The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 32 de 43

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The Risk

32. Jake

32

 

 

JAKE

 

“Obrigada por me deixar ficar aqui.” A gratidão ilumina os olhos de Brenna quando ela deixa a mala no chão, perto da minha cama.

“Sem problemas.” Eu a abraço por trás e beijo a lateral do seu pescoço. “Liberei uma gaveta pra você. Não sabia quanto tempo ia ficar.”

“Vai me dar uma gaveta?”

Eu a solto, e meus braços pendem sem jeito ao lado do corpo. Nunca passei mais de uma noite com alguém, então não sei muito bem quais são as regras. Uma gaveta é muito?

Mas a surpresa de Brenna logo é substituída pela aprovação. “Ah, Jakey, você é o melhor.” Ela pisca para mim.

O que indica que acertei.

Pego sua cintura e me inclino para beijá-la. Brenna retribui, mas permite só um selinho. Então se ajoelha para abrir a mala preta. “E aí, que efeito a bomba de Pedersen teve sobre você? O resto do time ficou bravo?”

“Na verdade, não. Quer dizer, McCarthy não ficou muito feliz quando descobriu que estávamos saindo. Ele está firme com a tal da Katherine agora, mas ainda me chamou de babaca.” Solto o ar, arrependido. “Fui mesmo um cretino quando mandei que ele terminasse. E comecei a sair com você logo depois, então não posso culpar o cara por ficar puto.”

“Foi bom McCarthy ter terminado comigo. Ele estava começando a se apegar, e eu sabia que a coisa nunca iria a lugar nenhum. Você disse que ele era um cachorrinho uma vez, lembra? Não gosto de gente assim.”

“Verdade. Você prefere um garanhão.”

Brenna ri. “Qual é a dos homens com essa história de filhotinho ou garanhão? Como podem comparar masculinidade assim?”

“Não estou falando de masculinidade. Só do tamanho do meu pau.” Pego no saco e movimento a língua para ela.

“Argh. Você é péssimo.” Sorrindo, Brenna abre a gaveta que separei para ela e começa a guardar as roupas ali, dispostas em pilhas organizadas.

“Já vai desfazer as malas?”

“Já. Você separou uma gaveta pra mim. Por que deixaria minhas coisas na mala?”

“Ah, você é daquelas pessoas que viaja de férias e desfaz as malas assim que chega.”

“Claro. Porque assim fica mais fácil encontrar o que for”, Brenna diz, toda meticulosa. “Quem quer ter que revirar uma pilha enorme de roupas sempre que for se vestir?”

“Acho que não podemos ficar juntos”, informo.

“Que pena, porque vou ficar aqui alguns dias.” E, simples assim, seu sorriso desaparece e seu humor se torna sombrio. “Nem acredito que meu pai me botou pra fora de casa.”

“Foi brutal”, concordo.

“Summer disse que eu podia ficar na casa dela, mas seria muito constrangedor. Nenhum daqueles babacas está falando comigo no momento. Bom, só Fitz, mas ele não gosta de drama. Já os outros…”

“Não acha que estão exagerando?”, pergunto.

“Ah, com toda a certeza. Meu pai pelo menos eu entendo, porque ele está sempre exagerando. Considerando tudo o que fiz ele passar na escola.”

Como sempre, a referência vaga atiça minha curiosidade. Mas me forço a não pressionar por detalhes. Brenna vai me contar quando estiver pronta. Assim espero.

“Seus pais devem ser supertranquilos”, ela comenta, com inveja.

“É, eles são ótimos”, confirmo. “Só que vivem me importunando porque não tenho namorada. Provavelmente, dariam uma festa se soubessem que esvaziei uma gaveta pra você.”

Brenna ri, então fecha a gaveta e vira para mim. “Pronto. O que está a fim de fazer?”

“Quer ver um filme?”, pergunto. “Posso fazer pipoca.”

“Ah, gosto da ideia. Só vou colocar algo mais confortável e te encontro na sala.”

Dou um tapinha na bunda dela, de brincadeira, no caminho para a porta. Na cozinha, tenho um déjà-vu ao deparar com Kayla à pia, pegando um copo de água. Dessa vez, ela está de roupa. E, em vez de tomados pela luxúria, seus olhos ficam sombrios quando pousam em mim.

“Oi”, cumprimento.

“Oi.”

Abro o armário e pego um pacote de pipoca de micro-ondas.

“Vão ver um filme?” Ela soa um pouco irritada.

“Isso. Você e Brooks podem se juntar a nós se quiserem. Posso fazer mais pipoca.” É um convite por educação, só porque sei que ela vai recusar.

De jeito nenhum que Kayla vai querer passar a noite com Brenna. No instante em que minha garota entrou, ela reagiu como um gato. Botou as garras para fora e poderia muito bem ter rosnado. O mais divertido foi o completo desinteresse de Brenna pela garota.

“Então… Jake Connelly está recebendo uma garota em casa.” Ela soa ainda mais irritada.

“É.”

“Deve ser sério.”

Não respondo. Dou as costas para ela, coloco o pacote no micro-ondas e ligo.

