The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 33 de 43

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The Risk

33. Brenna

33

 

 

BRENNA

 

Amo o apartamento de Jake. É grande, confortável, é sempre agradável e quentinho, não gelado como meu apartamento em Hastings. Sei que não posso ficar para sempre, mas estou desfrutando da estadia. E de ficar com ele.

É um saco que alguns amigos ainda não estejam falando comigo, mas, sinceramente, estou começando a nem ligar. Jonah Hemley não quebrou o pulso de Hunter de propósito. Acredito que tenha sido mesmo um acidente. E, tudo bem, não foi culpa de Hunter, já que ele não fazia ideia de que aquela garota era namorada de Jonah. Foi Violet, ou seja lá qual for o nome dela, que fingiu ser solteira para trair o namorado. Ao mesmo tempo, ela era namorada de Jonah, e o cara ficou chateado. Lidou supermal com a situação, claro, mas não foi nada premeditado.

Por falar em “chateado”, meus amigos sem dúvida estão sentindo o golpe hoje. O comitê da primeira divisão de hóquei universitário masculino fez sua seleção e o time da Briar não está entre os dezesseis que vão participar do nacional. Harvard foi classificada automaticamente por ter vencido a conferência. E Princeton e Cornell foram as equipes da região convidadas pelo comitê para participar.

No momento, os comentaristas discutem na TV a final da conferência. Fico mexendo no celular enquanto Jake assiste, mas ergo a cabeça quando Kip Haskins menciona um nome familiar.

“Estão falando de Nate? Aumenta.”

Jake aperta um botão do controle remoto, e o volume sobe.

“Briar deveria ter vencido o jogo”, Kip diz para seu colega de bancada.

Viro para Jake com um sorriso enorme no rosto. “Ouviu só? Até eles concordam.”

“Mas Briar não ganhou o jogo, ganhou?”

“Quieto, lindo, estou tentando ver.”

Ele ri.

Na tela, Kip levanta alguns pontos interessantes. “Briar teve seus dois melhores jogadores expulsos. Como poderia ter sido uma partida justa? Foi como quando os Oilers jogaram a final da temporada de 1983-84 sem Wayne Gretzky e Paul Coffey.”

“Ah, vai se foder”, Jake desdenha. “Não dá pra comparar Hunter Davenport e Nate Rhodes com Gretzky e Coffey!”

“Eles são muito bons”, aponto.

Jake fica boquiaberto. “Tanto quanto Gretzky?”

“Não”, cedo. “Mas ninguém é.”

“Eu sou”, ele diz, convencido.

Reviro os olhos, porque não quero encorajar suas ilusões de grandiosidade, mas no fundo acho que Jake pode estar certo. Além de Garrett Graham, não veem mais jogadores saindo da universidade com potencial para ser um Gretzky. Jake é, de fato, uma anomalia.

“Jogar com os adultos é muito diferente da universidade”, aviso.

“Ah, é? E você sabe porque já jogou em um monte de times profissionais, não é?”

“Claro. Passei algumas temporadas em Nova York, jogando pelos Islanders e pelos Rangers. Depois fiquei duas temporadas com os Maple Leafs…”

“Ah, cala a boca.” Ele me puxa para o seu colo e começa a beijar meu pescoço.

“Ainda estou assistindo”, reclamo. Os apresentadores continuam discutindo, e ficou mais engraçado ainda, porque Trevor Trent está dizendo basicamente a mesma coisa que Kip Haskins. Os dois agora concordam que o jogo entre Briar e Harvard foi injusto.

“Viu?”, digo, vitoriosa. “Até eles sabem que é verdade! Vocês não podem dizer que ganharam o jogo.”

“É claro que posso dizer que ganhamos o jogo.” Ele soa exasperado. “Porque ganhamos o jogo! Tivemos até classificação automática pro nacional.”

“É, mas… Tá, não tenho como discutir com isso”, murmuro. “Mas saiba que, se Hunter e Nate tivessem jogado, o resultado teria sido bastante diferente.”

