Todos os Nossos Ontens

Cristin Terrill · Capítulo 28 de 40

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Todos os Nossos Ontens

Vinte e Oito

VINTE E

OITO

 

Em

Chris Richter está dentro daquele restaurante com Marina. Algum a versão anterior m inha pôde m atá-lo, e eu queria que tivesse sido eu. Se eu estivesse m irando um a arm a de fogo nele, nunca teria hesitado.

A náusea fica dem ais para m im e, no com eço, acho que é de m edo, m as, então, sou puxada do presente, voando e caindo e sem conseguir gritar.

Estou na m inha cela. O diretor está parado acim a de m im , sem paletó e com as m ãos nos bolsos.

— Onde estão os docum entos? — ele pergunta.

Eu toco com a língua m eu lábio inchado, que tem gosto de ferro e sal.

— Vai para o inferno.

Ele faz um aceno com a cabeça para um j ovem de uniform e ao seu lado, e o soldado m e golpeia de novo. Um a agonia fervente explode pela m inha cabeça, deixando m inha visão enegrecida.

O diretor se agacha em frente a m im , estudando m eu rosto. Eu o encaro através de um olho, o outro j á fechado pelo inchaço. Ele não pode achar de verdade que isto vai funcionar, não é? Já m e fizeram passar por situações m uito piores do que um espancam ento, e eu não falei.

Não. Ele deve gostar disso.

— Suponho que você ache que os docum entos são a sua carta na m anga — ele diz, a voz suave e com um pouco de pena. — Que eu não posso deixar nada acontecer com você até descobrir o que você fez com eles.

Eu ergo o queixo.

— Você não gostaria que eles caíssem nas m ãos erradas. Que diabos, os chineses poderiam estar construindo um rival para Cassandra agora m esm o.

O soldado bate em m im de novo, na barriga desta vez, e não consigo conter a lam entação tossida que escapa de m im . Na cela ao lado, Finn berra o m eu nom e, o som dos seus punhos contra a porta de m etal ecoando pelo corredor.

— Foi um plano decente para um a m enininha boba — o diretor diz —, m as estou com eçando a achar que você não faz ideia de onde esses docum entos estão e não vou deixar que j ogue esse j ogo com igo por m uito m ais tem po. O m aior erro que com eteu, srta. Marchetti, foi exagerar imensamente a sua avaliação da im portância que eu dou para você ou para os chineses ou até para nosso bom am igo dr. Shaw. Eu poderia m atá-la a qualquer m om ento e não voltar a pensar nisso. O único m otivo de eu tê-la deixado viver tanto era você ser um a ferram enta útil para garantir que o Jam es não se desviasse da nossa m issão, m as não preciso m ais m e preocupar com isso.

Eu m e esforço para m anter m inha m áscara dura e inexpressiva. A arm a m ais poderosa do diretor sem pre foi essa m arca particular de sinceridade brutal. Machucados som em , m as palavras com o essas infeccionam .

— Entregue os docum entos para m im — ele sussurra — e eu vou pensar em fazer com que sej a rápido. Do contrário...

— Em ! — Finn grita da cela ao lado. — Em !

O diretor sorri devagar conform e a voz de Finn enche a m inha cela. O significado está claro. Ele faria ser lento e doloroso e faria Finn assistir. Eu m orreria com os gritos dele nos m eus ouvidos, sabendo que ele seria o próxim o.

Se eu tivesse sorte. Se não fosse o contrário.

A cela gira e derrete, e o m undo fica branco em volta de m im . Tento m e m exer ou gritar, m as estou congelada. Talvez até estej a m orta. Eu acordo m e debatendo no banco da frente do carro. Finn ainda está rígido ao m eu lado, as pálpebras trem endo loucam ente, preso em um a m em ória sua.

Ah, m eu Deus. Nós levam os Jam es direto para ele.