The Risk
21. Jake
21
JAKE
Puta merda.
Esse boquete…
Brenna…
A boca dela…
É, meu cérebro meio que parou de funcionar.
Meus dedos estão enfiados no cabelo escuro de Brenna enquanto sua língua desliza pelo meu pau. Ela aperta a base dele enquanto passa a língua pela pontinha, me provando, provocando. Reprimo um gemido, mas arfo um pouco, sem conseguir segurar.
Ela me encara com seus grandes olhos castanhos.
“Não estou fazendo barulho”, solto. “Juro.”
Brenna sorri e volta ao trabalho. Chupa a pontinha enquanto observo seus lábios me engolirem, como que hipnotizado. Então avança, e a sensação é de que meu pau vai tocar o fundo da garganta dela. Mal tenho tempo de registrar a sensação incrível, e Brenna recua a cabeça rapidamente, a mão trabalhando em perfeita sincronia com sua boca perversa.
Nem consigo acreditar que Brenna Jensen está me chupando.
A vida é cheia de surpresas. Alguns meses atrás, a mesma garota estava me provocando em uma festa da faculdade, jurando que nunca iria para a cama com alguém de Harvard. E agora aqui estamos nós. Na cama de Brenna, com meu pau em sua boca e meu pulso em seu cabelo.
Seus lábios…
A chupada…
Droga, meu cérebro fundiu de novo.
A sensação de prazer sobe pela minha espinha. Adoro ver sua garganta delicada trabalhar conforme ela me engole a cada estocada. Sua bunda perfeita se projeta no ar e minhas mãos se coçam de vontade de segurá-la, de apertá-la.
Fecho a mão nos fios compridos de cabelo e puxo sua cabeça. “Vira pra eu poder te chupar ao mesmo tempo”, digo.
Seus olhos se acendem de puro desejo. “É uma ótima ideia”, Brenna suspira.
Ela se move depressa, tirando a calça de flanela e parando diante do meu rosto. Quando dou uma provadinha, Brenna solta um ruído estrangulado. Alto.
“Xiu”, brinco, antes de passar a língua lânguida e demoradamente pelo clitóris.
Brenna retruca enfiando metade do meu pau em sua boca, de modo que é minha vez de fazer barulho. “Ah”, gemo, com a cara na boceta dela. “A gente vai ficar fazendo isso eternamente.”
A risadinha dela faz cócegas no meu pau, criando um efeito vibratório que percorre todo o meu corpo. Jogo os quadris involuntariamente para cima, fazendo-a engolir mais.
Brenna solta um gemidinho surpreso, e eu volto atrás rapidamente. “Desculpa”, murmuro. “Não foi de propósito.”
“Tudo bem, só me assustei.”
Minha atenção retorna a seu corpo sensual, e ponho as mãos em sua bunda. É uma delícia. Seu gosto doce na minha língua, meu pau em sua boca. É muito, muito bom. Passo a língua devagar pelo clitóris, querendo atiçá-la, prolongar o prazer, mas não demora muito para que ela esteja gemendo impaciente e se esfregando no meu rosto.
Ela é bem gananciosa… Rio de sua avidez, até que sua língua começa a subir e descer no meu pau. Um prazer incandescente faz minha espinha vibrar. Meu saco formiga em aviso, e eu afasto a boca da boceta dela para murmurar: “Não quero gozar antes de você”.
“Então me faz gozar”, Brenna provoca.
Eu aceito o desafio. Levo os lábios ao clitóris e chupo.
Ela se contorce de prazer. “Ah, que delícia. Faz de novo.”
Mantenho a boca no clitóris enquanto enfio o dedo indicador nela. Brenna está tão molhada e é tão apertada que quase gozo em sua boca. Preciso de todo o autocontrole do mundo para me segurar.
“Vamos, linda”, sussurro. “Não me deixa gozar sozinho.”
Ela solta um gemido baixo e move os quadris.
“Isso”, incentivo.
Seus lábios se contraem em volta do meu pau. Brenna murmura alguma coisa sem tirar a boca dali, talvez sinalizando o orgasmo, porque de repente sinto seus músculos internos se fechando em torno do meu dedo, seu clitóris latejando sob minha língua.
Gozo sem aviso na boca dela, mas minha própria boca está ocupada; só posso esperar que Brenna não fique puta porque não pedi permissão. O prazer é tão intenso que quase desmaio.
