Todos os Nossos Ontens

Cristin Terrill · Capítulo 15 de 40

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Todos os Nossos Ontens

Quinze

 

Marina

Morris vai buscar seu com andante. Com a Polícia do Capitólio, o Serviço Secreto, o FBI e Deus sabe m ais quem envolvido, não faço ideia de quem está liderando a investigação.

— O que foi, querido? — Vivianne pergunta depois de Morris sair.

— Eu só acho que está na hora de term os algum as respostas — Jam es diz, os olhos fixos nos m eus.

Morris volta alguns m inutos depois com o agente Arm ison. Sem dar ao hom em a chance de falar, Jam es diz:

— Quero falar com quem quer que estej a no com ando.

— Sinto m uito, sr. Shaw — o agente Arm ison diz —, m as não acho que sej a possível no m om ento. O diretor assistente Richter está em cam po agora. No entanto, tenho certeza de que podem os trazer alguém do escritório dele para dar um a atualização ao senhor sobre...

— Acho que você não entendeu. — Jam es bem que poderia ser um a estátua de pedra. — Meu irm ão levou um tiro. Eu levei um tiro. O diretor Nolan j anta na m inha casa um a vez por m ês, o j uiz MacMillan esteve na m inha festa de 16 anos e o chefe de equipe da Casa Branca um a vez pegou m eu calção de banho em prestado quando ficou na m inha casa em Martha’s Viney ard. Então, quando eu digo que quero falar com a pessoa no comando, é exatam ente isso que quero dizer. Sugiro que vocês parem de m e tratar com o criança e tragam esse Richter aqui antes que eu pegue o telefone.

Eu o encaro, j á que nunca suspeitei que esse lado de Jam es sequer existisse, e Finn dá um assobio baixinho. Ele não o castiga com o fez com igo quando perdi um pouco a paciência com um a enferm eira, m as talvez sej a porque Jam es está genuinam ente assustador neste m om ento. Quem é essa pessoa?

Vivianne se senta m ais ereta e, de repente, ela é um a advogada coraj osa de novo em vez de um a noiva sofrida.

— Eu tam bém tenho algum as perguntas — ela fala — e im agino que Alice Shaw tam bém tenha. Querem que eu a cham e?

A expressão dura de Arm ison vacila. Mesm o ele não quer se envolver com Alice.

— Vou fazer algum as ligações — ele diz em um tom rápido e claro.

Quando ele sai, o m édico nos diz o que podem os esperar de Nate nas próxim as horas, m as Vivianne é a única que está ouvindo de verdade. Jam es está m e observando e eu estou tentando fingir que não m e im porto, enquanto Finn lança olhares para nós dois.

Connecticut. O único m otivo que Nate teria para cham ar m inha atenção para Connecticut seria a investigação que ele conduziu enquanto esteve lá, o que, se estivesse na j urisdição de Nate, quase teria que ter algum a coisa a ver com a equipe de inteligência. Por que ele m e lem braria disso se não pensasse que tem relação com o tiro que recebeu? Por que essa teria sido sua prim eiríssim a m ensagem , que ele se esforçou tanto para passar, se não fosse im portante?

E por que ligaria Jam es a isso se ele não estivesse em perigo tam bém ?

Pode ser loucura, m as sinto essa verdade dentro de m im . Aquelas pessoas — quem quer que fossem — estavam atirando em Jam es. Vieram atrás de Nate e agora estão vindo atrás dele.

— Marina? — Jam es diz em voz baixa. — Posso falar com você no corredor?

Eu faço que sim com a cabeça. Tenho de tirar Jam es daqui. Se alguém do governo foi responsável por tudo isso, ele não está seguro aqui.

Quando estam os no corredor, Jam es pega a m inha m ão.

— O que ele disse para você?

— Fez sinais — conto. — C-T, Connecticut.

A inform ação significa algum a coisa para ele. Seus olhos com eçam a se m exer depressa pelo corredor da m aneira com o fazem quando ele está se concentrando em algum a coisa. Ele explicou isso para m im certa vez, com o m ovim entos diferentes dos olhos sinalizam que alguém está acessando partes diferentes do cérebro, m as parece que ele está procurando lugares onde suas peças de quebra-cabeça invisíveis se encaixem .

— Acho que tudo isto tem a ver com a investigação na qual ele estava trabalhando durante o feriado — eu continuo.

Jam es franze a sobrancelha.

— Com o você sabia disso?

— Ele m e contou. Na noite em que eu fui até a sua casa.

