Atlas de Anatomia para Implantodontia
Meio anatômico
Relações com os espaços lacunares
(Figuras 2.9a 2.11)
Posteriormente, situa-se a fossa pterigoide entre as duas lâminas do
processo pterigoide e, anteriormente, o seio maxilar.
FIG. 2.9 Modelagem em 3D. Vista posterior. O processo piramidal do osso palatino (1) fecha a fissura entre as lâminas mediais e laterais do processo pterigoide e constitui a zona mais resistente desse conjunto ósseo.
FIG. 2.10 Corte anatômico parassagital. O túber da maxila apresenta normalmente um volume ósseo suficiente (1), formando a parede posterior do seio maxilar. A presença de fortes inserções (2) musculares e de estruturas ósseas resistentes explica o volume do túber.
FIG. 2.11 A. Vista inferior do palato ósseo B. Vista posteroinferior da região óssea PPT. Essa região é contornada por duas zonas lacunares. Posteriormente: fossa pterigóidea (1) entre as duas lâminas verticais do processo pterigoide do esfenoide, na qual se insere o músculo pterigóideo medial. Anteriormente: seio maxilar (2) limitado por trás pelo túber da maxila (3).
Relações musculares (Figuras 2.12a 2.15)
FIG. 2.12 Corte anatômico axial. Inserção do músculo pterigóideo medial (1) entre as duas lâminas do processo pterigoide (2) do osso esfenoide. A parte apical de um implante PPT desemboca diretamente entre as duas lâminas, fazendo contato direto com as inserções do músculo pterigóideo medial.
FIG. 2.13 Vista anatômica posteroinferior. Inserção das fibras anteriores dos músculos pterigóideo medial (1) e lateral (2). A aderência desses músculos não constitui um obstáculo, no entanto sua desinserção permitiria uma visão direta da face lateral do túber da maxila (3), da sutura com o processo piramidal do osso palatino (4) e do processo pterigoide do esfenoide.
FIG. 2.14 Corte anatômico coronal. Inserção do músculo bucinador (1) na vertente lateral do osso alveolar da maxila no nível dos molares.
FIG. 2.15 Dissecção da face em vista lateral, mostrando as inserções do músculo bucinador (1). 1a: inserções maxilares no nível da tábua óssea na região dos molares; 1b: inserções mandibulares; 2: artéria facial; 3: músculo masseter.
Relações vasculares laterais (Figura 2.16)
FIG. 2.16 A. Modelagem em 3D. B. Vista anatômica lateral. C. Vista anatômica medial. O risco cirúrgico na região PPT é essencialmente vascular. A artéria maxilar (1) garante a vascularização da região pelos seguintes ramos: artéria alveolar superior posterior (2), artéria palatina descendente, artéria infraorbitária e artéria esfenopalatina. O risco está essencialmente no nível da artéria palatina descendente.
Relações vasculares mediais (Figuras 2.17 a
2.28)
FIG. 2.17 Modelagem em 3D. A vista superolateral mostra a origem da artéria palatina descendente na fossa pterigo-palato-tuberositária (1). 2: esfenoide; 3: temporal; 4: túber da maxila.
FIG. 2.18 Modelagem em 3D. Vista medial dos três ossos que constituem a região PPT. 1: osso maxilar; 2: osso palatino; 3: processo pterigoide; 4: artéria palatina descendente.
FIG. 2.19 Vista posteromedial do osso maxilar (1) reconstruído em 3D, na qual foi materializado o trajeto do pedículo do nervo palatino maior (2). 3: processo palatino do osso maxilar; 4: hiato maxilar.
FIG. 2.20 Parede lateral da cavidade nasal direita (1) vista em transiluminação. A artéria palatina descendente e os nervos palatinos (2) são vistos em transparência pela lâmina vertical do osso palatino (3). 4: cristas conchais.
FIG. 2.21 Modelagem do pedículo do nervo palatino maior (1) e suas relações com os ossos palatino (2) e maxilar (3). Vista medial.
FIG. 2.22 Dissecção da artéria palatina descendente, injetada com um silicone verde por abordagem medial, após a remoção da lâmina vertical do osso palatino (1). 2: artéria palatina descendente; 3: nervo palatino maior. Vista medial.
FIG. 2.23 Vista inferior modelada no palato ósseo. Modelagem da emergência da artéria palatina descendente (1) do forame palatino maior (2) no nível do palato duro na sutura entre os processos palatinos do osso maxilar (3) e do osso palatino (4).
FIG. 2.24 Vista inferior anatômica. Dissecção do pedículo do nervo palatino maior no nível do forame palatino maior. Relação entre um implante na região PPT (1) e o forame palatino maior (2).
FIG. 2.25 A e B. Vistas palatinas. Dissecção dos ramos terminais da artéria palatina descendente (1) no nível do palato após sua emergência a partir do forame palatino maior (2). As incisões devem manter distância do forame. Qualquer lesão arterial, em profundidade, no palato é tratada por simples compressão ou pinçamento.
FIG. 2.26 Dissecção da face lateral do túber da maxila. Artéria alveolar do antro da maxila (1), ramo da artéria alveolar superior posterior (2). 3: túber da maxila.
FIG. 2.27 Vista endossinusal da artéria alveolar do antro (1) na espessura da parede lateral do seio maxilar (2).