The Risk
34. Jake
34
JAKE
Sexo matinal é algo de que não desfruto com muita frequência. O que é uma pena, porque adoro. Não tem nada melhor que um orgasmo assim que o dia começa, para estabelecer o tom do restante dele. Mas, como quase nunca alguém dorme aqui em casa ou eu durmo fora, acabo perdendo uma das minhas atividades favoritas. Mas isso mudou.
Nos últimos três dias, acordei com minha ereção matinal aninhada na bunda firme de Brenna, uma mão segurando um peito quente e o nariz enfiado em seu cabelo. É a melhor sensação do mundo. Não, esquece isso. A melhor sensação do mundo é quando Brenna sobe em mim e senta no meu pau. Temos dormido pelados desde que ela chegou, porque sempre que estamos na cama, acabamos tirando a roupa.
“Não me beija”, ela avisa, como fez em todas as manhãs aqui. Ela tem uma regra rígida sobre não beijar com bafo, e acho que concordo. Mas sou impaciente demais para levantar, ir ao banheiro, escovar os dentes e só então trepar até não poder mais. Preferiria começar o dia com o sexo.
Mas tem algo de diferente hoje de manhã. Parece mais do que sexo. Parece mais íntimo.
Talvez seja por causa da confissão dela ontem à noite. Ela se abriu para mim, permitindo que eu vivesse, ainda que indiretamente, os eventos traumáticos que viveu. Brenna ficou tão vulnerável que por um momento me senti quase inadequado. Como se esse relance de sua alma estivesse além do que sou capaz de receber.
Vejo a mesma vulnerabilidade em seus olhos agora, o que faz o sexo parecer…
Não, não são nossos olhos cravados uns nos outros que aumentam a intimidade. É o fato de que meu pau está envolto em calor e umidade.
Não estamos usando camisinha.
“Linda”, gemo, e seguro seus quadris para acalmá-la. “A camisinha”, lembro.
Brenna parece atordoada por termos esquecido. E sei que é importante para ela, que sempre é muito cuidadosa nesse sentido. E, depois de sua confissão, ficou claro o motivo.
“Tomo pílula”, Brenna diz, para me reassegurar. Sua expressão se torna tímida, o que é atípico para ela. “E faço exames duas vezes ao ano. Os últimos não deram nada…” Há uma pergunta não escondida aí.
“Os meus também”, digo, rouco.
“Então, talvez devêssemos…” Ela engole em seco. “Continuar?”
Minha pulsação acelera. “Tem certeza de que quer seguir em frente?”
Ela assente, devagar. “Sim. Mas talvez você possa tirar no fim, se não tiver problema.”
O fato de permitir que a penetre desse jeito é um belo presente. Minha mãe sempre me disse que a cavalo dado não se olha os dentes.
“Claro que não tem.” Me viro para que Brenna fique debaixo de mim, seu cabelo escuro espalhado pelo meu travesseiro. Ela é tão linda.
E, porque não sei quando ou se voltarei a ser abençoado pelos deuses do sexo sem camisinha, prolongo a sensação de outro mundo tanto quanto posso. Eu a como de forma impossivelmente lenta. Meus quadris se movem em um ritmo preguiçoso, assim como minha língua, conforme a deslizo por seus lábios entreabertos. Beijamos e fodemos, fodemos e beijamos, pelo que parece uma eternidade.
É quase demais para suportar. Enterro o rosto em seu pescoço, beijando ali. Ela aperta minha bunda e projeta os quadris para cima, se movimentando comigo a cada estocada. Quando finalmente acelero o ritmo, estamos ambos gemendo, impacientes.
“Droga, Connelly, para de aproveitar e anda logo.”
Engasgo com uma risada. “Nossa. Que mandona”, digo.
“Anda”, ela insiste.
Paro por completo. “Não sou seu brinquedinho sexual, Jensen. Não tenho que fazer o que você manda.”
“Você é tão infantil. Quer que a gente goze ou não?”