“Isso é verdade”, Jake concorda.

“Parece que o problema foi uma garota”, Trevor diz, e os dois apresentadores da HockeyNet riem, até que a expressão de Kip se torna pensativa.

“Mas isso levanta uma questão importante”, ele comenta. “Se um jogador é tão imaturo que entra numa briga por causa de uma garota no jogo mais importante da temporada… não merece ser expulso?”

“Hunter não foi expulso!”, grito para a tela.

Trevor está comigo. “Davenport não foi expulso. Ele saiu machucado. Quem causou toda a confusão foi Jonah Hemley.”

“E qual é a desculpa de Rhodes?”, Kip retruca. “Ele é o capitão da equipe. Como foi se meter no meio?”

“Isso é verdade!”, Jake concorda. “Rhodes se colocou nessa sozinho.”

“Ah, você sabe que jogadores de hóquei são esquentadinhos”, Trevor argumenta. “Eles funcionam à base de agressividade e paixão.”

Jake vibra. “Ouviu, gatinha? Sou uma mistura de agressividade e paixão.”

“Estou com tanto tesão neste momento.”

“Ótimo. Então, se ajoelha e me chupa. Viu como sou uma mistura de agressividade e paixão?”

Dou um soco no braço dele. “Não estou nem um pouco interessada nisso.”

“Tá, então abre as pernas pra eu te chupar.”

“Vou pensar a respeito.”

Jake sorri pra mim. “Me avisa quando souber.”

O clima leve morre quando os apresentadores começam a falar do meu pai. “Jensen teve uma ótima temporada”, Trevor diz. “Foi uma pena que não venceu, mas no ano que vem talvez seja diferente. Acho que é o melhor técnico da primeira divisão universitária no momento.”

Fico triste por ele. Me pergunto se devo mandar uma mensagem. Deve estar decepcionadíssimo com o fato de a temporada de Briar ter terminado desse jeito.

“Acho que vou escrever pro meu pai”, digo. “Dizendo que sinto muito e tudo mais.”

O tom de Jake se abranda. “Acho que ele ia gostar.”

Ia mesmo? Não tenho ideia, mas mando uma mensagem mesmo assim, dizendo que foi uma boa temporada e que no ano que vem vai ser ainda melhor. Ele não responde de imediato, mas não é muito de mensagens. Só quero que leia e saiba que estou pensando nele.

Para meu horror, lágrimas se acumulam nos meus olhos.

“Você está…” Jake não deixa de notar. “Está chorando?”, ele pergunta, parecendo preocupado.

“Não.” Passo o indicador embaixo dos olhos. “A mensagem só me deixou meio triste. Odeio que ele esteja bravo comigo. Quer dizer, meu pai não demonstra muita emoção, mas, quando faz, costuma ser reprovação, e não raiva.”

“Tem noção de como isso é zoado? Você odeia a raiva, mas não tem problema com a reprovação?”, Jake pergunta, incrédulo.

“Bom, não. Não é que não tenha problema. Mas estou acostumada, só isso.” Solto um suspiro. “E acho que compreendo. Já disse que não fui exatamente a filha perfeita.”

“Por quê? Porque ficou meio rebelde no ensino médio? Que adolescente não fica?”

“Fiz mais do que isso. Eu…” Sinto um nó na garganta, que torna mais difícil falar. “Acho que ele tem vergonha de mim.”

Jake parece preocupado. “O que foi que você fez, linda? Matou um professor?”

“Não.” Consigo abrir um sorriso fraco.

“O quê, então?”

A hesitação se acumula no meu peito. Nunca falei a respeito com ninguém, a não ser a terapeuta que meu pai me fez ver no último ano de escola. Ele se consultava com o psicólogo do time, que disse que, depois do que eu tinha passado, seria útil se eu conversasse com alguém que não fosse meu pai. Fiz alguns meses de terapia. Embora tenha me ajudado a fazer as pazes com algumas coisas, ela não soube me dizer como reconstruir meu relacionamento com meu pai — que só piorou nos anos que se seguiram.