Deixo de m encionar o que ele disse sobre o com portam ento cada vez m ais estranho de Jam es. Torço os dedos, segurando a m anga dele.

— Acho que tem os de ir, agora.

— Por quê?

— Acho que não deveríam os nos encontrar com ninguém no com ando — digo. — Tenho m edo de que... que...

— Ei, vai ficar tudo bem , m enina. — Jam es encaixa um a m echa de cabelo solta atrás da m inha orelha. — Eu tenho algum as perguntas para esse tal Richter, m as depois vam os descobrir tudo.

— Por favor, não acho que sej a um a boa ideia.

— Vai ficar tudo bem — ele repete. — Confie em m im .

Que escolha eu tenho? Tento ignorar o frio na m inha barriga e digo:

— Certo.

Jam es beij a a m inha testa.

— Não conte a m ais ninguém sobre o Nate ainda, com binado? Vam os voltar para lá.

Faço que sim e o sigo de volta para o quarto do hospital. Vivianne m al repara em nós, está m uito concentrada em Nate, m as Finn diz:

— Está tudo bem ?

— Está — Jam es responde.

— É, está — eu repito.

Finn lança para m im um olhar questionador que eu ignoro.

Meia hora se passa antes de o agente Arm ison reaparecer à porta. Ele diz que o agente no com ando chegou e nos leva até a sala dos funcionários no final do corredor, onde podem os falar com ele em particular. Quando entram os, um hom em surpreendentem ente j ovem — com não m ais de 40 anos — em um terno cinza elegante se levanta para nos cum prim entar.

Jam es dá um a exam inada rápida nele.

— Você é a pessoa no com ando da investigação do tiro no m eu irm ão?

— Sou. — O hom em oferece a m ão para Jam es. — Chris Richter. Soube que quer falar com igo. Vim assim que m e disseram .

Jam es não aperta a m ão dele.

— De que agência você é? Não é do FBI.

Não sei com o ele sabe, m as afirm a com certeza. O tio dele j á foi diretor da CIA e, assim , ele deve reconhecer sinais que eu não reconheço.

Richter sorri.

— Muito astuto. Com o o seu irm ão trabalha no Com itê de Inteligência, pensou-se que alguém com nível de aprovação de segurança m ais alto deveria coordenar a investigação.

— De onde você é, CIA? NSA?

— Trabalho com o DNI.

Não sei o que é, m as Jam es e Vivianne fazem que sim com a cabeça com o se isso respondesse a todas as perguntas deles. Richter se vira para Vivianne.

— Deve ser a srta. Chase. Sinto m uito por conhecê-la em circunstâncias tão terríveis.

Viviane aperta a m ão dele.

— Sr. Richter.

— E esses são?

— Meus am igos — Jam es diz.

— Talvez eles queiram esperar lá fora enquanto conversam os?

— Prefiro que eles fiquem .

Richter sorri.

— Com o quiser, sr. Shaw. Agora, com o posso aj udá-lo?

Nós nos acom odam os em cadeiras de plástico da pequena m esa de j antar da sala de funcionários, Chris Richter de um lado e nós quatro do outro.

— Então, você acha que o tiro em Nate tem relação com seu trabalho no Com itê de Inteligência? — Jam es pergunta.

— Estam os explorando essa possibilidade.

Dou um a boa olhada em Richter. Se há um a habilidade que aprendi com m inha m ãe foi avaliar alguém com um olhar rápido. Reparei na qualidade do terno dele no m om ento em que ele entrou, m as, m ais de perto, tenho um a ideia m elhor. Não apenas ele não é do tipo padrão da Men’s Wearhouse preferido pela m aioria dos funcionários do governo, m as é personalizado e caro, m esm o para um hom em da posição dele. Seu corte de cabelo é preciso, feito recentem ente, e as m ãos são quadradas e fortes, m as não m altratadas. Ele não usa nenhum a j oia, nem aliança, nem m esm o relógio. Tem boa postura e seu sorriso é caloroso e genuíno.

Não gosto dele instantaneam ente.

— Estou feliz por você ter pedido para m e ver — Richter diz. — Isso m e dá a oportunidade de dizer pessoalm ente que determ inam os que o incidente ocorrido aqui na noite passada não teve nada a ver com o tiro no seu irm ão.

Vivianne suspira de alívio e esfrega um a m ão pelo om bro de Jam es, m as ele franze as sobrancelhas.

— Com base no quê?

Richter inclina-se para a frente.

— Eu não devia m esm o estar contando isso para o senhor, m as sei com o pode ser frustrante ser m antido de fora da j ogada quando sua vida está no centro da situação. Tem os im agens de câm eras de segurança das pessoas que atiraram no senhor na noite passada...

