The Risk

Elle Kennedy · Capítulo 26 de 43

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The Risk

26. Jake

26

 

JAKE

 

“Muito obrigada por fazer isso.”

Mal ouço a voz de Brenna, ainda que esteja sentada ao meu lado. A chuva diminuiu para uma garoa agora, e o grosso da tempestade finalmente passou por nós. Do outro lado do para-brisa, no entanto, os faróis continuam desligados. Estou atrás do volante da Mercedes, porque Brooks bebeu demais. Ele está no banco de trás, tendo insistido para vir junto.

“É sério”, ela enfatiza. “Vocês não precisavam ter vindo. Poderiam ter só me emprestado o carro.”

Olho pra ela, sombrio. “Ah é, e deixar você dirigir na tempestade…”

“Quase não está mais chovendo”, ela contesta.

“… na tempestade”, repito, “atrás do seu ex?”

Pelo menos foi o que entendi que era o objetivo dela quando implorou pelo carro de Brooks emprestado, em pânico. Aparentemente, Brenna namorava esse Eric na escola e agora ele está com problemas.

“No que foi que ele se meteu, afinal de contas?”, pergunto.

“Não sei bem.”

Lanço um olhar afiado para Brenna.

Ela parece estar rangendo os dentes. Até se desfazerem, pelo visto. “Drogas”, Brenna finalmente murmura.

“De que tipo?” Não estou tentando interrogá-la, mas preciso saber exatamente no que estamos nos envolvendo.

Em vez de responder, Brenna olha para o mapa aberto no celular. Ela aproxima a imagem com dois dedos. “Eric disse que tem uma placa de rua, Forest alguma coisa”, ela fala, distraída. “Ele acha que é Forest Lane.”

“Isso resolve tudo”, digo, sarcástico. “Deve ter só umas doze Forest Lanes, Forest Streets ou Forest Avenues por aqui.”

Ela dá outra olhada no mapa. “Tem quatro”, me corrige. “Uma fica a dez minutos, as outras são no norte do Estado. Acho que deve ser essa perto de Nashua. É a que fica mais perto de Westlynn também.”

Solto o ar. “Então, vamos pra New Hampshire?”

“Tudo bem?

Não respondo. Mas dou a seta e fico na pista certa para pegar a saída para a I-93. “Quem é esse cara, Brenna?”, resmungo. “Ele parece suspeito.”

“Muito suspeito”, Weston concorda do banco de trás.

“Já falei que a gente saía no ensino médio.”

“E isso quer dizer que você precisa largar tudo pra salvar o cara?”

Amargo? Eu?

“Eric e eu passamos por muita coisa juntos. A vida dele saiu um pouco dos trilhos, mas…”

“Como exatamente?” Antes que ela possa responder, paro o carro de repente e ligo o pisca-alerta. Levo uma buzinada do motorista que vinha logo atrás, mas todos os outros desviam do carro sem problemas.

“O que está fazendo?”, Brenna pergunta.

“Não vou dirigir nem um centímetro mais se não me der mais detalhes. E não só porque parece uma busca completamente maluca. Precisamos saber no que estamos nos metendo. Este fim de semana temos o jogo mais importante da temporada, então se você vai nos levar pra uma boca de fumo…”

“Ele não está numa boca de fumo.” Ela passa as mãos no rosto, claramente chateada. “Tá, vou ligar de novo.”

Segundos depois, Eric está de volta na linha.

“Oi, sou eu”, Brenna diz, gentil. “Estamos no carro.” Uma pausa. “Só eu e alguns amigos, não precisa se preocupar. Estamos indo te buscar, mas você precisa ser um pouco mais específico. Você disse Forest Lane… o que mais consegue ver?” Ela escuta por alguns segundos. “Que cara as casas têm? Tá. São todas iguais. Como chegou aí? Você lembra?” Outra pausa. “Certo. Você estava com um amigo. Entendi, ele que estava dirigindo. E deixou você aí. O que você foi fazer?” Outra pausa, cheia de tensão. “Tá, então você fumou.”