Avalio a expressão paciente de Jake, sua linguagem corporal solidária. Posso confiar nele? É uma história constrangedora, mas não seria o fim do mundo se alguém mais descobrisse. Só não gosto da ideia de ser julgada por alguém cuja opinião importa para mim.

Mas Jake nunca me julgou desde que nos conhecemos, nem uma única vez. Ele não se importa que eu seja meio malvada. Não se importa com meu sarcasmo — e até gosta de ser sarcástico comigo também. Foi muito aberto em relação à sua própria vida, mas é fácil ser aberto quando não se tem nada a esconder.

“Tem certeza de que quer saber?”, pergunto cautelosa.

“Ah, meu Deus. Você matou mesmo alguém, não foi?”

“Não. Mas engravidei quando tinha dezesseis anos e quase morri.”

A confissão me escapa antes que eu consiga segurá-la. Assim que acontece e ela paira no ar entre nós, encaro os olhos arregalados de Jake e ouço o silêncio.

Ele leva uns bons cinco segundos para dizer algo, depois de soltar um assovio baixo. “Porra. Tá.” Jake assente devagar. “Você engravidou. Do Eric?”

Assinto. “Perdi a virgindade com ele. Mas, apesar do que meu pai pensa, não éramos irresponsáveis quando se tratava de sexo. Já fazia quase um ano que transávamos, e sempre usávamos camisinha. Eu não tomava pílula porque tinha vergonha de pedir ao meu pai, então tinha que ser muito cuidadosa com a camisinha.”

“Reparei nisso”, Jake diz. “Agora entendo o motivo.”

“Quando minha menstruação não veio, fiquei em negação total. Achei que talvez fosse só estresse. Não é anormal que a menstruação não venha, não precisa ter a ver com gravidez. Mas, quando estava dois meses atrasada, fiz um teste.”

Nunca vou esquecer o vazio no estômago de quando vi o sinal de mais no teste de farmácia. A primeira coisa que fiz foi ligar pro Eric, que não ajudou em nada.

“Eric disse que não tinha nada de mais e que daríamos um jeito. Mas ele estava no meio dos playoffs, então tinha uma agenda caótica. Prometeu que ia me levar, mas só quando acabasse.”

A testa de Jake se franze ainda mais. “Quanto tempo você teria que esperar?”

“Algumas semanas. Mas fiz umas pesquisas e descobri que o procedimento era perfeitamente seguro até os três meses. E, antes que você pergunte, a escolha foi minha. Eu não queria um filho. Só tinha dezesseis anos. Eric também não queria um.”

A tristeza toma conta de mim enquanto rememoro aqueles dias. Eu morria de medo. “Não podia ir sozinha”, explico a Jake. “Estava assustada demais, e me sentia constrangida demais para contar a uma prima ou amiga, quanto mais a meu pai. Precisava que Eric me levasse, e planejamos tudo. Ele teria mais tempo depois dos playoffs, então me levaria para Boston, onde eu faria o procedimento.”

Jake passa a mão no meu braço em um gesto reconfortante. “Sinto muito que tenha passado por isso.”

“Eu… não cheguei a fazer o aborto”, confesso. “Tínhamos marcado um horário, mas não fomos. Comecei a sangrar uma manhã, alguns dias antes. Eram só uns escapes. Olhei na internet e a maior parte dos sites dizia que era normal que aquilo acontecesse durante o primeiro semestre. Liguei pro Eric, que pesquisou na internet também e concluiu que não parecia nada de mais.”

“Onde ele estava?”

“Em Newport, com o time. Eles disputaram a semi naquela tarde. Eric disse que ligava depois do jogo, e fez isso. Eu ainda estava tendo escape, mas pouco.” Balanço a cabeça, irritada. “Eles tinham arrasado com o adversário, então iam sair pra comemorar. Pedi que Eric voltasse pra casa, mas ele disse que era bobagem, já que não devia ser nada, e insistiu que eu não precisava contar ao meu pai.”