Adoro que fale por nós dois, e não só por ela. Brenna não é egoísta na cama. Não fica só deitada ali, como uma estrela-do-mar, enquanto faço todo o trabalho, como algumas mulheres com quem dormi. Ela é uma participante igualitária, e curto muito isso.
Olho para Brenna com uma seriedade fingida. “Vou deixar a insolência passar. Desta vez”, aviso. Então, meto nela até que gozamos os dois.
Depois, ficamos deitados de costas, pelados, e posso dizer sem nem olhar que o humor dela mudou. Seu corpo emana tensão. “Tudo bem?”
“Tudo. Desculpa. Eu estava pensando no meu pai.”
“Acabou de rolar sexo e você está pensando no seu pai. Que bom.”
“Rolou sexo. Ponto final. Agora estou pensando no meu pai. Ponto final. As duas coisas não estão relacionadas”, Brenna me garante.
“E por que está chateada?”
“Quero ir pra casa conversar sobre tudo, mas tenho medo, porque sempre fui péssima em começar conversas sérias com meu pai. É tão difícil falar com ele.” O suspiro dela aquece o ar entre nós. “Mas acho que é hora de ter uma conversa de verdade sobre tudo o que venho sentindo. Talvez ele me ouça, pra variar. Talvez eu finalmente consiga convencer meu pai de que não sou a mesma pessoa que era.”
Passo os dedos por seus ombros. “Tenho certeza de que você vai conseguir fazer o cara ver a luz, gatinha.”
“Pelo menos um de nós tem certeza. Eu não tenho a menor confiança nisso. Como disse, não tenho um bom histórico quando se trata de conversas com Chad Jensen.”
Aperto os lábios por um momento. “Tenho uma ideia.” Levanto do colchão.
“Aonde vai?”, ela pergunta, enquanto saio do quarto.
“Aguenta aí”, digo por cima do ombro.
No corredor, abro o armário e pego minha mala com as coisas do hóquei. Abro, ignorando o cheiro de meia velha, e reviro até encontrar o que quero. Quando volto ao quarto, algo incômodo martela na minha cabeça, mas não consigo identificar direito o que é.
“Estou prestes a te fazer um grande favor”, digo a Brenna.
“Ah, é?” Ela senta, e minha atenção é imediatamente atraída por seus peitos nus. São redondos e arrebitados, e os mamilos estão rígidos pela exposição ao ar.
Tenho que fazer um esforço para me concentrar antes que o tesão tome conta de mim. “Vou te emprestar meu amuleto”, anuncio, mostrando a pulseirinha rosa e roxa.
Ela engasga. “Sério?”
“É.”
“Mas como seu amuleto vai me ajudar? Achei que o encanto e as boas vibrações dele fossem associados a você.”
“Não é assim que funciona, linda.”
Ela parece estar se esforçando para não sorrir. “Ah, é? Como funciona então?”
“É um amuleto. Dá sorte a quem quer que o use, não só eu. Meu Deus. Você não sabe nada sobre superstições?”
“Não!”, Brenna responde. “Não sei mesmo.” Apesar de seu tom sarcástico, seus olhos se abrandam. “Mas posso dar uma chance se acha que vai ajudar.”
“Não acho, eu sei.”
Sento na beirada da cama, completamente nu. Pego a mão dela e ponho a pulseira de contas em seu pulso delicado. Fica um pouco mais larga do que em mim. Quando Brenna levanta o braço para admirá-la, a pulseira escorrega até seu cotovelo.
“Pronto”, digo, assentindo satisfeito. “Está resolvido.”
“Obrigada. Provavelmente vou lá falar com ele enquanto você…” Ela fica pálida de repente.
Eu também, e o pânico se acumula na minha garganta. Merda. Merda. Olho para o relógio, que confirma meu pior medo. São nove e meia, e estou uma hora atrasado para o treino.