Sinto minha barriga molhada. Brenna senta e diz: “Desculpa, mas eu não engulo. Preciso de um lenço”.
Então morro de rir, porque só essa garota poderia fazer o que fez com meu corpo e em seguida interromper o clima assim.
Brenna pega um punhado de lenços da caixa na mesa de cabeceira e me limpa. “Foi divertido”, me informa.
Concordo plenamente. “Me dá uns dez minutos e podemos repetir…”
“Brenna?”
Congelamos.
“Com quem está falando?”, uma voz brusca pergunta. “Quem está aí?”
“Ninguém”, ela diz, e seu olhar deixa claro que devo ficar quieto.
Como se eu fosse abrir a boca… Sei que é Chad Jensen do outro lado da porta. Ele provavelmente arrancaria minha pele se me encontrasse aqui.
“Ouvi a voz dele, Brenna. E não adianta dizer que era a TV, porque não tem TV nesse quarto.”
“Eu estava vendo um vídeo no laptop”, ela mente.
“Nem vem. Sei que está mentindo. Então, que tal me apresentar ao seu amigo?”
Noto o pânico em seus olhos. “Que tal não apresentar?”
Há uma pausa tensa. “Posso falar com você, por favor?”
Brenna tranca a boca. É como se rangesse os dentes enquanto pensa em como resolver a situação. “Um segundo”, ela diz para a porta. Então, veste a calça depressa e gesticula para que eu faça o mesmo. “Já volto”, Brenna faz com a boca pra mim, sem emitir som.
Talvez minha vinda aqui não tenha sido uma boa ideia, no fim das contas. Quando Brenna sai para o corredor, visto a cueca e a calça, subo o zíper e rezo para não ser assassinado.
A voz dela é baixa, mas a do pai não. O treinador Jensen é uma figura autoritária e assustadora. Ainda assim, me esgueiro até a porta.
“… falamos sobre isso”, diz Brenna, parecendo irritada.
“Você não pode ficar a portas fechadas com um desconhecido na minha casa. Se vai receber alguém, precisa pelo menos apresentar ao seu pai.”
“Você está sendo ridículo. Não vou te apresentar todo mundo que conheço. Ele é só um amigo.”
“Então não há motivo para esconder o cara.”
“Pai, esquece, tá?”
“Não vou passar por isso de novo com você.” O treinador Jensen está começando a se chatear. Não a se irritar, a se chatear mesmo. O que me deixa incomodado. “Não posso lidar com os segredos, com as suspeitas. Você sabe o que aconteceu da última vez que não fomos honestos um com o outro.”
“Não tem nada a ver”, Brenna retruca, frustrada. “É só um cara.”
Faço uma careta. Só um cara?
Quer dizer, ela está certa. Não é como se namorássemos há anos. Não estou prestes a dar uma aliança de compromisso a Brenna. E entendo que ela não possa contar ao pai que está saindo com o jogador que vai acabar com o time dele na semana que vem. Mas sou mais do que só um cara.
Não sou?
O treinador Jensen tampouco engole esse papo. “Então é só alguém que você encontrou no Craigslist?”
“Pai! Credo! Em primeiro lugar, ninguém da minha idade usa isso. Está cheia de pedófilos e pervertidos.”
Me controlo para não rir.
“Em segundo lugar, minha vida pessoal não é da sua conta.”
“Enquanto estiver na minha casa, é.”
A coisa está começando a ficar tensa, então me afasto da porta.
“Por favor, pai. Só… vai dormir”, ela diz, cansada. “Meu amigo já está indo embora. Tenho que terminar de escrever um texto pra amanhã.”
“Está bem.” Ele não parece nem um pouco satisfeito. “Mas diga a ele pra usar a porta da frente na saída. Não quero que quebre o cano, a treliça ou o que quer que tenha usado pra subir.”
Acertou.
Ouço passos pesados ecoando pelo corredor, enquanto alguns mais leves se aproximam da porta. Quando Brenna reaparece, o rubor sumiu de suas bochechas. Seus olhos não demonstram qualquer desejo. Ou outra emoção, aliás. “Você precisa ir.”
“Imaginei”, digo, já vestindo a jaqueta.