“Então, você ficou em casa, sangrando?”, Jake pergunta, horrorizado.

“Sim e não. Como eu disse, começou bem devagar. Eric disse pra eu não me preocupar, e eu mesma achava que provavelmente estava pirando à toa. Então, ignorei o sangramento e torci para que parasse. Jantei com meu pai, assisti a um filme no quarto. Então, algumas horas depois, passou de um escape a… algo mais.” Minha garganta fecha. “Liguei pro Eric de novo e disse que tinha piorado e que ia contar ao meu pai porque precisava ir ao hospital. Eric disse pra eu não fazer isso, porque se meu pai soubesse ia acabar com ele.”

“Cretino egoísta.”

Me sinto enjoada ao repassar aquela noite terrível. “Eric decidiu voltar para me levar pessoalmente ao hospital. Ele me mandou esperar quietinha, porque já estava a caminho e chegaria o mais rápido possível. Estava a duas horas de distância.”

“E seu pai estava no andar de baixo?”

A incredulidade na expressão de Jake me faz engolir um nó de vergonha. “Já entendi, sou uma idiota. Eu sei disso, tá?” Lágrimas escorrem dos cantos dos meus olhos, e eu as enxugo rapidamente.

“Não estou chamando você de idiota”, Jake diz no mesmo instante, pegando minha mão. “Juro que não estou. Entendo totalmente. Você estava assustada. Tinha dezesseis anos, e o cara que deveria te apoiar preferiu curtir com os amigos em vez de voltar pra casa no instante em que você disse que havia algo errado.” Jake parece furioso por mim, o que eu acho meio fofo.

Assinto. “Àquela altura, eu não ia arriscar esperar duas horas até Eric aparecer. Se aparecesse.”

“Então você contou ao seu pai?”

“Não tive a chance.” Minha voz falha. “Eu tinha sangrado o dia todo e já eram nove da noite. Estava me sentindo fraca e zonza. Quando levantei, senti uma tontura forte e desmaiei no banheiro. Foi assim que meu pai me encontrou.” Me sinto enjoada. “Eu estava deitada numa enorme poça de sangue. Tivemos que trocar o piso do banheiro depois, porque as manchas não saíam.”

“Meu Deus.”

“Meu pai me levou ao hospital. Não me lembro dessa parte. Só sei que minha visão escureceu no banheiro. E de que acordei no hospital, onde me disseram que eu havia tido um aborto e quase sangrara até morrer.”

Jake levanta as sobrancelhas de preocupação. “Isso é normal?”

“Não. Aparentemente, tive um aborto incompleto, que é quando nem todo o tecido fetal é expelido pelo útero. Por isso o sangramento só piorou, em vez de melhorar.”

“Merda. Sinto muito.”

Assinto, grata. Mas não conto a Jake tudo o que aconteceu no quarto de hospital. Tive um colapso completo na frente do meu pai, gritando histérica e pedindo desculpas de novo e de novo, enquanto ele se mantinha estoico, mal me olhando. Quanto mais eu chorava, mais constrangedor era. Eu sempre tinha sido forte e resiliente, mas de repente me comportei como uma criança na frente dele.

Meu pai nunca mais olhou para mim do mesmo jeito. Sua vergonha não era apenas por eu ter engravidado — acho que era também por ter perdido o controle. Meu pai não respeita gente mole, e naquela noite eu fui pior que isso.

“As coisas nunca mais foram iguais entre a gente. Fui mantida longe da escola por dois meses porque estava emotiva demais. Deprimida, chorando o tempo todo. As pessoas achavam que eu estava com mononucleose. Só Eric sabia a verdade.”

“Não consigo acreditar que você continuou com ele”, Jake diz, sombrio.

