The Risk
18. Jake
18
JAKE
Brenna pode ser péssima no boliche, mas é muito divertido de ver. Ela vai caminhando até o limite da pista com aqueles sapatos absurdos, remexendo os quadris, exibindo aquela bunda incrível no jeans preto justo. Gosto de bunda, e não consigo tirar os olhos dela.
Apesar de ser incrivelmente ruim, a cada tentativa Brenna dá cento e dez por cento de si. Franze o rosto concentrada conforme movimenta o braço para trás, gira o pulso e solta a bola rosa. Ela não tem noção de tempo e é incapaz de concluir o movimento, mas pela primeira vez em seis tentativas a bola segue em linha reta.
Brenna comemora feliz enquanto a bola segue rumo aos pinos. No último segundo, a rota muda, derrubando apenas quatro em vez de todos.
“Cheguei tão perto”, ela lamenta.
Então ela vira, e aos meus olhos nunca esteve tão linda. Suas bochechas parecem duas maçãs vermelhas, seus olhos brilham e ela faz uma dancinha fofa enquanto caminha pelo chão reluzente.
“Mas estou melhorando!”, ela exclama.
“Não dava pra piorar”, digo, então levanto e faço um strike.
“Te odeio”, ela anuncia quando minha pontuação aparece na tela.
É o massacre do século, mas não acho que Brenna realmente se importe. Para ser sincero, nem eu estou prestando muita atenção aos pontos. Em geral, sou competitivo pra caralho, mas esta noite fico feliz só de estar com Brenna. Faz séculos que não tenho um encontro de verdade. O jantar de ontem à noite não conta, porque nenhum de nós se divertiu muito. E o conhaque no bar ontem também não, porque teve mais beijo que conversa.
Hoje consigo ver Brenna de um jeito que nunca vi. Boliche não é a mais romântica das atividades, mas revela muito sobre uma pessoa. Ela é competitiva? Mesquinha? Não sabe perder? Ou pior: não sabe ganhar? Com garotas, especificamente, o boliche pode revelar se dão muito trabalho. Conheço algumas que torceriam o nariz para o chão grudento da pista ou a cerveja vagabunda. Mas não Brenna.
Ganho o primeiro jogo, e Brenna sugere começar outro. “Rá!”, comemoro. “Você gosta de boliche.”
“É verdade.” Ela dá um suspiro exagerado. “Estou superenvolvida.”
Eu a encaro para ver se está brincando. Mas não tem nem um grama de brincadeira no rosto dela.
“É sério. É muito legal.” Ela balança a cabeça, surpresa. “Acho que estou gostando mesmo.”
O choque visível dela me faz morrer de rir. Assim que me recupero, me aproximo, e falo sério: “Acho que vamos ter que repetir o programa algum dia…”. Então, espero.
Brenna não responde. Em vez disso, se aproxima da tela e diz: “Tá, vou deixar o Jakezinho jogar primeiro dessa vez”.
Mas, quando meu nome aparece na tela, é apenas “Jake”.
Engulo a satisfação. Acho que estou crescendo no conceito dela.
E Brenna certamente está crescendo no meu.
“Podemos falar de hóquei?”, pergunto enquanto vou pegar a bola. Minha preferida é uma verde-limão que estou apelidando de Fazedora de Strike.
“Tipo o quê?”, ela pergunta, desconfiada.
“Bom, vamos nos enfrentar logo mais. É um jogo importante.”
“É um jogo importante”, ela repete.
“O que levanta a questão: pra quem você vai torcer quando estiver sentada na arquibancada? O time da sua faculdade ou o do seu novo namorado?” Sorrio de forma insolente para ela por cima do ombro.
É a vez de Brenna morrer de rir. “Você não é meu namorado.”
“Não foi o que você disse a Mulder…”
“Mulder é um cretino, e não me sinto mal por ter mentido para ele. Agora vira e joga. Quero ver sua bunda.”
Abro um sorriso tão largo que distendo um músculo, e fico feliz que ela não consiga ver. Para agradá-la, dou um show, flexionando os braços e me inclinando de maneira a destacar a bunda. Ouço um ruído estrangulado atrás de mim. Quando vira a cabeça, os olhos escuros de Brenna estão acesos.
“Você gosta de provocar”, ela acusa.
“Só estou jogando”, digo, inocente.
“Ah, é. Pode crer.” Ela levanta. “Não está calor aqui?”