“Ou não é?”, Kayla insiste.

De novo, evito responder, porque adivinha só: não é da conta dela. Então, Brenna fala da porta:

“Ah, é muito sério.” Ela se aproxima, e mesmo de calça de pijama xadrez e camiseta, é tão atraente que meu corpo inteiro responde. Ou pelo menos antes que eu note o brasão do time de hóquei da Briar no peito.

“Isso é blasfêmia”, digo, apontando para a camiseta dela.

“Não, isso é blasfêmia”, Brenna retruca, apontando para a minha.

Baixo os olhos e lembro que estou usando uma camiseta cinza com o escudo carmesim de Harvard no lado esquerdo do peito.

Perto da bancada, Kayla solta um ruído depreciativo.

O que leva Brenna a se virar e sorrir para ela. “Não é fofo?”, diz animada. “Praticamente Romeu e Julieta!”

Por um segundo, a loira parece que vai rosnar de verdade. Em vez disso, só abre um sorriso irônico. “Hum-hum, vocês são muito fofos.”

“Ah, obrigada, Kaylee.”

“Kayla”, ela solta antes de ir embora.

Brenna começa a rir.

“Você é tão má”, digo a ela.

“Sou. E essa garota quer você.”

“Quem não quer?”

“Talvez seja verdade. Sério, não consigo ir a lugar nenhum sem trombar com alguém a fim de você. A garota no banheiro, a namorada do bunda-bolha, sua amiga Hazel.”

“Hazel?” Franzo a testa para ela. “Como assim? Vocês se conhecem?”

“Ah, então quer dizer que sua amiga não te contou que me emboscou no campus?”

Quê?

“Desculpa, mas como assim?” Externo meu choque. Hazel não mencionou nada. Tudo bem que não falamos muito esta semana, mas, se tivesse confrontado Brenna, acho que seria algo importante o bastante para compartilhar comigo.

“Ela me seguiu até o Coffee Hut”, Brenna explica. “Basicamente veio com aquele papo de ‘sei quais são suas intenções’ e ‘vou acabar com você se o estiver fazendo de bobo’.”

Dou risada. “É… Ela é meio superprotetora. Crescemos juntos.”

Brenna abre um sorriso fraco. “Ela é mais do que superprotetora.”

“Não.”

“Lembra aquilo que estávamos falando sobre os homens serem tontos?”

Franzo o cenho para ela. “Quando falamos sobre isso?”

“Ah. Acho que foi com Summer, então. Esquece o que eu disse, Jakey.” Ela pisca, a cara da inocência. “Os homens não são nada tontos.”

Nenhum de nós presta muita atenção no filme. Nos aconchegamos debaixo da coberta e passamos a próxima hora provocando um ao outro. Brenna passa a mão o tempo todo pelo meu pau. Em determinado ponto, começa a bater uma para mim por cima da calça… antes de pegar mais pipoca e me deixar na mão.

Retribuo o favor acariciando seus mamilos por cima da camiseta até que fiquem mais rígidos que gelo, tensos contra minha mão. Quando ela tenta projetar o peito pra mim, pego a tigela de pipoca e como mais um pouco.

Mais ou menos na metade do filme, Brenna pausa e coloca o controle remoto na mesa.

Olho para ela com um ultraje fingido. “Eu estava gostando.”

“Ah, é? Então me fala sobre o que é.”

Reviro minha mente e não consigo resposta. “Alienígenas?”, chuto.

“Não.” Rindo, Brenna praticamente me arrasta para o quarto, onde coloca as mãos nos meus quadris e diz: “Deita”.

Não sou tonto como ela pensa, então obedeço.

Antes que perceba, estou nu e à sua mercê. Brenna beija todo o meu corpo, seus lábios suaves deslizando pelo meu peito, sua língua quente roçando meu abdome em sua jornada provocante mais para baixo. Brenna lambe meus oblíquos, e sua respiração faz cócegas na minha pele. De repente, ela senta e tira toda a roupa. Ficamos os dois nus, com meu pau duro estendido entre nós como um enorme pico.

Ela geme, feliz. “Você é tão gostoso.”

“Você também.”

É minha vez de soltar um gemido feliz, porque a boca dela desce e de repente está chupando meu pau. Enfio os dedos das duas mãos em seus cabelos, de forma preguiçosa, guiando-a por minha extensão. “Isso é bom”, murmuro.

“Só bom?”

“Muito bom.”

“Só muito bom?”

“Pelo amor de Deus, linda.”

A risada dela aquece a ponta do meu pau. “Brincadeira. Desculpa. Summer fez essas perguntas para mim mais cedo e eu disse que ela era uma pentelha.”

“Hum… Então, decidiu fazer o mesmo comigo?”

“Sim.”

“E os homens é que são tontos?

“Está me chamando de tonta enquanto chupo seu pau? Porque, nesse caso, nem preciso falar mais nada.”

Droga. Ela está certa. Homens são tontos.

“Desculpa”, imploro.

Sorrindo, ela volta a me torturar. Quando sua língua passa pela parte de baixo do meu pau, o prazer se acumula no meu saco, deixando-o rígido. Ela o pega e aperta. Levanto o quadril da cama. “Ah, porra. Isso é muito bom.”

