The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 27 de 43

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The Risk

27. Brenna

27

 

BRENNA

 

“Estou morrendo de vergonha.” Me jogo no meio da cama de Jake, usando uma camiseta dele, suas meias grossas e nada mais. Minhas bochechas ainda queimam da humilhação de vasculhar as ruas de New Hampshire atrás do meu ex drogado — arrastando duas pessoas comigo na empreitada.

Jake fecha a porta. “Não precisa ter vergonha. Todo mundo tem problemas.”

“Ah, é? Então você tem uma ex viciada em metanfetamina espreitando nas sombras que pode precisar de resgate a qualquer momento? Que legal! Temos tanta coisa em comum!”

Os cantos de seus lábios se erguem. “Tá. Talvez os meus não sejam tão emocionantes quanto os seus.” Ele passa uma mão pelo cabelo, úmido do banho.

Nós dois tomamos banho — separados — assim que voltamos ao apartamento. Depois de ficar na rua com Eric no frio de abril, voltamos para casa com a roupa molhada e precisamos desesperadamente nos aquecer. Uma parte de mim ainda está surpresa por Jake e Brooks terem feito isso por mim. É definitivamente mais do que seria de esperar.

Não consigo tirar o rosto de Eric da cabeça. As pupilas dilatadas, a falação descontrolada. É horrível saber que ele fumou metanfetamina por três dias seguidos, se perdeu em um bairro residencial tranquilo e desmaiou em meio aos arbustos. Com medo. Sozinho. Ainda bem que a mãe continua a pagar a conta de celular dele, porque assim pelo menos pode se comunicar com alguém e pedir ajuda.

Só queria que ele não tivesse ligado para mim.

“Não consigo acreditar que é o mesmo Eric Royce que quase jogou por Chicago”, Jake diz, e tem um traço de pena em seus olhos.

“Eu sei.”

Ele se junta a mim na cama. “Você está bem?”

“Estou. Não é a primeira vez que tenho que lidar com ele.” Preciso me corrigir. “Mas nunca foi assim. Em geral, Eric quer dinheiro. No ano passado cometi o erro de dar, então agora ele acha que não tem problema pedir.”

“Vocês ficaram juntos por quanto tempo?”

“Um ano e meio.”

“Então, você terminou com ele.”

Assinto.

“Por quê?”

“Porque era demais pra mim.” Engulo o nó na garganta. “Ficou intenso demais, e não fazíamos bem um ao outro. Fora que meu pai tinha passado a odiar o cara.”

“Seu pai não odeia todo mundo?”

“Praticamente.” Abro um sorriso fraco. “Mas ele odeia Eric em especial.”

“Não sei se posso culpar o cara.”

“Nem eu, mas você não estava lá. Passamos por algumas coisas, e foi um baque pro Eric. Ele era imaturo e não sabia lidar com as próprias emoções. Cometemos muitos erros.” Dou de ombros. “Meu pai não admite erros.”

Minha voz falha, e espero que Jake não tenha notado. O problema: meu pai não é do tipo que perdoa. Ele não me perdoou por me envolver com Eric e por toda a confusão que isso causou. E acho que nunca vai perdoar.

De novo, sinto as bochechas esquentando. “Viu? Falei que você não ia querer se envolver comigo. Sou uma confusão.”

“Você não é uma confusão”, Jake diz. “Aliás, você parece ter tudo sob controle, e a cabeça no lugar. Principalmente em comparação com seu ex.”

“Bom, um dos dois tinha que crescer.” A amargura cobre minha língua. Eu a engulo. “No fim, eu carregava todo o fardo daquele relacionamento sozinha. Eric estava mal e eu não podia contar com ele quando precisava. Mas era esperado que ele pudesse contar comigo, sempre. Era exaustivo.”

“Posso imaginar.”

Esfrego os olhos cansados. Meu relacionamento com Eric me ensinou duras lições, e a mais importante foi que não se pode confiar em ninguém além de si mesmo. Eric não estava apto a lidar com minhas emoções, e não sei se era uma coisa dele ou dos namorados em geral. O que sei é que nunca mais vou ser tão descuidada com meu coração.

“Se ele te ligar de novo, não quero que atenda”, Jake diz, seco.

“Ah, é? Então, se o cara estiver caído em um buraco e precisar da minha ajuda devo deixar que morra?”

“Talvez.”

Olho para ele, chocada.