De repente, Brenna está tirando a blusa de manga comprida, ficando só com uma regatinha fina que se agarra com perfeição aos seus peitos. Vejo de relance o sutiã de renda despontando no decote, e minha boca fica completamente seca. Volto para a cadeira e pego minha cerveja. Estamos ambos na segunda, mas não vai haver uma terceira. Falei para o garoto do bar não nos vender mais.
Mando o líquido gelado garganta abaixo enquanto Brenna vai pegar a bola, caminhando mais sedutora que nunca. Ela joga o cabelo comprido e brilhante por cima do ombro, vira e umedece os lábios.
Minha nossa.
Na primeira tentativa, derruba sete pinos.
“Foi sua melhor jogada!” Vou até a beira da pista e a encorajo. “Faz um spare, gatinha. Você consegue.”
“Será?”, ela diz, em dúvida. “Não consegui nenhum até agora.”
“E daí? Não quer dizer que não pode acontecer.”
Mas não acontece. A segunda bola dela cai na canaleta.
“Você me deu azar”, ela reclama, passando por mim.
Seguro sua cintura fina com um único braço antes que possa escapar. Quero puxar seu corpo contra o meu e beijá-la até dizer chega, mas me contento com um beijo casto na bochecha.
“Você acabou de beijar minha bochecha?”, ela pergunta, achando graça.
“Foi. Algum problema?” Apoio as mãos acima da bunda dela, lutando contra a vontade de descê-las. “Sua bunda fica incrível nesse jeans, aliás.”
“Eu sei. Foi por isso que coloquei.”
Dou risada. Minhas palmas descem só um centímetro, então eu penso: dane-se. Estou de costas para os outros clientes e ninguém consegue ver minhas mãos. Então, dou uma bela apertada.
Ela solta um ruído rouco. “Para, Connelly, estamos em público.”
“E daí?”
“E daí que você não pode apertar minha bunda.”
“Por que não?”
Brenna faz uma pausa. Alguns segundos se passam antes que dê de ombros. “Não consigo pensar em uma boa razão, na verdade.”
“Está vendo?” Sorrindo, aperto de novo sua bunda gostosa, então dou um tapinha antes de ir jogar.
Não faço strike dessa vez. Um pino teimoso insiste em se manter de pé, mas consigo derrubá-lo na minha segunda tentativa. Estou acabando com Brenna de novo, mas ela continua sem se importar. Com certeza subiu de nível, e faz quase o dobro de pontos nesse segundo jogo. Quando a pontuação final aparece na tela, sentamos para descansar um pouco.
Apoio a mão na coxa dela, acariciando-a sem prestar atenção. Brenna não a tira, mas me lança um olhar contemplativo. “Você gosta de encostar.”
“É um problema?”
“Não, só não esperava. Não achei que seria tão carinhoso.”
“Bom, eu sou.” Dou de ombros. “Com garotas de quem eu gosto.”
“E com que frequência elas aparecem? Achei que tivesse dito que não namora, só tem casos de uma noite.”
“Isso não significa que não goste das garotas com quem fico.” Traço círculos provocadores no joelho dela. “E parece que você também não namora. Ou, se namora, é escondido.”
“Tem perguntado por aí a meu respeito, é?”
“É”, digo simplesmente. “E pelo que soube, você não namorou ninguém desde que se transferiu para a Briar.”
“É verdade”, ela confirma.
“Onde você estudava antes?”
“Numa faculdade comunitária em New Hampshire.”
“E namorou alguém lá?”
“Não. Meu histórico universitário é uma série de casos rápidos e insignificantes, ou pelo menos até McCarthy.”
Sinto uma pontada de ciúme. Não gosto que ela veja McCarthy como significativo de alguma forma. “Foi diferente com ele?”, pergunto com cautela.
“Bom, saí mais do que uma vez com Josh, então…”, ela diz, parecendo pensar a respeito.
“Então, era só sexo sem compromisso?”, sugiro.
“Tirando a parte do sexo.”
Espera aí, o quê?
Deixo a cerveja na mesa. Brenna tem toda a minha atenção agora. “Não rolou sexo?” Franzo a testa, surpreso. Sempre assumi que tivesse rolado.
“Não.”
“Mas vocês se pegaram.”
“Opa.”
“Mas sem chegar às vias de fato?”
Ela parece achar graça. “Que parte da história você ainda não entendeu?”
