém esquisito?”

“Você pegou o Mike?” Rupi está na porta, de queixo caído.

Opa.

Por um segundo, penso em mentir, mas então me dou conta de que seria ridículo. E daí se eu beijei o Hollis? Não é como se ele tivesse traído Rupi comigo. “Foi”, confirmo. “Mas não precisa…”

“Rá!”, ela me interrompe, com os olhos castanhos brilhando. “Eu sabia! Mike me conta tudo.”

É mesmo?

“E não se preocupa, não fiquei brava”, Rupi garante.

“Eu nem ligaria se ficasse.”

“Você é tão engraçada.” Ela ri, então pergunta a Summer alguma coisa sobre iogurte antes de voltar à cozinha.

“Eu não estava brincando”, digo a Summer. “Nem ligaria se ela ficasse brava.”

Ela ri. “Eu sei.”

Meu celular vibra, e eu quebro uma das regras da noite das garotas ao pegá-lo.

JAKE: E aí, o que está rolando? Já teve um orgasmo?

EU: Ainda não. Tô decepcionada.

JAKE: Imagina eu então.

A detetive Di Laurentis entra imediatamente no caso. “Com quem está falando?”

“Ninguém.”

“Não pode ser ninguém. Você acabou de mandar mensagem pra alguém.” Os olhos verdes dela se iluminam. “Ainda está namorando escondida aquele cara de Harvard?”

Quase pergunto como ela sabe antes de me dar conta de que está se referindo a McCarthy, não Jake.

“A gente não estava namorando”, digo, dando de ombros. “Só saímos algumas vezes.” Me apresso quando a vejo abrindo a boca. “Era o Nate, tá? Relaxa.”

“Ah. Manda oi pra ele.” Summer parece decepcionada por não ter conseguido o furo do século.

Mal sabe ela…

As outras garotas voltam. Rupi carrega uma tigela cheia de uma mistura bege, que logo ensina todo mundo a passar. “Está usando maquiagem?”, ela me pergunta.

“Não.”

Daphne olha para mim. “Está tirando uma com a gente? Não está mesmo usando maquiagem? Nem corretivo?”

“Não.”

“Então, como está com a pele tão boa?”

“Genética?”, arrisco.

“Te odeio”, Daphne diz, sincera.

Sob o olhar atento de Rupi, começamos a passar a estranha mistura de iogurte no rosto. “Por quanto tempo deixamos?”, Summer pergunta.

“Até secar. Não mais que dez minutos.” Rupi volta a se sentar no trono de almofada aos meus pés.

Da poltrona, sorrio para ela. “E aí, o que está rolando com o Hollis? Vocês estão juntos?”

“Claro.” Ela me olha como se eu fosse de outro planeta. “Estamos juntos desde que saímos pela primeira vez.”

“Ele sabe disso?”, Summer pergunta, surpresa.

“Claro que sabe.”

Não sei dizer se essa garota é doida ou…

Na verdade, não tem “ou”. Ela é doida e ponto final.

“Faz um século. Somos quase como dois velhinhos casados agora.” Rupi sorri para mim. “É por isso que não ligo por terem se beijado. Você nem levava Mike a sério.”

Eu a cutuco sem motivo. “Talvez levasse…”

“Não levava, não.” A confiança dela é impressionante. “Ele não é seu tipo.”

“Por que diz isso?”

“Porque ele é do tipo cachorrinho.”

“Quem é um cachorrinho?”, pergunta uma voz masculina, então o próprio cachorrinho surge na sala. Ele dá um grito quando vê nossos rostos. “Por que passaram cola na cara?”

“Entre tudo o que poderia ser você acha que é cola?”, Summer pergunta, exasperada. “Por que passaríamos cola no rosto?”

“Não sei.” Ele passa os olhos pelos lugares ocupados, como se pudesse se juntar a nós.

Rupi dá um tapinha na almofada ao lado dela.

Engulo uma risada.

Hollis leva o corpo enorme ao chão. É um cachorrinho mesmo. Está de short e camiseta azul, cor que realça seus olhos. A camiseta também se agarra a seus músculos impressionantes, uma visão que sempre me chocou um pouco. Mike Hollis é um menino repulsivo no corpo de um cara gostoso.

Ele passa um braço sobre os ombros estreitos de Rupi. “E aí?”, diz.

Reprimo um sorriso. Ele está louco por ela.

“Você é um cachorrinho”, ela informa. “Bobo e fofinho.”

“Não sou bobo e fofinho”, ele contesta.

“É, sim.”

“Não sou, não. Não pode me comparar a um cachorrinho. Tem que escolher algo bom. Tipo um garanhão.”

“Não se pode ser um garanhão sem um pau grande”, brinco.

Audrey ri.

Rupi me olha, horrorizada. “Brenna! Você não pode fazer comentários depreciativos sobre o pênis de um garoto. Fere o ego. Só porque Mike não tem um pênis de garanhão não quer dizer que…”

“Por que estão falando sobre meu pau?”, Hollis interrompe. “Que vocês não viram, aliás.”

“Eu toquei”, ela diz, convencida, antes de dar um tapinha no joelho dele. “Mas eu estava dizendo às garotas que nosso aniversário está chegando.”

Hollis parece confuso. “Que aniversário?”

“De um mês.”

“Não faz um mês.”