“Não quero ser insensível, mas às vezes as pessoas precisam chegar ao fundo do poço para que as coisas mudem. Você não pode salvar as pessoas sempre”, Jake diz, sombrio. “Às vezes, elas precisam se arrastar pra fora do buraco e salvar a si mesmas.”

“Imagino que sim.” Suspiro. “Mas não precisa se preocupar que vá acontecer de novo. Meus dias resgatando Eric terminaram.”

“Ótimo.” Ele se arrasta para a cabeceira da cama e levanta o edredom. “Vem aqui. Foi um longo dia. Vamos dormir.”

“É a primeira vez que dormimos juntos, Jakey. Estou animada.” Meu sarcasmo não é tão ferino quanto costuma ser. Ele está certo. Estou cansada. Só quero apagar a imagem de Eric Royce da minha mente. Fiquei tão devastada quanto ele quando tudo ruiu. Quase morri pelo cara. Mas já chega. Ele é um fantasma do passado, e é hora de esquecê-lo.

Entro debaixo das cobertas e me aconchego perto de Jake. Ele está deitado de costas, e coloco minha cabeça em seu peito nu. Ele está cheirando a banho, e sua pele está quentinha. Sinto seu coração batendo sob minha orelha. As batidas são firmes e tranquilizadoras.

Nem acredito no que ele fez por mim esta noite. Eu poderia ter ido encontrar Eric sozinha, mas Jake não deixou. Ele estava aqui para mim, e a ideia faz minha garganta se fechar de leve, porque não consigo lembrar a última vez que isso me aconteceu.

“Posso te perguntar uma coisa?”, ele murmura na escuridão.

“Claro.”

“Posso te beijar ou está cansada demais?”

“Não, por favor, me beija.”

Jake vira de lado, com um braço esticado e a bochecha apoiada nele. Então se aproxima, até que nossos lábios se tocam e nos beijamos. Uma onda de pura emoção toma conta de mim.

Não sei se é a adrenalina passando ou se estou especialmente carente depois do que aconteceu esta noite. Mas a conexão emocional que fizemos hoje se funde com a profunda necessidade física que sinto por ele sempre que estamos juntos. Não sei por quanto tempo ficamos deitados ali, mas logo os beijos não bastam. Sinto meus peitos pesados e meu interior latejando. Eu o deito de costas de novo e subo em cima dele, me esfregando em Jake em uma tentativa desesperada de aplacar o desejo.

Ele aperta minha bunda e grunhe na minha boca, então, de repente, seu pau duro e grosso desponta na cueca.

“Ah, olha só, apareceu”, brinco.

Jake sorri pra mim. “Desculpa, juro que foi sem querer.”

Por querer ou sem querer, gosto do que vejo. Acaricio toda a extensão quente e longa, tremendo ao lembrar a sensação de ter seu pau na boca, a onda de satisfação que me atingiu quando cheguei ao clímax. Quero sentir aquela satisfação de novo.

Não. Quero mais que isso.

“Quero você dentro de mim”, digo.

“É?”, ele diz, com a voz grossa.

“É.” Respiro devagar. Agora que tomei a decisão, meu pulso acelera para valer, e o sinto nos meus ouvidos. Não encaro o sexo levianamente. “Tem camisinha?”

“Na primeira gaveta.”

Bato uma devagar para ele enquanto vasculho o criado-mudo. Encontro a caixa de camisinha, puxo uma cartela e destaco uma. Antes que consiga abrir, Jake senta e tira minha camiseta. Suas mãos grandes pegam meus peitos. De repente, sou eu quem está deitada de costas, esmagada por seu corpo musculoso, completamente à mercê dele.

“Entra logo em mim.” Eu o beijo de volta, impaciente, meus quadris se erguendo por vontade própria, buscando alívio.

“Só vou preparar você antes.” Seus lábios vão descendo pelo meu corpo, deixando arrepios em seu caminho.

Seus dedos cheios de calos raspam minha pele conforme ele acaricia levemente a parte interna das minhas coxas e abre minhas pernas. Quando sua boca toca meu clitóris, o prazer dança pelo meu corpo.

Jake esfrega a pontinha de um dedo na minha boceta. “Porra”, ele geme. “Você já está mais que pronta.”

E estou mesmo. Só beijá-lo já me deixa louca. “Viu? Agora vem aqui.”