“Não sei… Acho que é meio esquisito pra mim.” Faço uma pausa. “Não, não é meio esquisito. É muito esquisito.”
“Por quê?” Ela parece um pouco na defensiva.
Aponto para ela. “Bom, olha só pra você. É muito gostosa. Está me dizendo que ele não tentou…?”
“Não foi isso que eu disse. Mas…” Ela deixa a frase morrer no ar.
“Mas o quê? Você é virgem?”
“Não. Só sou exigente quanto a quem deixo que entre dentro de mim.”
Isso faz meu pau ficar duro na hora. Ela não deveria poder dizer coisas como “entrar em mim”. Agora estou com um tesão louco, me imaginando dentro dela.
“Mas fizemos outras coisas”, ela diz. “Sempre tem outras coisas pra fazer.”
“É mesmo?” Parece que tem algo entalado na minha garganta.
“Ninguém nunca te disse que dá pra gozar sem sexo?”
“Não. Eu não sabia.” Pisco com a maior inocência. “Pode me mostrar como?”
Brenna dá um soquinho no meu ombro. Leve e provocante. “Você bem que gostaria.”
“Gostaria mesmo. Não quero assustar você, mas dá uma olhada na minha virilha.”
Apesar de estranhar, Brenna faz o que peço. Instantaneamente, seus olhos se acendem. “Uau. Pensar em McCarthy te deixa de pau duro?”
“Como pedra.” Eu a puxo para o meu colo, provocando um gritinho surpreso.
Mas Brenna se recupera rápido, e logo está esfregando sua bunda maravilhosa em mim enquanto tenta se ajeitar. “Seu pau está cutucando minha bunda”, ela reclama.
“Ei, se ele está duro é por sua causa.” Puxo sua cabeça para poder sussurrar em seu ouvido. “Você foi muito cruel, falando sobre como fazer um cara gozar sem te penetrar.”
Cara, o cheiro dela é bom. Inalo o aroma do xampu, doce com um toque apimentado. O que é engraçado, porque Brenna é o exato oposto — apimentada, com um toque doce. Mas gosto da pimenta. E bastante.
“E você?”, pergunto a ela.
“E eu o quê?”
“O que ganhava no lance com McCarthy?”
Ela levanta uma sobrancelha. “Quer mesmo saber o que seu companheiro de time fazia comigo?”
“Não. Sim. Não sei. Talvez no sentido mais amplo”, acabo decidindo.
“Não. Vou deixar pra sua imaginação.”
Minha imaginação corre solta, só que nela não é Josh McCarthy quem está na cama como Brenna. Sou eu.
“Esse negócio vai abrir um buraco na sua calça”, ela provoca, e fico chateado quando ela deixa o meu colo. “Bom, mas e aí? Quer jogar mais uma partida antes de ir?” Ela verifica o celular. “São dez horas. Até que horas esse lugar fica aberto?”
“Acho que onze.”
“Vamos ficar até o fim?”
“Claro.”
Jogar boliche com o pau duro não é a coisa mais fácil do mundo, mas dou um jeito. Eu a venço pela terceira vez, então devolvemos os sapatos e pagamos.
Quando saímos, Brenna passa reto pelo Jeep e vai até a Mercedes. “Abre”, ela ordena.
Meu coração acelera. Obedeço.
Em vez de abrir a porta da frente, ela abre a do banco de trás. “Vem aqui”, diz, impiedosa.
Não sou do tipo que deixa uma dama esperando. Entro no carro e, antes que Brenna possa dizer uma palavra mais, minha boca já está na dela. Ela tem gosto de cerveja e hortelã, e sinto seu corpo macio e quente contra o meu. Brenna sobe no meu colo e sua língua explora a minha boca com voracidade. Desço as mãos por suas costas antes de enterrar os dedos em sua cintura. Quero estar dentro dela. Desesperadamente. Mas pelo visto não é algo que Brenna permita com tanta facilidade.
“Você vai me deixar te comer esta noite, né?”
“Não”, ela sussurra, em tom de brincadeira. “Você vai ter que fazer por merecer.”
Gemo contra os lábios dela. “E como faço isso?”
