Todos os Nossos Ontens
Trinta e Dois
TRINTA E
DOIS
Em
Finn vai roubar um segundo carro para poder alcançar Marina e a versão m ais nova dele, deixando-m e com o Chevrolet. O autom óvel dá um solavanco em baixo de m im conform e eu aperto o acelerador e, depois, o breque. Jam es e Richter estão com um a vantagem enorm e em relação a m im , e a chance de eu encontrá-los é extrem am ente pequena. Minha única esperança é eles terem virado na Fourteenth Street, a principal via saindo do centro até outras partes da Virgínia, porque estavam saindo de Washington.
Eu dirij o em um a velocidade m uito perigosa, acelerando o carro até 80 km /h pelo centro lotado quando há um a brecha no trânsito, desviando de veículos lentos e passando depressa em faróis verm elhos. Minhas m ãos trem em contra o volante e estou convencida de que, a qualquer segundo, vou bater em algo ou alguém .
Observo os outros carros enquanto dirij o, procurando o sedan prateado de Richter em m eio ao tráfego. Vej o um Lexus prata parado em um sem áforo, em frente a m im . Richter estava dirigindo um Lexus, não estava? Eu costuro por quatro faixas de trânsito em direção a ele, m as então tenho um vislum bre de cabelo loiro e óculos escuros grandes dem ais em um espelho lateral.
Não há chance de encontrá-los.
Fico na Fourteenth Street, j á que ela m e leva para fora de Washington, em direção ao Pentágono. Há carros prateados por toda a m inha volta. Deve haver m ais carros prateados no m undo do que de qualquer outra cor. Passo depressa por eles, olhando os ocupantes sem esperança real de encontrar quem estou procurando.
Depois, os carros em volta de m im dim inuem a velocidade e param . Pela prim eira vez na vida, eu agradeço a Deus pelo trânsito em Washington. Eu desvio para o acostam ento e com eço a dirigir, devagar, passando os olhos pelos carros que estão presos nas pistas de verdade. Se eles vieram nesta direção, talvez eu possa encontrá-los.
O tráfego está intenso e devagar por quilôm etros. Eu dirigi 3 ou 5 quilôm etros pelo acostam ento quando vej o um Lexus prateado à frente, na pista esquerda m ais distante. Dim inuo a velocidade até ficar m uito lenta conform e m e aproxim o dele, em bora haj a três faixas de carros entre nós, caso um dos ocupantes m e vej a. Aperto os olhos para olhar pela j anela conform e m e aproxim o, e m inha respiração fica presa.
Eu reconheceria aquele perfil em qualquer lugar. É Jam es no banco do passageiro.
E agora? Eu não esperava de verdade encontrá-los e, assim , não planej ei tanto. Mas acho que na realidade só há um plano. Matá-lo antes de o doutor chegar a Marina. Custe o que custar.
Eu ligo a seta e volto devagar para a pista da direita do trânsito. Queria ter tido notícias de Finn; ele deveria ter alcançado Marina a esta altura e m e ligado para dizer que ela está segura. Manobro o Chevrolet até ficar a duas pistas deles e vários carros atrás, e sigo-os devagar pela Fourteenth Street e para a saída em direção a Pentagon City.
Pentagon City é com o um m inicentro da cidade, cheia de arranha-céus e prédios enorm es que abrigam em presas de consultoria do governo e defensores privados. Sigo Richter pelas ruas e observo de um sem áforo quando ele vira o carro para o estacionam ento subterrâneo de um prédio de escritórios não identificado, entre dois com plexos de apartam entos luxuosos. A única coisa que cham a m inha atenção no lugar é que um hom em de terno está em pé ao lado do balcão na entrada da garagem .
Já vi m uitos m anobristas na vida, e m esm o os valets do restaurante preferido da m inha m ãe em Los Angeles — os que pegam as chaves dos Bentley s e Aston Martins das estrelas de cinem a — nunca usam ternos.