Ela me masturba mais forte, passando a língua na pontinha a cada estocada, enquanto continua provocando meu saco com a outra mão. A região começa a latejar, meu coração bate mais forte, e fecho a mão no cabelo de Brenna para impedi-la.

“Não”, digo. “Não quero gozar assim. Quero estar dentro de você.”

“Também quero.”

Brenna pega uma camisinha da gaveta do criado-mudo e a põe em mim. Puxo um pouco para garantir que esteja bem colocada e aponto meu pau para ela.

“Fique à vontade”, digo, educado.

“Ah, meu Deus, isso foi péssimo.”

“Sério? Não acha nem um pouco tentador?” Balanço meu pau para ela.

“É tentador”, ela cede. Embora monte em mim, não senta em cima do meu pau.

Ele abandona seu peso na minha barriga. Brenna coloca as duas mãos no meu peito e se inclina, seus peitos balançando de forma sedutora conforme aproxima seus lábios perfeitos dos meus. Nos beijamos, o que arranca um grunhido rouco da minha garganta. Ela engole o som, então sua língua toca a minha e é como se uma corrente elétrica me percorresse, da ponta da minha língua até a ponta do meu pau. Caralho. Essa garota me deixa ligado.

“Você gosta de ser provocado”, Brenna comenta. “Acho interessante.”

“E por quê?”

“A maioria dos homens não tem paciência.” Sua boca vai para a lateral do meu maxilar. Brenna esfrega a bochecha contra minha barba por fazer, então abre caminho aos beijos até meu pescoço. “Outros já teriam me virado e começado a meter por trás.”

“E se a gente não falasse sobre esses outros? E se falasse sobre este cara?” Trago seus lábios de volta aos meus, e dessa vez é minha boca que enche a dela, e é Brenna quem geme nos meus lábios. “Mas, sim, gosto do que vem antes. Gosto que demore bastante.”

“E gosta de implorar?” Sua voz é profunda.

“Quem está implorando?”

“Ninguém, mas logo você vai implorar.” Brenna volta a me beijar e chupar meu pescoço como se fosse doce, enquanto esfrega seu corpo nu contra o meu. Meu pau permanece preso entre nós, sofrendo dentro da camisinha, precisando muito de um lugar onde entrar…

“Por favor”, eu suplico, e ela solta uma risada maligna, porque foi bem-sucedida em seu intento.

Brenna levanta, pega a base do meu pau e senta nele. E, puta merda, é como um punho quente fechado em mim.

O prazer escurece os olhos dela. Brenna joga o cabelo comprido por cima de um dos ombros, e ele cai em cascata, encobrindo seu mamilo. Atravesso a cortina escura e belisco a carne rígida antes de murmurar: “Monta em mim”.

Ela obedece. Mas move os quadris muito lentamente.

De novo, está me provocando. E, de novo, estou adorando. Olho para seus peitos e gemo quando Brenna põe uma mão em cada um. Cara, é muito sensual. Acaricio seus quadris, suas coxas, esfrego seu clitóris com o dedão. Não consigo parar de tocá-la. Por sorte, Brenna não reclama. Cada vez que um dedo faz contato com sua pele, ela geme, choraminga ou solta o ar satisfeita.

“Gosto de você, Jake”, Brenna murmura.

“Também gosto de você.”

Ela acelera o ritmo, e fecho os olhos. Mais do que gosto dela. Acho que estou me apaixonando. Mas não vou dizer isso em voz alta, muito menos durante o sexo. Pelo que ouvi, as garotas não levam esse tipo de comentário na hora H a sério. Acham que é induzido pelo pau.

Mas meu pau não tem nada a ver com a sensação quente se acumulando no meu peito. Nunca tive isso antes, por isso sei que é real. E não é desejo — acredita em mim, sei o que é desejo. Isso é algo completamente novo.

Tenho certeza de que estou me apaixonando por essa garota.

Enquanto ela me cavalga, seu peito vai ficando vermelho. “Seus peitos são lindos”, murmuro, apertando de leve.

Ela se inclina para a frente. “Coloca na boca.”

Obedeço, acariciando um peito macio antes de pegar o mamilo entre os lábios. Sua boceta se contrai em torno do meu pau, e Brenna começa a se mover mais rápido.

“Está perto?”

Ela só assente, sem dizer nada. Sua respiração acelera. Está mais se esfregando furiosamente contra mim do que me cavalgando. Tenho que segurar seus quadris para estabilizá-la, porque está tremendo loucamente.

“Boa garota. Vai com tudo.”

Brenna se desfaz, soltando o corpo no meu peito e respirando com dificuldade. Em meio ao clímax dela, afundo os dedos em sua cintura e começo a jogar meu próprio quadril para cima, metendo nela até que eu goze também.

Segundos depois de nosso orgasmo, Brenna levanta os quadris, segura a base da camisinha para não escapar, e sai de mim. Então deita de lado, se aconchegando em mim. Eu a seguro e pegamos no sono assim.