Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 61 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Meio anatômico

anteromedial e superolateral — não apresentam diferença

estatisticamente significativa nas sequelas operatórias.

Entretanto, devem-se observar uma interferência causada na

inserção dos músculos glúteo máximo e médio na abordagem

superolateral e uma diminuição da saliência da crista, quando o

osso removido tiver tamanho considerável.

 

Meio anatômico

 

Estrutura óssea ( Figuras 12.1 a 12.4 )

 

Os dois ossos simétricos do quadril (coxa: quadril), chamados também de

ilíacos, formam a cintura pélvica. Eles se articulam anteriormente um com o

outro à altura da sínfise púbica e posteriormente com as asas do sacro.

FIG. 12.1 Pelve em posição anatômica mostrando os dois ossos ilíacos (1) e o sacro (2). 3: ísquio; 4: ramo superior do púbis; 5: ílio; 6: fossa ilíaca; 7: ramo inferior do púbis.

FIG. 12.2 Vista anterior de um osso direito do quadril. 1: espinha ilíaca anterossuperior; 2: espinha ilíaca posterossuperior; 3: crista ilíaca; 4: espinha isquiática.

FIG. 12.3 Vista em 3/4 da pelve mostrando o ponto de junção do ílio, do ísquio e do púbis. 1: púbis; 2: ísquio; 3: sínfise púbica; 4: acetábulo; 5: abertura superior da pelve; 6: ílio.

FIG. 12.4 Vista clínica mostrando as referências cirúrgicas. 1: borda lateral da crista ilíaca; 2: borda superoanterior da crista ilíaca; 3: espinha ilíaca anterossuperior.

 

Cada osso do quadril, helicoidal, provém da fusão (após a puberdade) de

três ossos distintos na criança: ílio, ísquio e púbis. No adulto, a união desses

ossos não apresenta nenhum traço de sutura visível. No entanto, os nomes

são mantidos para designar as diferentes regiões do osso do quadril.

O ilium, ou ílio, área doadora de osso, constitui a parte superior do osso

do quadril, que se divide em duas partes: o corpo, abaixo, e a asa, acima. As

cristas ilíacas, ou bordas superiores da asa do ílio, são palpáveis na região

dos quadris. Cada uma das cristas ilíacas é limitada, anteriormente, pela

espinha ilíaca anterossuperior e, atrás, pela espinha ilíaca posterossuperior.

As espinhas ilíacas anteroinferior e posterossuperior, menos pronunciadas,

localizam-se acima. Todas essas saliências promovem inserção aos

músculos do tronco, do quadril e da coxa.

 

Nota

A espinha anterossuperior é uma referência anatômica importante e é

facilmente palpável em uma pessoa magra. A espinha ilíaca

posterossuperior é mais difícil de ser palpada, mas é localizável pela

fosseta da região sacral.

 

Estrutura muscular (Figuras 12.5 a 12.7)

 

O meio muscular compreende:

 

FIG. 12.5 Vista de perfil da parede anterolateral do abdome. 1: inserção no ápice da crista ilíaca do músculo oblíquo externo do abdome (2). 3: osso do quadril; 4: ligamento inguinal.

FIG. 12.6 Vista anterior da parede anterolateral do abdome mostrando as inserções musculares dessa parede no ápice da crista ilíaca (1). 2: músculo oblíquo externo do abdome; 3: músculo oblíquo interno; 4: músculo transverso; 5: osso ilíaco; 6: ligamento inguinal.

FIG. 12.7 Vista da coxa mostrando as inserções musculares na face lateral do osso ilíaco. 1: músculo sartório; 2: músculo tensor da fáscia lata; 3: fáscia glútea recobrindo a face lateral do músculo glúteo médio; 4: músculo reto femoral; 5: músculo vasto lateral; 6: músculo glúteo máximo (nádegas).

 

1. os três músculos largos e planos da parede anterolateral do abdome (de

fora e de dentro): o músculo oblíquo externo, o músculo oblíquo interno

e o músculo transverso;

2. os músculos que cruzam as articulações do quadril: os músculos

anteriores e mediais (o músculo iliopsoas, o músculo sartório, o músculo

vasto lateral, que constituem o quadríceps femoral, e o músculo tensor

da fáscia lata); os músculos posteriores (o músculo glúteo máximo,

glúteo médio e glúteo mínimo).

 

Nota

Os músculos que cruzam as articulações do quadril (e do joelho)

permitem os movimentos da coxa e da perna. Os músculos mais

anteriores participam dos movimentos da primeira fase da caminhada;

em contrapartida, os posteriores, em sua maioria, participam da segunda

fase da caminhada. Isso explica os distúrbios que podem ocorrer após a

remoção de osso ilíaco.

 

Estrutura vasculonervosa (Figuras 12.8 e

 

12.9)

 

Elementos vasculonervosos têm íntima relação com essa área doadora e

podem ocorrer lesões.

FIG. 12.8 Esquema mostrando as relações dos diferentes nervos com os músculos abdominais e o osso do quadril. 1: ramo lateral do 12o nervo intercostal; 2: nervo ílio-hipogástrico; 3: nervo cutâneo lateral; 4: nervo genitofemoral.

FIG. 12.9 Esquema mostrando as áreas cutâneas dos nervos que podem ser lesionados. 1: ramo lateral do 12o nervo intercostal; 2: nervo ílio-hipogástrico; 3: nervo cutâneo lateral; 4: nervo genitofemoral; 5: nervo ilioinguinal.

 

No nível da região glútea posterior encontram-se pedículos profundos

intramusculares. São os nervos glúteos superior e inferior e as artérias

glúteas superior e inferior (ramos da artéria ilíaca interna). Esses ramos

profundos nunca são lesados em uma remoção de osso ilíaco.

Na região da crista, encontram-se:

1. no nível do terço posterior, o ramo lateral do 12o nervo intercostal que

inerva 1/4 superolateral da região glútea;