O treinador não deixa meu atraso impune. Depois que me troquei no vestiário vazio, corri pelo túnel — de patins — e praticamente me atirei no gelo. Meus colegas de time estão treinando tiro a gol, mas Pedersen apita assim que me vê. Não deixa nem que finalizem o que estão fazendo. Ele os abandona e patina até mim.
Seus olhos escuros queimam, como brasas raivosas. “É melhor ter uma boa desculpa para isso, Connelly. Vamos encarar Michigan em três dias.”
Olho para meus patins, envergonhado. Ele está certo. Somos os cabeças de chave número um e vamos jogar contra Michigan, cabeças de chave número quatro. Mas isso não significa que a vitória é certa. Qualquer coisa pode acontecer no nacional.
“Meu alarme não tocou”, minto, porque a verdade não é uma oposição. Eu estava trepando com a filha de Chad Jensen, por quem acho que estou apaixonado. O treinador ia ter um aneurisma.
“Foi o que Weston disse que devia ter acontecido”, Pedersen murmura.
Me seguro para não olhar agradecido na direção de Brooks. Ele não dormiu em casa ontem à noite, ou teria batido na minha porta logo cedo para me lembrar do treino da manhã. Ele sabe que Brenna está ficando em casa, então estou aliviado por ter mantido a boca fechada. Decido que vou parar de chamar o cara de bunda-bolha em casa. Pelo menos por alguns dias.
“Sinto muito. Não vai acontecer de novo. Vou programar três alarmes amanhã.” Minha voz é resoluta. O motivo do meu atraso pode ser inventado, mas estou mesmo determinado a não deixar que aconteça de novo.
“É melhor mesmo.” O treinador vira e sopra o apito algumas vezes. “McCarthy! Sua vez!”
O treino é particularmente exaustivo, já que me esforço para puxar o saco. Preciso compensar o que aconteceu de manhã, me absolver desse pecado capital.
Só me atrasei para o treino duas vezes em toda a minha carreira esportiva — e, para colocar isso em perspectiva, ela teve início quando eu estava com cinco anos. Ambas as vezes aconteceram no ensino médio. Na primeira, eu estava com uma virose, e ainda assim me arrastei da cama e fui treinar. Cheguei meia hora atrasado e o técnico me mandou voltar para casa assim que pôs os olhos em mim. Na segunda, houve uma nevasca inesperada e, quando acordei, trinta centímetros de neve tinham se acumulado do lado de fora da porta. Passei a maior parte da manhã abrindo caminho com uma pá e tentando desenterrar meu carro. Mesmo assim, só cheguei quarenta minutos atrasado.
Hoje, não tem virose, não tem nevasca. Me atrasei uma hora por causa de uma garota.
Não me entenda mal, não estou culpando Brenna. E, apesar de estar muito insatisfeito comigo mesmo, não me arrependo totalmente do que aconteceu hoje de manhã. O sexo foi simplesmente espetacular. Foi nossa primeira vez sem camisinha, e só de lembrar me arrepio. Seu calor apertado me envolvendo… caramba. Foi quente e delicioso.
Estou prestes a sair do gelo quando vejo de relance uma figura familiar acenando para mim da arquibancada. Os fãs podem acompanhar os treinos abertos, como o de hoje.
Dou a volta bruscamente e patino na direção oposta. Hazel desce os degraus, com o cabelo loiro balançando conforme se movimenta. Está usando uma jaqueta leve, e, como de costume, seus dedos estão cheios de anéis, incluindo o que dei a ela no Natal. Sorri para mim do outro lado da proteção de acrílico, e chega à portinha entre as placas ao mesmo tempo que eu.
“Oi. O que está fazendo aqui?”, pergunto.
“Não consegui te dar os parabéns direito pela vitória no fim de semana.” Sua expressão se torna pesarosa. “Você estava meio ocupado, com aquela ceninha entre o treinador e sua namorada.” A última palavra, “namorada”, é cortante.
Reprimo um suspiro. “É, foi esquisito. Pra dizer o mínimo.”