Meus olhos encontram os olhos inquietos de Brooks pelo retrovisor. Espero que estejam falando de maconha. Cigarros comuns seriam melhor ainda, mas duvido que um maço de Marlboro seja responsável pela piração do cara.

“Tem algumas ruas com ‘Forest’ no mapa. Está perto da praia? Foi na direção de Marblehead? Não? Tem certeza?” De repente Brenna se anima. “Ah, ótimo, sei onde é. Não, eu sei quem é o Ricky. Não consigo me lembrar de uma Forest Lane, mas me lembro bem do bairro. Certo. Te ligo quando estivermos chegando. Tchau.”

Ela desliga e diz: “Nashua. Ele está perto de onde morávamos, como eu pensava”.

Bom, temos uma viagem de quarenta e cinco minutos pela frente. Até mais, se encontrarmos muitos cruzamentos com o farol apagado no caminho.

“Vou dar uma dormida”, Brooks diz. “Me acordem quando chegarmos.”

Dirigimos em silêncio por uns bons dez minutos antes que eu não conseguisse mais me segurar. “Você realmente não vai me contar sobre esse cara?”, rosno para Brenna. “Vai me fazer entrar no escuro em qualquer que seja a situação de merda em que seu ex se meteu?”

“Não sei dizer qual é a situação, Jake.” Ela soa cansada. “Não o vejo há muito tempo. Ele me ligou recentemente pedindo dinheiro, mas não dei.”

“Mas agora estamos indo resgatar o cara.”

“Isso”, ela grita. “Você não ouviu a voz dele, tá? Eric parece estar na pior. O que você faria se alguém que era próximo de você te ligasse em pânico dizendo que não sabe onde está, que sente frio e está deitado na sarjeta, todo molhado? Deixaria essa pessoa lá? Porque eu não consigo fazer isso.”

“Por quê? Porque vocês namoraram na época da escola? Quem é esse cara? Qual é o sobrenome dele?” Minha frustração só cresce. “O que esse Eric significa pra você?”

“O nome dele é Eric Royce.”

Franzo a testa, porque reconheço vagamente o nome. Parece familiar. Onde o ouvi antes?

“Ele foi a primeira escolha do draft universitário”, Brenna continua. “Chicago o escolheu.”

É isso. “Ah, merda”, digo. “O que aconteceu com o cara?”

Ela levanta o celular para mim. “Ficou doido de metanfetamina em alguma sarjeta, Jake. Foi isso que aconteceu.”

“Metanfetamina?” Brooks se endireita, deixando a soneca de lado. “Vamos encontrar um viciado em cristal?”

“Não sei”, ela diz, infeliz. “Da última vez que soube dele, era o que estava usando. Mas até onde sei, Eric pode ter pirado com remédios ou só está caindo de bêbado. Não sei mesmo.” Ela passa as duas mãos pelo cabelo. “Podem me deixar lá que eu dou um jeito. Não precisam me esperar. É só parar uns dois quarteirões antes. Posso andar e depois voltar de Uber.”

Eu a encaro, descrente. “Não vou te largar na porra de uma boca, Brenna.”

“Não é uma boca. Fica perto de onde eu cresci, e cresci num lugar perfeitamente normal e seguro. Tá, todo lugar tem seu drogadinho, e nesse caso se trata de Ricky Harmon, mas estou só presumindo que é metanfetamina. Não tenho certeza, e vocês surtando comigo não vai fazer as respostas surgirem milagrosamente.”

Faz-se um silêncio tenso entre nós. Pelo retrovisor, vejo a expressão de Brooks se abrandar. Ele estica o braço e aperta o ombro de Brenna. “Está tudo bem, Jensen. Pode contar com a gente.”

Ela morde o lábio e olha agradecida para ele.

Mudo de faixa para passar um caminhão que segue a uma velocidade que é a metade do limite, ainda que não esteja mais chovendo. “Então você namorou Eric Royce”, digo, seco.