Estaciono o Chevrolet em um a área de parada proibida um a rua à frente e saio. Verifico m eu celular para ver se há um a ligação de Finn — nada — e enfio a arm a dentro do m eu cinto, deixando a bolsa com o resto das nossas coisas no banco de trás. Não espero voltar a ver este carro. Custe o que custar, vou encontrar Jam es dentro daquele prédio com ercial e acabar com isso.
É claro que não posso sim plesm ente entrar. De algum a form a, com o j eans e o agasalho de capuz, preciso parecer que m e encaixo naquele prédio elegante por tem po suficiente para encontrá-los sem cham ar atenção. Finn saberia com o fazer isso. Tento pensar com o ele e, im ediatam ente, m eus olhos vão para a pizzaria do outro lado da rua.
Eu saio da Little Rom eo alguns m inutos depois com um a pequena pizza de queij o — que, m esm o no m eu estado, não posso deixar de notar que tem um cheiro divino — e um a garrafa de Coca-Cola. Ando na direção do escritório, praticando m inha expressão casual enquanto isso, o que é difícil de fazer quando o coração está tão disparado. Mas preciso perm anecer calm a, lógica. É a única m aneira de poder aj udar Marina.
Do lado de fora do prédio, há um quadro de latão listando os escritórios lá dentro: Sheen and Goldberg Dentistry, Republic Gas and Petroleum , algum as em presas de advocacia e algo cham ado Associated Institutes of Research. AIR. O nom e desperta um alarm e distante na m inha m em ória. Rina, um a das pessoas que foram levadas conosco da casa em West Virginia, tinha trabalhado na inteligência antes de o m undo ficar louco. Ela costum ava nos contar tudo sobre as organizações que atuavam com o grupos de cobertura para diferentes agências de inteligência, e tenho certeza de que m encionou o AIR. Eu apostaria m inha vida que os Associated Institutes of Research são, na verdade, a SIA, e que Jam es e Richter estão lá dentro.
O que é bom , j á que é isso que estou fazendo, basicam ente.
Respiro fundo e abro a porta de vidro para o lobby. Já entrei em lugares onde não deveria estar dezenas de vezes e sei que a chave é proj etar confiança. Se você parecer estar no lugar certo, as pessoas presum em que você está. Faço um aceno com a cabeça para o guarda atrás do balcão da recepção, levantando a pizza com o se para indicar que estou aqui para fazer um a entrega.
— Aonde você vai? — o guarda pergunta, levantando-se da cadeira.
Olho para o m eu recibo.
— Sheen and Goldberg Dentistry ? Estou procurando a Marcy.
— Quarto andar — ele diz, em purrando um a prancheta para m im . — Você precisa assinar.
— Sem problem as. — Eu rabisco Elizabeth Bennet na página de assinaturas. Esta é toda a segurança aqui? Está óbvio que a SIA decidiu se esconder bem à vista. — Cuide-se.
— Você tam bém .
Enquanto espero pelo elevador, olho para a lista exibida na parede. Os Associated Institutes of Research ocupam todo o últim o piso neste prédio de 24 andares. Depois de entrar no elevador, aperto o botão para o 24. Nada acontece. As portas continuam abertas e o botão perm anece apagado. Eu aperto de novo, com m ais força. Para o m eu alívio, as portas se fecham , m as o elevador continua parado. Agora, só estou parada aqui com o um a idiota. É quando percebo o leitor de cartão enfiado do lado do painel do telefone de em ergência. Bem , é claro. Mesm o que eles estej am se escondendo bem à vista, não podem sim plesm ente deixar que qualquer um posando com um a pizza ganhe acesso ao andar.
Hora de um novo plano.
Fico parada no elevador im óvel por vários m inutos, revirando m eu cérebro em busca de um a solução. Mesm o que eu chegue ao 24º andar, sem dúvida haverá guardas e todo tipo de m edidas de segurança extras. A chance de eu chegar até Jam es talvez nem exista. Preciso de um plano que m e leve para perto dele.