“Bom, te devo uma comemoração, então pensei em te surpreender com um brunch naquele lugar de que gostamos na Central Square.”
“Parece ótimo.” Torço para que Hazel não perceba que não estou tão animado quanto de costume com a ideia de comer. Queria encontrar Brenna para descobrir se já falou com o pai. “Vou só passar no vestiário e te encontro na entrada em dez minutos.”
Um pouco depois, Hazel e eu estamos sentados de frente um para o outro a uma mesa pequena numa lanchonete que descobrimos no ano passado. Chama Egggggs, e embora todos os pratos tenham nomes bobos e a decoração colorida demais seja um atentado aos olhos, a comida é excelente. Ou eggcelente, como Hazel gosta de dizer.
“Obrigada pela surpresa”, digo a ela ao baixar o cardápio. “Só me diz que não chegou às oito e meia, por favor.”
Ela parece chocada. “Nossa, não. O mundo não existe antes das nove da manhã, lembra?”
Uma garçonete se aproxima para anotar nosso pedido. Faz tanto tempo que somos amigos que adivinho o que Hazel vai pedir: dois ovos mexidos, torrada e salsicha, porque é a única pessoa no mundo que não gosta de bacon. E café, com dois saquinhos de açúcar, sem leite e sem creme. Tenho certeza de que Hazel sabe o que vou pedir também: a opção mais farta do cardápio, porque sou um porco.
Me pergunto o que Brenna gosta de tomar de café da manhã. Ela tem comido ovo e fruta desde que passou a ficar em casa, mas me pergunto o que pediria num lugar assim. Estou louco para descobrir, ainda que me faça parecer um bobo. Estou gostando de conhecê-la melhor.
Hazel e eu colocamos o assunto em dia enquanto esperamos a comida, mas num nível muito superficial. Falamos das aulas, de hóquei, do novo namorado da mãe dela, de como meus pais não foram à final da conferência. Isso ainda me incomoda. Estou acostumado que não apareçam, mas dessa vez achei mesmo que iam me surpreender, sendo um jogo tão importante.
Já devoramos metade da comida quando Hazel apoia o garfo na mesa e pergunta: “Então, vocês são um casal agora?”.
“Quem? Eu e Brenna?”
“De quem mais eu poderia estar falando?”
Dou risada. “Sim. Acho que somos. Ela está na minha casa desde a final.”
Hazel parece chocada. “Vocês estão morando juntos?”
“Não”, respondo rápido. “Brenna só está ficando lá até poder voltar pra casa dela, que inundou.”
Hazel fica quieta por um segundo. Pega a xícara de café. Toma um longo gole. “Isso é muito sério”, ela finalmente comenta.
Me mexo no assento, levemente incomodado. “Não é ‘muito sério’. Só…” Recorro ao meu lema. “Só é o que é.”
“Sim, e o que é, é muito sério, Jake. Acho que você nunca deixou que uma garota dormisse na sua casa, quanto mais várias noites seguidas.” Ela me observa, pensativa. “Está apaixonado por ela?”
Cutuco a comida com o garfo, empurrando as batatas no prato. Meu apetite aos poucos me abandona. Não gosto de falar sobre isso. Ou melhor, não gosto de falar sobre isso com Hazel. Já faz um tempo que parece que ela está me julgando, que reprova minhas ações. Nunca tinha me sentido assim desde que nos conhecemos. Não me sentia julgado nem quando eu fazia bobagem como me embebedar numa festa e vomitar nos arbustos dela, ou quando passava uma única noite com uma garota. Mas agora me sinto.
“Tudo bem, não precisa me dizer”, ela fala quando permaneço em silêncio.
“Não, é só que… é esquisito pra mim, acho”, digo, inocente. “Nunca me apaixonei antes.”