“Ah, eu não continuei.” Dou risada, apesar de não achar graça. “Por muitos motivos. Eric se tornou o inimigo público número um aos olhos do meu pai. Ele desprezava o garoto, e quase o encheu de porrada um dia, porque continuava batendo na porta pra falar comigo. Meu pai me proibiu de ver Eric de novo, e por mim estava ótimo. Não podia perdoar meu namorado pela maneira como havia se comportado na noite em que perdi o bebê. Eu chorei e implorei que voltasse, que me levasse ao hospital, e Eric simplesmente não se importou.” A raiva sobe pela minha garganta. “Eu podia ter morrido. Mas encher a cara e fumar maconha com os amigos era mais importante pra ele do que se certificar de que eu estava bem.”

Apoio a cabeça no ombro de Jake, que brinca com meu cabelo. “Meu pai se tornou superprotetor, o que é engraçado, porque ele estava sempre tão ocupado com o trabalho que não conseguia me fazer cumprir as regras que havia criado. Então, na maior parte do tempo, eu fazia o que queria, e ele me dava uma bronca depois. Voltei à escola, comecei o último ano e agi como qualquer outra garota da minha idade tentando chamar a atenção dos pais. Era a baboseira adolescente típica, e quanto mais idiotice eu fazia mais ele reparava em mim. Então, eu ficava fora a noite toda, bebia, ia pra farra, deixava meu pai preocupado de propósito.”

É horrível, parando para pensar. Mas adolescentes fazem todo tipo de idiotice. São os hormônios fora de controle.

“Bom, cinco anos se passaram e meu pai ainda me vê como uma decepção, como uma pessoa fraca. Ainda que eu tenha entrado na linha há muito tempo.” Dou de ombros, triste. “Mas as coisas são assim, não?”

“Sinto muito que tenha passado por isso.” Jake dá um beijo no topo da minha cabeça. “Você não é fraca, Brenna. O treinador Jensen é cego se não vê isso. E considerar a própria filha uma decepção porque ela ficou grávida sem querer é muita babaquice. Você não merece isso. E definitivamente não merece o que o cretino do Eric fez. Nem consigo acreditar que mantém contato com ele, que pode sentir compaixão pelo cara.”

Suspiro. “Meu surto depois do aborto espontâneo não foi nada comparado ao de Eric. Me perder jogou o cara numa espiral descendente. Ele perdeu a final por minha causa.”

“Não, a responsabilidade foi dele”, Jake corrige. “Não se engane, linda: ele teria sido chutado do time em algum momento, mesmo se tivesse jogado. Eric Royce nunca ia conseguir chegar aos profissionais. Ele claramente já tinha um problema grave com abuso de substâncias. Teria sido pego no antidoping, preso por posse ou algo do tipo. Te garanto.”

“Talvez. Mas, na época, me sentia responsável por ele. Não queria mais sair com Eric, mas me sentia obrigada a cuidar dele. É tão zoado que nem consigo explicar.” Levanto a cabeça do ombro de Jake. “Não pude contar com Eric quando precisei dele, então por que não consegui dar tchauzinho e deixar que o cara se autodestruísse sozinho?”

“Porque você é uma boa pessoa.”

“Acho que sim.” Hesito. “E você também”, digo.

“Que nada.”

Um nó quente de emoção se forma na minha garganta. “É, sim”, insisto. “Olha só tudo o que fez por mim — você me ajudou a salvar meu ex indigno. Me deu um lugar pra ficar. Ouviu toda a minha história sórdida sem me julgar. Eric era… é a pessoa mais egoísta que já conheci. Mas você não. Você é um cara legal, Jake.”

Ele mexe o corpanzil, constrangido, o que eu acho encantador. Seria de imaginar que ficaria animado de ouvir um elogio.

Engulo em seco repetidamente, porque o nó parece estar aumentando. Não costumo ser assim. Não costumo ficar tão sentimental. Mas, apesar da sensação desagradável na barriga, consigo dizer as palavras no meu coração.

“Obrigada por estar aqui por mim.”