Durante todo o tem po, um pequeno relógio faz tique-taque no fundo da m inha m ente, lem brando-m e de que cada m om ento que m e atraso é um em que o doutor pode estar fazendo coisas im pronunciáveis com Marina, sua m aneira perversa de se vingar de m im . Dou um a olhada no m eu telefone e tento calcular quantos m inutos se passaram desde que Finn e eu nos separam os. Ele deveria tê-la alcançado a esta altura. Eu deveria ter tido notícias dele.
Por fim , com o m elhor plano que consegui bolar, aperto o botão para o 23º andar e cruzo os dedos conform e o elevador com eça a se m over.
As portas se abrem para um balcão de recepção com um letreiro de vidro acim a que declara ser o escritório de advocacia de Halden, Hewes e Stein.
Lem bro-m e depressa do que Finn m e ensinou sobre com o conseguir o que você quer das pessoas: preste atenção nelas, descubra o que elas querem e do que têm m edo. A recepcionista é tão j ovem que provavelm ente não tem experiência e é um pouco insegura. Ela está usando um a blusa estam pada de flores grandes rosa-vivas, então, não é afeita a regras. Preciso ser alguém que ela não vai achar intim idadora, alguém com quem vai se solidarizar e, depois, esquecer.
Conform e saio do elevador, invoco o que espero que sej a um sorriso doce e idiota.
— Espere, por favor — ela diz quando m e aproxim o, apertando um botão na base do telefone e m e virando um sorriso aberto. — Posso aj udar?
— Eu vim trazer o j antar para o m eu pai. — Faço um gesto para a pizza. — Ele vai trabalhar até tarde hoj e.
— Quem é o seu pai?
— O sr. Hewes.
Santo Deus, que Hewes sej a um hom em .
— Deixe-m e ligar para ele e avisar que você está aqui.
— Ah, por favor, não! — Eu m e inclino na direção dela, com o se estivéssem os com partilhando segredos. — Ele não sabe que eu voltei para casa da faculdade. Quero fazer um a surpresa.
Ela parece indecisa. Provavelm ente tem de ligar para os funcionários quando eles têm visita, m as, com sorte, ainda está intim idada pelos sócios e não quer falar com o sr. Hewes m ais do que o necessário. Por fim , ela sorri.
— Certo, então. Tenho certeza de que ele ficará m uito feliz em ver você. Sabe onde fica o escritório dele?
Eu aponto para a m inha esquerda.
— Para este lado, certo?
— Isso. Tenha um a boa tarde!
Eu ando por um corredor e, assim que estou fora da vista da recepcionista, largo a pizza e a Coca-Cola em um cubículo vazio. Elas só vão m e atrapalhar e m e fazer cham ar m ais atenção agora. Ando depressa pelo escritório, tentando proj etar um ar de quem está no lugar certo e é m uito ocupada e im portante para ser incom odada, e, de algum a form a, funciona. Apesar dos j eans batidos e do cabelo que não é lavado há dias, ninguém dessa em presa de alta classe de Washington diz um a palavra sobre m inha estranha presença. Eu rondo o perím etro do andar, m antendo-m e nos cantos, e, depois de vários m inutos, encontro o que estou procurando.
A escada.
Entro abaixada nela, que é feita de concreto com corrim ões de m etal e os núm eros dos andares pintados de preto em cada patam ar. Subo até o 24º andar sem fazer barulho com os pés e paro em frente à porta. Com o eu suspeitava, há um painel para cartão de entrada ao lado dela e sabe-se lá o quê esperando lá dentro. Subo as escadas até o patam ar acim a, a entrada para o telhado. Está trancada, m as não m e im porto com isso. Espio por cim a do corrim ão a porta do 24º andar, avaliando o ângulo e a distância. É possível. Presum indo que cem outras coisas das quais eu dependo não deem errado.
Verifico m eu telefone de novo enquanto corro de volta para o escritório de advocacia. Ainda nada. Algo deu errado, eu sei. Ainda estou aqui, então Marina está viva, m as não sei por quanto tem po m ais isso vai durar. Preciso chegar até Jam es antes de ele chegar até ela.