“Não.” Sinto com meu corpo que ele sorri. Ele põe a língua para fora para provar de novo, e fica me chupando por minutos excruciantes, até que minha cabeça tomba de lado e minhas mãos agarram os lençóis.

O formigamento revelador no meu clitóris me alerta para o orgasmo iminente. Luto contra ele, desesperada para guardá-lo para quando Jake estiver dentro de mim. Tem bastante tempo que não faço sexo com ninguém. E se não conseguir gozar de novo?

“Jake”, imploro. “Por favor.” Abro a camisinha e passo para ele.

Rindo, Jake a coloca e se ajoelha entre minhas pernas. A luz do abajur é fraca, mas não preciso de muito mais para admirar seu peitoral. Traço os músculos com os dedos, amando como tremulam ao meu toque.

Vejo o desejo queimando em seu olhar quando Jake levanta minha bunda e ajeita o quadril. Me pego segurando o ar enquanto espero que entre em mim. Quando finalmente o faz, a sensação mais doce e maravilhosa do mundo me invade. Jake me alarga e me preenche por completo.

Quando todo o seu pau está enterrado em mim, Jake xinga baixo, atormentado.

“Tudo bem?”, pergunto na mesma hora.

O peito de Jake se ergue conforme ele inspira fundo. “Como pode ser apertada assim? Tem certeza de que não é virgem?”

Dou risada. “Eu já te disse. Não costumo fazer muito.”

“Por que não?”, ele pergunta, então balança a cabeça como se repreendendo a si mesmo. “Bom, podemos conversar depois. No momento estou quase explodindo.”

“Não se atreva. Nem começamos!”

Ele respira mais forte. “Vou me esforçar.” Mas suas feições estão contraídas. Ele se move bem de leve. Geme de novo. Então, curva o corpo devagar sobre o meu, e ficamos na posição papai-mamãe.

Jake me beija, seduzindo minha boca de maneira lenta e provocadora. Enquanto isso, seus quadris se movem tão devagar que logo estou perdendo a paciência. “Está fazendo isso de propósito?”

“Não”, ele diz. “Já falei que estou quase gozando. Se começar a meter com força, já era.”

“Cadê sua estamina?”, provoco.

“Dentro da sua boceta apertada.”

Não consigo não rir. “Então está dizendo que preciso dar com mais frequência pra que não seja tão bom pra você?”

“Só se der pra mim. Ou se usar um vibrador. Qualquer outra coisa é contra a lei.”

“Que lei?”

“A minha”, ele murmura. Jake mete fundo e nós dois soltamos um ruído estrangulado.

Seu peito está coberto por uma camada de suor. Ele não aumentou o ritmo nem um pouco, o que me deixa louca. Envolvo seus ombros largos com os braços e acaricio suas costas. Sua boca para na lateral do meu pescoço enquanto seus quadris se movem preguiçosamente. É quase insuportável. Quero que vá mais rápido, mas também quero que nunca acabe. Ponho o braço entre nós e esfrego o clitóris de leve.

Então, ele para de se movimentar por completo.

“Está de brincadeira?”, reclamo. “Vai ficar dentro de mim sem nem se mexer?”

“Só um pouquinho. Enquanto você chega perto de gozar.” Ele observa meu rosto enquanto me toco. “Você é tão linda.”

Engulo em seco. O calor nada em seus olhos fixos em mim. É intimidade demais, e ainda assim não consigo quebrar o contato visual. Esfrego mais forte, e ambos ouvimos minha respiração acelerar.

“Isso”, ele incentiva. “Isso, porra.”

Gemo, tentando mexer os quadris.

Ele abre a mão espalmada sobre minha barriga para me segurar. “Ainda não.”

Então, continuo me tocando com o pau dele enfiado em mim. Me sinto preenchida. Nossos olhos continuam travados. Jake é tão sensual que não consigo desviar o olhar. Ele lambe os lábios, e isso me faz ultrapassar o limite.

“Vou gozar”, solto, e de repente Jake me dá aquilo pelo que venho implorando o tempo todo — estocadas profundas e rápidas. O orgasmo é como uma explosão de prazer.

O resto do mundo desaparece. Sou só eu e Jake. Corpo e alma. Ele continua metendo forte em mim. Quando goza, morde meu pescoço, e sinto um gemido rouco perfeito vibrando contra minha pele. Esse único momento faz a noite inteira ter valido a pena.