Bem com o Finn disse que aconteceria. Agora, vão saber que eu não estava inventando coisas.

— Pessoas? — falo. — Então havia mesmo duas delas?

Richter volta a atenção para m im pela prim eira vez e há um toque de avaliação no olhar que m e irrita. Talvez ele vej a a sem elhança com a m enina que atirou em Jam es.

— Isso m esm o — Richter diz. — Dois garotos, os dois com cerca de 12 ou 13 anos.

— O quê? — Eu faço que não com a cabeça. — Isso não está certo...

— Nossos técnicos estão trabalhando em refinar as im agens agora m esm o — Richter continua, com o se eu não tivesse falado —, m as parece bem claro que foi um caso de atividade de gangues. Nada a ver com o senhor, sr. Shaw, apenas um a coincidência infeliz.

Mentiroso. Minhas m ãos úm idas se fecham em punhos em baixo da m esa.

— Tem certeza? — Jam es pergunta.

Ele olha entre m im e Richter, um a ruga fina m arcando sua testa, m as não consigo perceber em quem ele acredita.

— Muita certeza. No entanto, só por garantia, a Polícia do Capitólio vai continuar de olho no senhor. Espero que não ache isso inconveniente.

— De form a algum a — Vivianne diz. — Nós agradecem os.

— É claro. Querem os fazer tudo o que puderm os para garantir que Jam es fique seguro — Richter com enta. — Agora, tenho certeza de que vocês têm m uitas perguntas.

— Sim . — Jam es j unta as m ãos em frente a si na m esa, e as pontas dos dedos estão verm elhas por ele tê-los apertado tanto. — Quero saber com o diabos um atirador conseguiu entrar no salão de baile do Mandarin.

Richter m al pisca.

— É algo que estam os investigando.

— Investigando? — Jam es diz. — Houve um a violação enorm e da segurança do vice-presidente, e vocês ainda nem sabem onde aconteceu o problem a?

— Jam es, querido. — Vivianne coloca a m ão sobre a dele, m as ele a afasta.

Enquanto isso, Richter ficou tenso, e o sorriso casual sum iu do seu rosto.

— Entendo sua frustração, sr. Shaw, m as tem o que eu não possa entrar em detalhes com o senhor. No entanto, posso garantir que o Serviço Secreto fez tudo que devia fazer.

— É óbvio que não — Jam es diz —, ou m eu irm ão não teria um a m áquina respirando por ele. E quanto às câm eras de segurança do Mandarin? Vocês conseguiram algum a im agem do atirador feita por elas?

— Infelizm ente, as câm eras relevantes não estavam funcionando no m om ento do...

À m inha esquerda, Finn bufa.

— E isso não é suspeito? — Jam es pergunta. — É óbvio que o atirador teve aj uda de alguém de dentro. Estão investigando isso?

— Jam es, por favor! — Vivianne fala. — Sr. Richter, eu sinto m uitíssim o.

— Não tem o m enor problem a. Entendo que os ânim os estej am exaltados. Tem os várias pistas consistentes, sr. Shaw, e garanto que estam os fazendo tudo o que podem os. — Richter se levanta e coloca a m ão dentro da carteira. — Infelizm ente, preciso voltar agora. Aqui está o m eu cartão. Por favor, fiquem à vontade para m e ligar a qualquer m om ento. Manterei contato. Sr. Shaw, srta. Chase.

Assim que Richter sai, Jam es am assa os cartões de visitas e os j oga pela sala.

— No que você estava pensando? — Vivianne diz. — Nunca vi você agir assim antes.

— Não faz sentido um atirador ter conseguido entrar no salão de baile por aquela saída de serviço. — Jam es fica em pé e com eça a andar de um a parede a outra. Nate certa vez m e disse que tinham de trocar o carpete do quarto dele a cada dois anos porque ele o desgastava. — O lugar estava lotado de agentes do Serviço Secreto. Não tem chance de a entrada estar desprotegida assim .

— Então, o que você está dizendo? — Finn pergunta.

Jam es para.

— Acho que alguém do Serviço Secreto estava envolvido.

— O quê? — Vivianne diz. — Jam es, isso é...

— De que outra form a o atirador teria chegado tão perto de Nate e do vice-presidente? — Jam es questiona. — De que outra form a todas aquelas portas que saem do corredor de serviço estariam destrancadas quando deveriam estar protegidas? De que outra form a o atirador teria escapado sem aparecer em um a única gravação? Nada m ais pode j ustificar tudo isso.