Encontro o banheiro fem inino em um corredorzinho isolado perto da escada. Há um a grossa vela com arom a de biscoito doce ao lado da pia, e eu cruzo os dedos de um a das m ãos e a agarro com a outra. Um isqueiro barato de plástico está atrás dela, o que deve ser a prim eira situação de boa sorte que tenho. Eu o aperto na m ão.
— Vam os, Finn — eu sussurro. — Depressa.
Estive no escritório do m eu pai certa vez quando o alarm e de incêndio disparou. Alguém o silenciou quase im ediatam ente e todos à nossa volta continuaram trabalhando sem nem levantar os olhos. Papai explicou que sem pre m andavam guardas verificarem a área onde o incêndio supostam ente estaria acontecendo, porque havia m uitos alarm es falsos. Algo tão pequeno com o um pouquinho de poeira que entre em um dos detectores pode disparar o alarm e. Apenas se os guardas encontrassem um incêndio, eles ligariam o alarm e de novo e evacuariam todos.
Assim , para que isso funcione, tem de ser um incêndio de verdade.
Encontro um arm ário de m ateriais em frente ao banheiro fem inino. Está cheio de papel higiênico, toalhas de m ãos e pilhas de papel para im pressora. Eu rasgo o plástico que em bala m ais de um a dúzia de rolos de papel higiênico sem nem m e im portar em verificar se alguém está vindo. Não há tem po para isso agora.
O rolo de papel pega fogo no m esm o instante quando aproxim o o isqueiro dele. Coloco fogo em m ais alguns e os ponho em cim a do papel para im pressora. Deixo a porta do arm ário um pouquinho aberta para dar oxigênio ao fogo e garantir que a fum aça ache cam inho para um detector logo. Corro de volta para a escada e subo até o patam ar do telhado, tirando a arm a do m eu cinto e verificando se a trava de segurança está solta.
Depois, eu espero, o latej ar doentio na cabeça parecendo m inha pulsação, contando os m om entos até o fim . Com sorte, m eu fim e não o de Marina.
Os prim eiros resm ungos do alarm e de incêndio duram m enos de 20 segundos antes de silenciarem -se. Assim com o no escritório do m eu pai. Conto os segundos. Por quase um m inuto, há silêncio e, então, o alarm e volta, m ais alto e perfurante do que antes. Im ediatam ente ouço o efeito que ele tem . Há passos por toda a m inha volta, e as portas para a escada abrem em todos os andares abaixo, vozes se derram ando, centenas de pares de sapatos contra o concreto ecoando e aum entando. Espio pelo canto do corrim ão o patam ar do 24º andar. Um hom em de terno preto, com o o que eu vi na entrada do estacionam ento, está segurando a porta aberta e fazendo as pessoas saírem .
— Não se apressem — ele diz conform e os funcionários passam . — Não deve ser nada. Nosso ponto de encontro é em frente ao banco da esquina.
Eu observo cada rosto que passa em baixo de m im . Sem dúvida há várias escadas de saída, m as, se Richter e Jam es por acaso vierem por esta, posso acabar com isso agora m esm o.
Depois de um ou dois m inutos, o fluxo regular de hom ens e m ulheres dim inui. Eles devem ter ido por outra saída. Terei de ir até o banco na esquina. Será m ais difícil atirar em Jam es em um grande grupo de pessoas, ainda por cim a oficiais da inteligência, m as eu consigo.
Então, um hom em aparece na escada e, m esm o antes de ver o rosto, eu reconheço Chris Richter.
— Você viu um m enino vir por aqui? — ele pergunta ao guarda. — Dezessete anos, alto, cabelos escuros?
Eu agarro o cabo da arm a, que de repente está escorregadia na m inha m ão. Eles não estão j untos?
O guarda faz que não com a cabeça.
— Deve ter descido por um a das outras escadas.
— Preciso ir verificar...