Algo que parece dor cruza o seu rosto, e de repente me lembro de Brenna insinuando que Hazel sente alguma coisa por mim. Mas não pode ser verdade. Ela não teria me dado algum sinal em todos esses anos? Antes que Brenna plantasse a ideia na minha cabeça, tal possibilidade nunca tinha me ocorrido, porque Hazel nunca agiu como se estivesse a fim de mim.
“Isso é importante”, ela diz, baixo. “Se apaixonar pela primeira vez. A coisa toda é monumental, quer você admita ou não.”
“Eu não chamaria de monumental.”
“Você está em um relacionamento. Relacionamentos são importantes.”
Cara, queria que ela parasse de usar palavras como “importante” e “monumental”. “Não é tão absurdo quanto você está fazendo parecer”, digo, incomodado. “Só estamos seguindo a onda.”
Hazel desdenha. “O mantra dos enrolões em toda parte.”
“Não sou enrolão”, retruco, com o cenho franzido.
“Exatamente. Você não é. O que significa que não está seguindo a onda. Está envolvido. Está se dedicando a essa garota, e isso é importante, porque nunca teve um relacionamento de verdade.” Ela toma outro gole de café e me observa por cima da xícara. “Tem certeza de que está pronto?”, Hazel pergunta, em um tom leve.
Minhas mãos estão estranhamente suadas quando pego meu café. “Não sei se está tentando me fazer pirar ou não”, digo, seco.
“E tem motivo pra pirar? Só perguntei se está pronto.”
“Pronto pra que exatamente?”, pergunto, então solto uma risada sem jeito e espero que não note como pareço confuso.
Hazel está certa. Nunca estive num relacionamento. Peguei bastante mulher. Tive alguns casos que duraram algumas semanas ou meses. Mas nunca tive sentimentos fortes por ninguém antes de Brenna. Nunca quis dizer “eu te amo” para alguém antes de Brenna.
“Jake.” Tem um toque de pena em sua voz, o que me traz de volta à realidade. “Relacionamentos dão trabalho. Sabe disso, não?”
“Está querendo dizer que sou incapaz de me esforçar por algo?” Reviro os olhos e em seguida aponto para meu próprio peito. “Vou me tornar um jogador de hóquei profissional no ano que vem.”
“O que levanta outra questão”, Hazel diz. “Como isso vai afetar seu relacionamento? Ela ainda não vai se formar. Tem mais um ano na Briar. E você vai para Edmonton. Como isso vai funcionar?”
“Um monte de gente namora à distância.”
“Verdade, mas são relacionamentos ainda mais complicados. Estamos falando do dobro de trabalho. Você precisa se esforçar duas vezes mais para que a outra pessoa sinta que ainda é uma prioridade com você em outro país. Então, chegamos a outro problema: como ela poderia ser uma prioridade quando você tem que estar focado em seu novo time?”
Uma sensação incômoda sobe pela minha espinha. Hazel tem bons argumentos.
“O que nos leva à minha última preocupação”, ela anuncia, como se apresentasse uma tese com o título Por que Jake Connelly seria um namorado de merda. “Hóquei é a sua vida. É tudo com que se importou até agora. Você se matou pra chegar onde está. E ainda tenho minhas reservas quanto à Brenna. Apesar do que pensa, ainda acho que teve outros motivos para ficar com você.”
“Está enganada”, digo apenas. Pelo menos nesse ponto sei que estou certo. Quanto a todo o resto… nem tanto.
“Tá, talvez esteja. Mas estou enganada quanto ao fato de que você passou o quê, dezessete anos focado no jogo e se preparando para este momento? Você está prestes a estrear como profissional. Garanto que um relacionamento à distância vai te distrair e te frustrar. Vai acabar passando um tempo considerável pensando nessa garota, obcecado, prometendo que ainda a ama quando ela ler notícias sobre qualquer fã que tenha se jogado em cima de você naquela semana, ou vir fotos suspeitas em blogs.” Hazel dá de ombros, erguendo uma sobrancelha para mim. “Então, repito a pergunta: está pronto pra isso?”