“Faz quase um mês…”

“Faz duas semanas!”

“Vinte dias! São quase três semanas.” Rupi avalia o rosto dele. “Quando é o nosso aniversário, Mike?”

“Quê?”

Eu me recosto na poltrona e aproveito o show.

“Quando saímos pela primeira vez?”, ela insiste.

“Como eu saberia isso?”

“Você estava lá!” Rupi levanta de pronto e leva as mãos à cintura. “Você não anotou a data? Qual é o seu problema?”

“Qual é o meu problema? Qual é o seu problema? Quem anota a data em que sai com alguém?”

“Foi nosso primeiro encontro. Está me dizendo que não vale a pena lembrar?”

Hollis levanta também. Ele tem um metro e oitenta e cinco, de modo que se assoma sobre ela. No entanto, qualquer um poderia dizer quem é que manda ali.

“Você apareceu aqui e me arrastou pra jantar”, Hollis a lembra. “Eu nem sabia quem você era, porra.”

“Queria muito que você não dissesse palavrão pra mim.”

“Quem muito quer, nada abstém.”

Summer solta uma risada alta.

Daphne parece fascinada. “O que ele quer dizer com isso?”

“O ditado não é assim”, digo a Hollis.

“É, sim”, ele insiste. “Meu pai usa o tempo todo.”

Summer sorri abertamente. “Mike, seu pai é tão incompreensível quanto você.”

Olho para ela. “Com quem acha que ele aprendeu?”

Rupi não gosta dessa mudança de assunto. Ela dá um passo raivoso na direção dele, e os dois ficam cara a cara. A dela está coberta de gosma, a dele está vermelha de frustração.

“Não acredito que nem liga pro nosso aniversário.” Rupi dá as costas pra ele. “Preciso pensar a respeito”, ela declara por cima do ombro. Pouco depois, está batendo os pés ao subir as escadas.

Hollis vira para Summer. “Por que fez isso comigo?”, ele pergunta, infeliz.

“Gostamos dela”, Summer anuncia.

“Claro que sim. Gostam pra caralho.” Ele vai embora também.

Ficamos em silêncio por um momento.

“Acham que podemos lavar o rosto agora?”, Daphne pergunta, sorrindo.

“Acho que devemos”, Audrey responde.

Nos amontoamos no banheiro, nos revezando para tirar a máscara. Depois que seco o rosto, não posso negar que minha pele parece extremamente macia.

“Rupi disse que tem que passar hidrante em seguida”, Daphne instrui.

“Vou lá pegar.” Summer desaparece, enquanto ficamos nos admirando no espelho.

“Ah, meu Deus, fiquei mesmo com um tom meio rosado”, Daphne diz, animada.

“A sensação é incrível”, Audrey concorda, arrebatada. “A gente devia fazer pra vender.”

“Podemos chamar de ‘cola de rosto’”, sugiro.

Daphne ri.

Summer chega com o hidrante, e voltamos à rotina de cuidado com a pele. Ainda que estejam lá em cima, conseguimos ouvir Rupi e Hollis gritando. Queria que eles descessem e brigassem na nossa frente. É muito divertido.

Em vez disso, quem nos entretém é Hunter, que chega em casa. Ele parece mais bonito que o normal. Talvez porque o cabelo escuro esteja bagunçado e ele tenha um brilho sedutor nos olhos.

Ele exala tanta segurança que tenho que perguntar: “Se deu bem?”

“Um cavalheiro nunca fala a respeito.” Ele dá uma piscadela e vai para a cozinha.

“Pode pegar a jarra amarela na geladeira, por favor?”, Summer grita para ele. “Precisamos de mais bebida!”

“Pode deixar, loira.”

“Ah.” Olho para Summer. “Parece que as coisas melhoraram.”

“E melhoraram”, ela confirma. “Acho que é por causa de todo o sexo. As endorfinas deixam Hunter todo bonzinho.”

Hunter reaparece e coloca a jarra de plástico na mesa de centro.

“E aí, quem foi a garota de sorte esta noite?”, provoco.

“Ninguém que você conheça. Só uma garota de um bar em Boston.”

“Coisa fina”, Audrey diz.

Ele revira os olhos. “A gente não trepou no bar.”

“E a garota do bar tem nome?”, Summer pergunta enquanto enche o copo de todo mundo.

“Violet.” Ele dá de ombros. “Não quero parecer babaca, mas não precisam guardar o nome. Ela me mandou embora minutos depois.”

Não consigo não rir. “Garota cruel.”

“É nada. Facilitou minha vida”, ele admite. “Eu não ia querer mais do que uma noite mesmo.”

“Coisa fina”, Audrey repete.

Ele dá risada. “Tá bom. Sou um cara horrível por querer um lance de uma noite só, mas ela quer a mesma coisa e não é. Faz todo o sentido.”

Mudo de assunto, pegando meu drinque. “Estão prontos pro jogo do fim de semana?”, pergunto.

“Tão prontos quanto podemos estar. Mas vai ser dureza.” A intensidade na voz dele é promissora. Pelo menos Hunter está com a cabeça no jogo, e não em todas as garotas que anda pegando. “Se encontrarmos um jeito de segurar Jake Connelly, de impedir que abale a gente, temos uma chance.”

Rá. Se encontrarem um jeito de não se abalar por Jake, eu adoraria saber. Deus sabe que não encontrei.