Richter vira-se de volta para o escritório, m as a m ão do guarda no seu om bro o faz parar.
— Sinto m uito, senhor, m as precisa sair agora. É o procedim ento.
— Mas pode ter um garoto sozinho lá dentro — Richter diz, com o se ele se im portasse com Jam es.
— Hoskins e Grant estão vasculhando o andar. Se alguém estiver lá, eles vão tirar.
Richter solta um palavrão e vej o a batalha interior em seu rosto. Se Jam es ainda estiver no prédio, ele precisa encontrá-lo. Mas, se ele saiu por outra escada, precisa alcançá-lo depressa.
— Você m e avisa assim que colocar os olhos nele, entendeu? — ele fala com grosseria.
— Sim , senhor.
Richter desce a escada correndo, enquanto o guarda leva a m ão à boca, falando no rádio:
— Tudo lim po, Hoskins?... Entendido. Vou fechar a porta sudeste. Mancini, você j á pode fechar a porta nordeste. A gente se vê no banco.
O guarda baixa o rádio e com eça a descer os 24 lances de escada, deixando a porta para o seu andar com eçando a se fechar atrás dele. Eu aj o por instinto, arrancando m eu agasalho, inclinando-m e sobre o corrim ão e j ogando-o. Minha sorte continua. O agasalho cai na soleira da porta e interrom pe seu progresso, deixando um a brecha de 5 centím etros. Se Jam es se separou de Richter, deve ser porque ele queria. Algo m e diz que ele ainda está dentro do Associated Institutes of Research.
Assim que m eus ouvidos não captam m ais os passos do guarda, desço desaj eitadam ente do patam ar do telhado e entro no 24º andar, fechando a porta suavem ente atrás de m im . Tudo, m enos a luz verm elha de em ergência, está apagado, o que faz o escritório parecer hostil e sinistro. Passo pelo detector de m etal do lado de dentro da porta, disparando outro alarm e que se j unta ao caos sonoro, e tenho um m om ento de dúvida ao rastej ar m ais para dentro do escritório. Estou deixando Jam es escapar de novo? Talvez eu devesse estar correndo pela escada até o ponto de encontro do escritório para encontrá-lo. Mas tenho um a intuição incôm oda de que ele ainda está aqui. O fato de Richter tê-lo perdido, para com eço de conversa, e estar frenético para encontrá-lo m e faz pensar que algo deve ter acontecido entre eles. Brigaram ? Richter disse a Jam es algo que ele não estava pronto para ouvir?
Posso estar fazendo um a tentativa desesperada, m as acho que não. Se Jam es estiver chateado, sei m elhor do que qualquer um o quanto ele gosta de se esconder.
Corro pelo escritório, a arm a baixa em frente a m im . Espio em cubículos e salas de conferência trancadas através dos painéis de vidro, m as não tenho tem po de fazer um a busca com pleta. Há um a centena de lugares onde ele pode estar escondido, m as a ansiedade dentro de m im está crescendo a cada segundo que Finn não liga para dizer que Marina está segura. Preciso encontrar Jam es agora e, por sorte, acho que sei aonde ele foi. O m esm o lugar onde costum ava se esconder na Sidwell quando as coisas ficavam intensas dem ais para ele.
O alarm e fica em silêncio conform e entro no banheiro m asculino, o que provavelm ente significa que os bom beiros estão em algum lugar abaixo de m im . Abro a porta do banheiro com o pé, m antendo as m ãos apertadas em volta da arm a. Parece vazio. Abaixo-m e para olhar por baixo das cabines, que tam bém parecem vazias. Chuto a prim eira para abri-la. A porta de m etal atinge a parede divisória com um baque; não há ninguém dentro. Passo para a seguinte, m as, antes de poder chutá-la...
— Aqui — Jam es diz.
A porta da últim a cabine é aberta, revelando Jam es sentado de pernas cruzadas sobre o vaso sanitário.
— Sabia que você m e encontraria — ele diz. — Preciso falar com você.