— Mas o diretor assistente Richter... — Vivianne com eça.

— Richter está defendendo o rabo do governo — Jam es diz. — Por que outro m otivo ele nem quis levar em consideração a possibilidade de conspiração? Não. Eu não confio nele, por isso não posso contar a ele o que o Nate disse para a Marina.

— O quê? — Os olhos de Vivianne se arregalam , e ela agarra m inha m ão. — Ele falou com você? O que ele disse?

Olho para Jam es e ele faz que sim com a cabeça.

— Tudo bem .

— Enquanto todos estavam fora do quarto — eu conto, toda a atenção de repente em m im —, Nate fez sinais de algum as palavras para m im . Air, que eu não entendo, e CT. Connecticut.

Vivianne parece se encolher.

— O que isso significa?

— Nate ficou enfiado no escritório durante dias enquanto estávam os em Connecticut — Jam es fala. — Norm alm ente, ele passa as férias indo a eventos e cum prim entando pessoas, m as estava trabalhando em algum a coisa sobre a qual não m e contava.

— Na noite em que vocês voltaram para casa — eu digo —, ele m e disse que tinha investigado algum a coisa. Ele falou algum a coisa para você sobre isso, Vivianne?

Ela cobre os olhos com a m ão.

— Não. Não falou.

Então, por que ele contaria para m im , a m enina da casa vizinha, e não para a própria noiva? O único m otivo em que consigo pensar é porque eu passo m ais tem po com Jam es. Se isso tiver m esm o algo a ver com ele, eu tinha a m elhor condição de reparar nas m udanças de que Nate m e alertou.

— Eu acho que, talvez... — Respiro fundo. — Eu acho que, talvez, qualquer que sej a a coisa em que Nate estava trabalhando, ela tem algo a ver com o m otivo de ele ter levado um tiro.

— Com o se ele estivesse chegando m uito perto de descobrir algum a coisa — Jam es diz.

— Parem com isso! — Vivianne fica em pé. — Vocês dois! Isto não é um livro de espionagem . Isto é a vida real, e Nate está morrendo!

A voz dela se eleva de um j eito histérico no final da frase, e eu m e sinto com o se tivesse levado um tapa na cara. O golpe m e faz recuar um passo.

— Sinto m uito — eu sussurro e olho de verdade para Vivianne.

Sua pele está sem cor e os olhos estão m arcados de verm elho. Percebo que ela ficou aqui a noite toda, lidando com Alice e os outros, observando o hom em que am a lutar pela vida sem dorm ir e sem ter apoio. De repente, percebo quão desgastada ela está.

— Ele não está m orrendo, Viv — Jam es fala, form al. — Não está, então nem fale isso.

Vivianne suspira.

— Acho que pensar não vai trazer um a solução para esta situação, querido. Você precisa aproveitar o tem po que tem com Nate enquanto ainda pode, em vez de gastar energia nessas teorias loucas de conspiração. — Ela encolhe os om bros, devagar, com o se o peso das preocupações tornasse difícil se m exer. — Quem se im porta com o que ele pode ou não ter dito se ele nunca m ais acordar?

A voz de Jam es está tensa e baixa.

— Nate se im portaria. Em especial se ele nunca m ais acordar.

O lábio inferior de Vivianne trem e e ela aperta a m ão contra a boca para esconder. Lágrim as estão enchendo seus olhos, m as ela se recusa a deixá-las caírem . Eu quero desaparecer. Finn e eu não deveríam os estar aqui vendo isso; é m uito pessoal e forte. Não devia ter sido com igo que Nate se com unicou. Devia ter sido Jam es ou Vivianne, e ele devia ter-lhes dito que os am ava. Minha culpa por ser a pessoa que por acaso estava no quarto de repente é sufocante.

— Por que você não dorm e um pouco, Vivianne? — Finn diz com delicadeza, dando um passo em direção a ela. — As enferm eiras devem conseguir m ontar um a cam a para você. Quer que eu vá perguntar a elas?

Vivianne engole em seco e, quando fala, sua voz está cheia de em oção.

— Sim . Obrigada.

Finn a leva para fora da sala, e Jam es os observa sair.

— Acho que nunca vi a Viv chorar — ele conta.

A sala fica em silêncio sem eles. Jam es inclina-se para trás, encostando no balcão, e balança um pouco a cadeira, passando os dedos sobre os lábios sem parar enquanto pensa. Eu puxo bolinhas de lã da m inha m alha e tento não deixar o silêncio m e derrubar.