“Desculpa por isso. Ele… É difícil.” Ela não me encara, e, pelo modo como retorce as mãos, sei que está nervosa.
Ou talvez só esteja constrangida. Mas nunca pensei que Brenna Jensen pudesse se sentir constrangida. Ou derrotada. Em geral, é muito obstinada, mas, pela primeira vez desde que a conheço, parece que não tem mais forças para lutar.
“Ele sempre foi assim rígido?”, pergunto.
“Sim, mas não é só culpa dele. Meio que dei motivo para ele assumir sempre o pior quando se trata de mim.”
O comentário cifrado desperta minha curiosidade. Preciso de mais detalhes, mas ela está com a guarda levantada, e não me parece que eu vá conseguir respostas agora.
“Jake”, Brenna começa. “Não sei quando ou se vamos nos ver de novo.”
Franzo a testa. “Por quê?”
“Porque…” Seu olhar finalmente passa dos próprios pés para o meu rosto. “É complicado demais. Não sei quando vou voltar pra casa, e enquanto estiver morando aqui não posso ficar acobertando suas entradas e saídas. E garanto que meu pai não vai aprovar você.”
“Por quê? Porque jogo por Harvard? Ele vai superar.”
“Não é nem isso. Meu pai não vai aprovar ninguém depois que…” Ela para, balança a cabeça e volta a falar. “Não importa. Você me ajudou com Mulder e eu cumpri minha parte do trato.”
“Trato?”, repito, sombrio.
“Você queria um encontro de verdade. E conseguiu. Saímos algumas vezes, satisfizemos um ao outro. Então, vamos considerar que tivemos um caso divertido e seguir em frente. Pra que insistir? Não vai dar em nada.”
Quero responder, mas sei que ela está certa. Vou embora no verão. E, no momento, preciso focar no jogo contra a Briar. Se ganharmos, significa que estaremos no nacional, e já vou estar pensando na primeira rodada. E, se nos sairmos bem, podemos chegar à grande final.
Brenna é uma distração. A ironia disso não me escapa. Há algumas semanas, eu estava dando um sermão em McCarthy pelo mesmo motivo. Não, eu estava dando um sermão em todo o time em relação a qualquer tipo de vício. Pedi que deixassem tudo de lado até que a temporada acabasse.
No entanto, aqui estou eu, me envolvendo com a filha de Chad Jensen. Quando ela me mandou uma mensagem mais cedo sobre aquela história ridícula de chantili, em vez de ficar no bar com meus amigos ou de ir atrás de Heath e Jonah pra dar uma bronca neles, só consegui pensar que fazia dias que não beijava Brenna. E o que fiz? Peguei o carro de Brooks emprestado e vim até Hastings como um paspalho apaixonado.
Talvez ela esteja certa. Talvez precisemos mesmo esquecer essa história.
Mas não quero, droga. Então, digo isso. “Quero continuar vendo você.”
“Legal, Jake, mas acabei de dizer que pra mim chega.”
A frustração cresce dentro de mim. “Não acho que esteja falando sério.”
“Que tal deixar que eu mesma decida isso?” Suspirando, ela vai até a janela e pega minhas botas do chão. “Hora de ir.”
“Tem certeza de que seu pai não vai me emboscar das sombras?”, pergunto, prudente.
“Tenho. Ele pode ser meio babaca às vezes, mas não vai fazer um escândalo na frente de um desconhecido.”
Um desconhecido. De novo, fico magoado, o que é irritante. Sou Jake Connelly, pelo amor de Deus. Não fico magoado. Só ligo para uma coisa: hóquei. Não deveria me importar com o que Brenna pensa de mim.
Saímos. Dá para ver que a luz do quarto no fim do corredor está acesa. Imagino que seja do treinador. Ainda bem que a porta permanece fechada. Ao descer a escada, um degrau range tão alto quando piso nele só de meia que é como se toda a casa estivesse gemendo, em reprovação. Já entendi. Eu mesmo não estou nada feliz no momento.
No hall de entrada, calço as botas e amarro os cadarços. “Tem certeza de que não quer mais me ver?” Minha voz sai um pouco rouca, e não porque estou sussurrando.
“Eu…” Ela passa uma mão pelo cabelo despenteado. “Não consigo lidar com isso agora. Só vai embora. Por favor.”
E eu vou.