Brenna só sorri e me beija de novo, enfiando as mãos por baixo da minha camisa e acariciando meu peito. Cara, adoro ter as mãos dela em mim. E preciso ter minhas mãos nela. Puxo a blusa de manga comprida e a regata que Brenna usa por baixo até a clavícula. O sutiã é fino como papel. Ela nem precisa deles. Seus seios são cheios, arrebitados e perfeitos. Belisco seus mamilos por cima da renda e desfruto do doce gemido com que sou recompensado.
“Estava morrendo de vontade de fazer isso”, rosno, arrancando o sutiã e expondo seus peitos. Lindos pra caralho. Coloco um mamilo enrijecido na boca, chupo forte e quase piro. A pele dela é muito gostosa, e seus mamilos são o paraíso na minha boca. Fico dolorosamente excitado lambendo a pontinha dura.
Ela geme de novo. A princípio acho que é de prazer, mas então me dou conta do tom de sofrimento.
“O que foi?”, pergunto na hora.
“Não consigo acreditar que estou deixando um jogador de Harvard pegar nos meus peitos.”
Relaxo. Rindo um pouco, provoco o outro mamilo dela com a língua. “Ei, não é como se fosse sua primeira vez com um jogador de Harvard.”
“Mas você é o capitão”, Brenna diz, sombria. “É uma péssima ideia. E vamos jogar contra vocês na semana que vem, droga. Meus amigos ficariam furiosos se nos vissem agora.”
“Não vamos falar de hóquei. E quem liga pro que seus amigos pensam?” Chupo mais um pouco o mamilo dela.
“Eu. Eu ligo pro que meus amigos pensam.”
“Então melhor parar.”
Minha boca a conquista com um beijo intenso que me deixa louco. Eu a viro e me coloco por cima dela, me esfregando contra seu corpo. O banco de trás não me dá muito espaço de manobra, mas posso me virar. Com os lábios colados nos dela, abro o zíper da calça de Brenna e o desço junto com a calcinha, o bastante para que possa alcançar o calor entre suas pernas.
Ela choraminga quando passo a ponta do polegar sobre o clitóris inchado. “Isso é bom.”
“É?”, digo, com a voz grossa.
“Muito.”
Continuo esfregando, provocando, explorando. Levo a ponta dos dedos adiante e vejo que está bem molhada. Quero estar dentro dela mais do que quero continuar respirando. Quase choro de saber que não vai acontecer esta noite. Mergulho os dedos naquela umidade doce e a aproveito pra traçar círculos sobre seu clitóris.
Brenna começa a movimentar o quadril. Me apoio em um cotovelo e vejo sua expressão ficar cada vez mais anuviada conforme a provoco. “Gosto de ter você assim”, sussurro. “De costas. Com as pernas abertas.” Eu a beijo de novo, e ela chupa minha língua, me arrancando um gemido baixo.
“Isso é uma péssima ideia”, Brenna sussurra de volta.
“Então me diz pra parar.”
“Não.”
“Não o quê?”
Brenna faz pressão contra minha mão. “Não para.”
Rio no ombro dela, então abaixo a cabeça para voltar a chupar e lamber seus mamilos.
Ela solta um gemido sem ar. “Não para nunca.”
Sorrio. Me lembro bem de Brenna me dizendo que nunca, nunca ficaria comigo, e não faz tanto tempo assim. E agora aqui estamos nós, nos pegando no banco de trás do carro, eu com a boceta dela totalmente à mão. Um dedo escorrega para dentro e…
“Ah, nossa…” Perco o fôlego. Levanto a cabeça dos peitos dela. “Você é tão apertada.” Me pergunto se é porque ela não faz muito sexo, mas talvez eu esteja tirando conclusões do nada. Só porque não deu pro McCarthy não quer dizer que não deu pra outro cara recentemente. Ela disse que era exigente, não celibatária.
Me pego rezando para uma força maior que eu consiga ir mais além. Talvez não hoje à noite, mas amanhã, semana que vem, daqui a um ano. Aceito o que for. É o quanto quero essa garota.
Enfio outro dedo e ela parece agarrá-lo com mais força. Mal tem espaço pros dois. E são só dois. Meu dedão continua dedicado ao clitóris dela enquanto tiro e enfio os dois dedos em um ritmo preguiçoso. As pálpebras dela ficam pesadas, sua respiração parece mais trabalhosa. De calça, esfrego o pau duro contra as coxas dela enquanto enfio os dedos nela.
“Me beija.” Ela puxa minha cabeça, enfiando os dedos no meu cabelo enquanto sua língua me encontra.
