Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 36 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Morfologia geral (Figuras 7.15 e 7.16)

FIG. 7.14 Vista lateral de um esqueleto, mostrando a articulação do crânio com a articulação temporomandibular e do maciço facial superior, por meio dos dentes, com o maciço facial inferior.

 

Morfologia geral (Figuras 7.15e 7.16)

 

De modo geral, a mandíbula apresenta-se como um arco aberto na parte

posterior e divide-se em duas partes:

FIG. 7.15 Mandíbula de um adulto lateralizada. 1: corpo; 2: ramo; 3: processo coronoide; 4: processo condilar; 5: ângulo da mandíbula.

FIG. 7.16 Mandíbula de um adulto em vista oclusal. Os ramos da mandíbula

(1) se orientam para fora e para trás. Os processos condilares (2) representam o eixo principal, orientado para trás e para dentro.

 

1. uma parte horizontal ou corpo;

2. duas partes verticais: os ramos.

Essas duas partes se unem no nível do ângulo da mandíbula.

 

Corpo da mandíbula

 

De modo geral, mostra-se como um “V” aberto em sua porção posterior, de

secção retangular como um paralelepípedo, apresentando duas faces e duas

bordas.

 

Face lateral (Figuras 7.17 a 7.25)

É ligeiramente convexa em seu conjunto.

FIG. 7.17 A face anterior da região incisiva é marcada pela protuberância mentual (1). De cada lado da protuberância mentual há uma face ligeiramente côncava, correspondendo à área de inserção do músculo mentual (2). 3: tubérculo mentual.

FIG. 7.18 Vista de perfil da face anterior do corpo da mandíbula na região incisiva. 1: protuberância mentual; 2: tubérculo mentual; 3: inserções do músculo mentual.

FIG. 7.19 Região do forame mentual. Nesta imagem há um forame único de forma ovoide (1).

FIG. 7.20 Região do forame mentual. Nesta imagem há um forame redondo (1) associado a um forame acessório (2).

FIG. 7.21 Região do forame mentual. O forame é ovoide, e pode-se ver o orifício de saída do pedículo vasculonervoso da mandíbula (1) e o orifício no qual se inicia o pedículo vasculonervoso incisivo (2). 3: músculo abaixador do lábio inferior; 4: músculo abaixador do ângulo da boca.

FIG. 7.22 Região do forame mentual. Nesta imagem o forame é ovoide, e pode-se ver um segundo forame em frente, que pode ser um ramo lateral do pedículo vasculonervoso mentual ou um ramo acessório seu. Esse pedículo deve ser preservado para evitar alterações sensitivas do lábio.

 

FIG. 7.23 Vista de um osso seco, mostrando dois forames mentuais (1).

FIG. 7.24 Na região molar, a face lateral do corpo é marcada por uma crista rombuda (1), na qual se fixam as fibras mandibulares do músculo bucinador (2). Aqui podem ser vistos dois forames mentuais separados (3).

FIG. 7.25 Na região molar, a linha oblíqua (1) prolonga-se para trás do último molar para se unir à porção externa (2) da bifurcação da crista temporal (3). 4: músculo bucinador.

 

Na região incisiva, apresenta uma eminência triangular de base inferior,

localizada no plano sagital do corpo, a protuberância mentual. De cada lado

da protuberância mentual, uma depressão representa a inserção do músculo

mentual. A base da protuberância prolonga-se lateralmente por saliências

mais ou menos marcadas. São os tubérculos mentuais.

Na região pré-molar, essa face é marcada pelo forame mentual, que

apresenta uma forma variável em função do trajeto intraósseo do pedículo mentual. A superfície óssea abaixo do forame mentual dá inserção aos

músculos abaixador do lábio inferior e do ângulo da boca.

A região molar é marcada por uma crista elevada, a linha oblíqua, que

atenua sua forma progressivamente para baixo e para a frente, até sumir na

região pré-molar. Essa crista dá inserção ao feixe muscular do músculo

bucinador. A linha oblíqua prolonga-se para trás, contornando obliquamente

a região posterior do último molar, alcançando a extremidade inferior da

crista temporal do ramo da mandíbula.

 

Face medial (Figuras 7.26 a 7.36)

Essa face constitui o limite da fóvea sublingual e submandibular lateral e

medial, separadas pelo músculo milo-hióideo.