— Não sei o que fazer — Jam es diz de repente. — Talvez a Viv tenha razão e eu estej a sendo irracional, m as... Marina, o que eu devo fazer?

— Não sei — sussurro.

Inútil.

Finn volta.

— Viv está dorm indo. Ela estava exausta. Ela queria que eu dissesse a você que não teve intenção de falar aquilo.

Jam es faz que sim com a cabeça, m as não tenho certeza se acredita nele. Sei que eu não acredito. Vivianne falou sério em cada palavra, m as ela estava errada. Nate m e disse o que m e disse porque era im portante para ele que nós soubéssem os.

— Acho que devem os voltar para a sala de espera e a prim a Alice — Jam es diz.

Finn e eu o seguim os para o corredor, e eu digo, hesitante:

— E quanto ao Richter e o Serviço Secreto? E quanto a Connecticut?

Jam es parece dividido.

— Eu... Eu vou ligar para o Bob Nolan. Pedir que ele investigue.

Finn ergue um a sobrancelha.

— O diretor do FBI? Com o vocês dois são tão am igos?

— Ele estudou em Princeton com o m eu pai.

— Jam es. — Eu pego o pulso dele e o faço parar antes de entrar na sala de espera. — Sei que é um m om ento terrível, m as acho que nós deveríam os ir para Connecticut e descobrir no que o Nate estava trabalhando. Hoj e.

— O quê? — Finn pergunta.

— Sei que parece loucura — falo —, m as não podem os confiar em m ais ninguém para fazer isso. Nem m esm o o Bob Nolan. E se você estiver certo e Richter estiver envolvido em acobertar algum a coisa? Se ele vasculhar a casa antes, pode destruir evidências que apontem para a pessoa responsável.

Jam es olha para trás na direção do quarto de Nate.

— Mas o que a Viv disse... Não posso sair daqui agora.

— Quanto tem po de viagem de carro? — questiono. — Nova York fica a apenas quatro ou cinco horas e Greenwich não pode ser m uito m ais longe. A Vivianne m al estará acordada quando voltarm os.

— Marina — Finn diz em tom de reprovação. — Ele quer ficar com o irm ão.

— Eu sei, e norm alm ente eu não pediria que você saia, m as... — Eu paro. — Jam es, tenho m edo de que as pessoas que atiraram no Nate possam querer m achucar você tam bém . Não acredito nem por um segundo que o que aconteceu no estacionam ento ontem à noite foi um tiroteio de gangue. Tem os de descobrir quem eram e com o detê-los.

— Se isso for verdade, você devia sim plesm ente contar à polícia — Finn afirm a.

— Eles não acreditariam em m im ! — declaro. — E, de qualquer form a, não confio neles para protegerem o Jam es.

— O que faz você pensar que alguém está atrás de m im ? — Jam es pergunta.

— Você levou um tiro! E o Richter está m entindo sobre quem fez isso, eu sei que está.

Finn solta um gem ido.

— Isso de novo não, M.

— Cale a boca, Finn! Eu sei o que eu vi! — retruco. — Jam es, por favor. O Nate m e pediu que eu cuidasse de você. Ele disse que a investigação dele tinha algum a coisa a ver com você.

— Ele disse isso?

As rugas de preocupação na testa de Jam es ficam m ais fundas.

Basicam ente.

— Sim .

Jam es olha de volta para o quarto de Nate e, depois, para a sala de espera, onde Alice, Aaron, Julia e o tio Perry estão sentados em silêncio.

— Certo, vam os nessa — ele diz. — É o que o Nate quer, e isso basta para m im . Mas não posso ir com o Morris e o Spitzer no m eu pé, então, vam os ter de despistá-los.

— Você sabe que isso é loucura, certo? — Finn pergunta.

— Talvez, m as não posso fazer nada pelo Nate aqui — Jam es responde. — Talvez eu possa aj udá-lo lá.

— E se alguém estiver m esm o tentando m atar você? — Finn questiona. — Você realm ente acha que agora é a hora de dispensar sua proteção?

— E se eles não forem confiáveis? — falo. — Vam os dirigir direto até lá e voltar, e só vam os sair na casa de Connecticut, que é m ais segura do que quase qualquer outro lugar.

Finn suspira.

— Certo, m as eu vou. Vocês dois estão agindo com o m alucos e não confio em vocês por aí sozinhos.

Eu estreito os olhos para ele.

— Certo.

— Com binado — Jam es fala, tirando as chaves do seu carro do bolso. — Vam os fazer o seguinte.