O beijo é urgente, desleixado. Brenna está quase montando meus dedos, soltando os gemidos mais gostosos que já ouvi. Paro e respiro. “Vai gozar pra mim?”
O resmungo dela em resposta é ininteligível.
Dou risada. Minha mão continua trabalhando nela. Meus dedos estão ensopados. Eu os enfio ainda mais fundo, depois tiro e os fecho, então recomeço com estocadas fortes.
“Ah, meu Deus”, Brenna solta.
O orgasmo dela envolve meus dedos, e sinto quando percorre seu corpo esguio em uma onda de arrepios. Ela solta um suspiro, que passa dos seus lábios aos meus. Engulo o som com um beijo e alivio a pressão no clitóris, diminuo o ritmo dos outros dedos e deixo que ela volte dessa sensação.
Suas pálpebras finalmente se abrem e ela sorri para mim.
“Foi bom?”, murmuro.
“Muito bom”, Brenna murmura de volta. Ela suspira de novo e se enrosca comigo, aninhando a bochecha no meu pescoço.
“Ah, você gosta de ficar abraçadinha depois do sexo”, comento.
“Gosto nada.” A negativa é abafada pelo meu peito.
“Gosta, sim.”
Ela mordisca meu pescoço. “Não conta pra ninguém.”
“Por quê? Acha que vai destruir sua reputação?”
“Sim. Sou durona. Não fico abraçadinha.”
“Por que não? Ficar assim é ótimo.” Passo os dedos por seu cabelo sedoso. Meu pau ainda está pulsando, e isso não é algo que dê pra ignorar.
Brenna levanta a cabeça com um brilho diabólico nos olhos. “Você e esse pau duro…”
Ela escorrega uma mão por entre nossos corpos e a coloca lá. Não posso evitar me esfregar contra essa mão.
“O que podemos fazer a respeito?” Brenna só fica esperando.
“Qualquer coisa”, grunho. “Pode fazer o que quiser comigo.”
“Qualquer coisa, é?”
“Qualquer coisa.” Minha voz sai estrangulada. “Mas, por favor, faz alguma coisa.”
Ela desce e sobe um dedo provocador pela minha braguilha antes de começar a brincar com o zíper de metal. Quase perco o ar. Meu coração está fora de controle. Sinto como se tivesse acabado de jogar. Com um cara a menos.
Sinto minha pulsação nos ouvidos, e meu corpo suplica por alívio. Quero Brenna Jensen chupando, tocando ou beijando meu pau. Não me importa o que vai fazer com ele. Só preciso de sua mão, sua boca ou sua língua em mim.
Tento ser paciente, mas meus músculos continuam contraídos, tensos de expectativa enquanto espero que tome uma atitude.
Quando Brenna está prestes a abrir minha calça, um celular toca.
Ela xinga baixo. “É melhor eu ver o que é.”
“Não”, murmuro.
Ela senta. “Com que frequência alguém liga em vez de mandar mensagem?”
Tenho que admitir: “Quase nunca”.
“Exatamente. Se a pessoa liga, significa que é importante.” Ela tira a bolsa do chão e a revira. Assim que pega o celular, sua expressão muda. Todo traço de desejo vai embora.
“Tudo bem?”, pergunto, com a voz grossa.
Brenna olha para a tela por mais um segundo antes de desligar o aparelho. “Não é nada.” No entanto, começa a colocar a calcinha e o jeans, e fica claro que meu pau não vai receber nenhuma atenção esta noite.
“É mais tarde do que eu imaginava”, Brenna diz, com um jeito estranho. “Melhor eu ir.”
“Tá.”
Ela hesita. “Não se importa?”
“Claro que não.” Ela achou que eu ia dar uma bronca? Acusá-la de me deixar na mão? Porque isso implicaria que me deve alguma coisa, quando não deve. Não tenho direito a receber nada dessa garota, ou de qualquer outra. Quero que Brenna me chupe porque quer me chupar. Mas está bem claro que o clima acabou. A misteriosa ligação estragou tudo.
“Eu me diverti muito”, ela confessa enquanto a acompanho até o Jeep.
“Eu também.” Olho em seus olhos. “Vamos repetir?”
“Não sei.”
“Sabe, sim.” Pego seu queixo de modo que não possa desviar o olhar. Repito a pergunta. “Vamos repetir?”
Depois de um longo momento, Brenna assente em concordância.