Ela assente.

Me lembro de ter jogado contra Royce algumas vezes no ensino médio. Ele era muito bom. “Ele não chegou aos profissionais”, comento.

“Não.” A voz dela sai triste. “A vida dele foi pro buraco depois da formatura.”

“Por quê?”

“A versão resumida é que ele tinha problemas emocionais e gostava de descontrair. E, quando se descontraía, pegava pesado.” Ela hesita. “E eu terminei com ele pouco depois do draft. Eric não lidou bem com isso.”

“Nossa”, Brooks se intromete. “Você terminou com o cara, e ele entrou num buraco sem fundo de drogas e desespero? Cruel.”

Ela morde o lábio de novo.

“Brooks”, eu o censuro. Tento oferecer algum consolo a Brenna: “Tenho certeza de que não foi culpa sua”.

“Mas foi. Ou pelo menos em parte. O término acabou com ele. Eric já tinha uma tendência para bebida e drogas, mas, depois, a coisa foi pra outro nível. Bebia toda noite, matava aula pra fumar maconha com Ricky Harmon e outros caras que tinham se formado um ano antes e não faziam nada da vida. Então, um fim de semana, ele foi a um festival de música eletrônica e ficou tão louco que esqueceu que tinha um jogo superimportante. Perder treinos já era ruim o bastante, mas quando Eric não apareceu pra jogar o treinador o expulsou do time.”

Falando em treinadores… “Seu pai sabia que vocês namoravam?”

“Sabia. E foi a maior confusão.” Ela deixa a cabeça cair nas mãos e solta um gemido cansado. “Começamos a namorar com quinze. Meu pai não tinha problema com isso no começo, até porque não tinha escolha e precisava aceitar. Não podia me impedir de ver Eric. Eu era teimosa demais.”

“Era?”, brinco.

Brenna ignora a cutucada. “Bom, perder o jogo foi o começo do fim. Chicago descobriu que ele tinha sido expulso do time. E o contrato ainda não estava assinado. Estavam na fase da negociação.”

Assinto. Muita gente não sabe que você não está automaticamente contratado quando um time te escolhe. Ser draftado só significa que a franquia tem direitos exclusivos sobre você por um ano, durante o qual se negocia o contrato.

“Eles não quiseram mais negociar”, ela diz, triste. “Ficaram sabendo que Eric dava trabalho, e ninguém mais quis assinar contrato com ele. Então, Eric começou a afundar ainda mais e se misturou com uma galera nova. E aqui estamos.”

Aqui estamos. Às dez e meia da noite, atravessando a fronteira do estado, à procura do ex de Brenna, que pode ou não estar sob efeito de metanfetamina.

Legal.

De canto de olho, noto que Brenna está retorcendo as mãos. Odeio ver uma garota tão durona abalada assim. Embora ainda não esteja muito à vontade com a situação, estico o braço e pego sua mão.

Ela olha para mim, agradecida. “Obrigada pela ajuda.”

“Não tem problema”, murmuro, então rezo para estar dizendo a verdade e para que realmente não venha a ser um problema.

Por conta do tempo ruim e do horário, as estradas estão desertas, e chegamos à região de Nashua mais cedo que o previsto. Quando saio da estrada, Brenna volta a ligar para Eric.

“Oi, sou eu. O GPS diz que vamos chegar em dois minutos. Mas você precisa me dar alguma referência ou indicação de como te encontrar.”

“Esta é a Forest Lane”, digo a Brenna ao entrar na rua. Por sorte, a energia não caiu na região, então os postes de iluminação estão funcionando normalmente.

“Estou vendo as casas iguais”, ela diz ao celular. “Você está sentado no meio-fio? Na calçada?” Brenna xinga. “Nos arbustos? Meu Deus, Eric…”

De repente, morro de pena dela. A aversão que tenta esconder no tom de voz distorce seu belo rosto. Nem consigo imaginar a merda que deve ser se sentir tão repelida por alguém com quem já teve intimidade.

“Um jardim com quê?”, ela pergunta. “Um troço enorme girando? Um troço de metal girando… Eric, não sei o quê…”

“Ali”, Weston diz, com a cara grudada no vidro. “À direita. Acho que ele está conversando com a miniatura de moinho de vento no jardim à frente.”

Encosto o carro. Brenna abre a porta antes que eu pare totalmente. “Espera”, grito, mas ela já foi.

Merda.

Salto do carro. Brenna vai direto para uma sebe alta que dá para dois jardins. Eu a alcanço assim que ela cai de joelhos.

Por cima de seu ombro, vejo uma figura corcunda abraçando as próprias pernas. A camiseta está ensopada e grudada no peito. As mechas escuras do cabelo, que vai até o queixo, estão molhadas ou oleosas, não sei dizer, e emolduram um rosto magro. Quando o cara levanta os olhos para nos olhar, suas pupilas estão tão dilatadas que ele parece nem ter íris. Só dois círculos pretos brilhando nos olhos.

Eric começa a falar assim que reconhece Brenna. “Você veio, graças a Deus, você veio”, ele balbucia. “Sabia que viria, sabia que sim, porque ficamos juntos, e você sempre me apoiou, e eu fui bom pra você, não é? Fui bom pra você?”

“Foi.” Brenna diz isso sem nenhuma emoção. “Você foi ótimo. Vamos, Eric, levanta.” Ela tenta ajudá-lo, mas o cara não se move.

Dou um passo à frente.

Os olhos de Eric se arregalam de medo. “Quem é esse?”, ele pergunta. “Você não chamou a polícia, chamou? Achei que…”

“Não chamei”, ela o assegura. “É só um amigo, está bem? Ele veio dirigindo, porque não tenho carro, e concordou em te levar pra casa. Agora deixa a gente te ajudar.”

Acho que Eric vai obedecer, mas então seus olham focam em alguém atrás de mim. Brooks não podia ter aparecido em momento pior.

“Quem é esse?”, Eric grita, em pânico. Seus olhos, as enormes pupilas, se alternam velozes entre mim e Brooks. “Eles vão me levar, não vão? Não vou pra porra da reabilitação, Brenna! Não preciso!”

“Só vamos te levar pra casa”, Brenna diz, com calma, mas a frustração que nubla seu rosto revela que não se sente nem um pouco calma no momento.

“Jura?”

“Juro.” Ela se inclina e tira uma mecha de cabelo molhado da testa dele. Noto seus dedos trêmulos ao fazê-lo. Não sinto mais ciúme desse cara. Só pena. “Vamos te levar pra casa, tá? Mas precisa deixar meus amigos ajudarem, não consigo fazer isso sozinha.”

Sem dizer nada, estendo a mão na direção do ex de Brenna.

Depois de um instante de hesitação, ele a aceita.

Eu o levanto. Assim que está na vertical, noto que tem mais ou menos minha altura, um metro e oitenta e oito, talvez um pouco mais. Imagino que deva ter sido muito mais forte. Agora é magro. Não um palito, mas certamente não tem o corpo de jogador de hóquei de outrora.

Brooks parece assustado ao examinar Eric. Ele olha na minha direção, e eu vejo a mesma pena que estou sentindo refletida ali. Brooks tira o casaco e se aproxima para colocá-lo nos ombros de Eric.

“Aqui, cara, você precisa se aquecer”, ele murmura, então nós três guiamos o cara tremendo na direção do carro.

“Westlynn fica a dez minutos daqui”, Brenna me diz quando chegamos à Mercedes.

Dessa vez, Brooks vai no banco do passageiro, enquanto Brenna senta atrás com Eric, que fica o trajeto inteiro nos agradecendo por termos vindo. Pelo que capto, ele veio visitar o amigo três dias atrás.

Três dias atrás.

A revelação me faz pensar em todos os programas e documentários sobre usuários de droga. Metanfetamina, em particular, é um vício horrível, porque aparentemente o barato não dura muito. O que faz com que os usuários precisem de mais e mais para ficar ligados. Foi isso que Eric Royce fez: se drogou por setenta e duas horas seguidas. Mas agora está perdido. Deixou a casa do amigo para ir para casa, mas ficou completamente desorientado e acabou caindo nos arbustos de um desconhecido.

E o cara foi a primeira escolha do draft.

Não consigo entender. Num minuto, a pessoa está no topo do mundo. No outro, chega ao fundo do poço. É assustador quão rápido e o quanto alguém pode cair.

“Sabia que você viria”, Eric murmura. “E agora que está aqui talvez possa me emprestar cinquenta dólares e…”

Levanto as sobrancelhas.

“Por essa eu não esperava”, Brooks murmura para mim.

“Não.” O tom cortante dela não convida à discussão. “Não vou te dar dinheiro. Dirigi quase uma hora… não, não dirigi. Arrastei meus amigos na chuva pra cá pra encontrar você, pra ajudar você, e agora vem me pedir dinheiro? E pra comprar droga, que é o motivo de você estar nessa situação? Qual é o seu problema?”

Ele começa a choramingar. “Depois de tudo o que passamos…”

“Exatamente!”, ela estoura, e Brooks e eu nos assustamos com sua veemência. “Depois de tudo o que passamos, não te devo nada. Não te devo porcaria nenhuma, Eric.”

“Mas ainda te amo”, ele sussurra.

“Minha nossa”, Weston deixa escapar.

Refreio um suspiro. Nunca conheci alguém tão patético. Tenho que me forçar a lembrar que o cara é um viciado. Mas, pelo que entendi, ele se recusa a ir para a reabilitação. Ele se recusa a se ajudar.

De qualquer modo, fico aliviado quando chegamos à casa de Eric. “Só preciso falar com a mãe dele antes”, Brenna diz. “Tenho que avisar Louisa.”

Ela desce do carro e corre na direção do sobrado. Tem uma varanda branca, janelas grandes e uma porta vermelha simpática. É difícil imaginar um viciado em metanfetamina morando aqui.

Espero Brenna chegar à porta, então me viro no assento para falar com Eric. “Olha, não sei da sua história com Brenna”, digo, baixo. “Mas essa foi a última vez que você ligou pra ela.”

A confusão toma conta de seus olhos. “Mas tenho que ligar pra ela. Brenna é minha amiga e…”

“Brenna não é sua amiga, cara.” Meu maxilar fica tão tenso que as palavras mal saem. “Você fez ela arriscar a própria vida, dirigindo até aqui na tempestade pra te salvar, então agradeceu pedindo dinheiro pra comprar mais droga. Você não é amigo dela.”

Acho que uma onda de culpa consegue penetrar o barato, porque seus lábios começam a tremer. “Ela é minha amiga”, Eric repete, mas sem tanta convicção quanto antes.

Brenna volta para o carro, acompanhada de uma mulher de cabelo escuro usando um roupão de flanela e galochas. Parece recém-saída da cama.

Ela abre a porta de trás do carro. “Eric, querido, venha. Vamos pra casa.”

Ele consegue se arrastar pelo banco sozinho. Assim que fica de pé, a mãe segura seu braço. “Vamos, querido, vamos entrar.” Ela olha para o banco do motorista. “Obrigada por ter trazido ele.”

Enquanto a mulher guia o filho para casa, Brenna, desolada, olha para Brooks, que está dentro do carro. “Seu casaco”, ela o lembra.

“Eric pode ficar com ele. Eu compro outro.” A resposta revela o quanto quer esquecer toda essa situação.

Não o culpo.

Brenna já está sentada no banco de trás, com o cinto de segurança, quando viro e pergunto: “Hastings?”.

Ela balança a cabeça lentamente, e me assusto quando vislumbro as lágrimas agarradas a seus cílios longos. “Posso dormir na casa de vocês?”