 

FIG. 7.26 Na face medial do corpo da mandíbula, a crista milo-hióidea (1) constitui a linha de separação das regiões que constituem o assoalho bucal: a região sublingual (2), superiormente, e as regiões supra-hióideas lateral (3) e medial (4), inferiormente.

FIG. 7.27 Vista da face medial do corpo da mandíbula. O músculo milo-hióideo (1) constitui o plano muscular que separa a fóvea sublingual (2) da fóvea submandibular, localizada abaixo. 3: corte transversal da mandíbula na região incisiva.

 

FIG. 7.28 Face medial do corpo da mandíbula na região incisiva. Essa região apresenta uma concavidade transversal, relativamente marcada, segundo os tipos morfológicos, e uma concavidade vertical, voltada para cima e para trás.

FIG. 7.29 A face medial do corpo da mandíbula é marcada, na região incisiva, pela presença das espinhas genianas superiores (1) e inferiores (2).

 

FIG. 7.30 Corte anatômico da região da mandíbula e da língua no plano sagital. 1: mandíbula; 2: músculo genioglosso; 3: músculo gênio-hióideo; 4: epiglote.

FIG. 7.31 Vista superior de uma mandíbula muito reabsorvida, em que as remodelações ósseas provocaram hipertrofia das espinhas (ou eminências) genianas (1).

FIG. 7.32 Face medial do corpo da mandíbula na região molar. A linha milo-hióidea (1) é apenas marcada na região dos molares, depois desaparece rapidamente. 2: forame da mandíbula; 3: sulco milo-hióideo.

 

FIG. 7.33 Face medial do corpo da mandíbula na região molar. Sob a linha milo-hióidea (1), a tábua óssea é ligeiramente côncava para dentro, correspondendo à glândula submandibular (2).

FIG. 7.34 Vista medial do corpo da mandíbula na região molar, mostrando a saliência das raízes dos molares. Essa parede é fina.

FIG. 7.35 Cortes de tomografia computadorizada no sentido vestibulolingual, passando pela região molar, em uma disposição

idêntica à da Figura 7.34 dos molares da mandíbula.

FIG. 7.36 Vista medial do corpo da mandíbula na região pré-molar, mostrando a presença de tórus mandibulares.

 

Na região incisivo-canina, essa face é bem côncava e apresenta, passando

pelo plano sagital, as espinhas genianas superiores e inferiores que dão

inserção, respectivamente, aos músculos genioglossos e gênio-hióideos.

A região molar e pré-molar é plana, lisa e cortada por uma crista oblíqua

para baixo e para a frente, a linha milo-hióidea. Essa crista é bem marcada

para trás e vai desaparecendo conforme vai para a frente, até sumir na

região pré-molar.

 

Nota

Nessa face medial, muitas vezes ocorrem exostoses relativamente

grandes, chamadas tórus mandibulares. Sua origem pode ser explicada

por microlesões traumáticas do periósteo, em razão de uma proteção

mucosa muito fina.

 

Borda alveolar (Figuras 7.37 a 7.41)

A forma dessa borda evolui constantemente ao longo do crescimento da

mandíbula e se modifica em função dos fenômenos de remodelagem e de reabsorção ligados às extrações dentárias e/ou ao envelhecimento. No

indivíduo dentado, essa borda é perfurada pelos alvéolos dentários,

separados pelos septos interalveolares e inter-radiculares. Na região

incisivo-canina e pré-molar, a parede lateral se destaca pela saliência das

raízes dentárias, formando as eminências alveolares.

 

FIG. 7.37 Vista superior da borda alveolar de uma mandíbula de um indivíduo dentado. Essa borda é marcada pelos alvéolos dentários (1), separados pelos septos interalveolares (2) e inter-radiculares (3).

FIG. 7.38 Vista superior de uma mandíbula dentada de uma criança de 5 anos de idade, mostrando a disposição dos dentes na borda alveolar.

FIG. 7.39 Vista superior de uma mandíbula dentada, mostrando a disposição dos dentes na borda alveolar.

FIG. 7.40 Vista de uma mandíbula desdentada, mostrando a transformação da borda alveolar pela reabsorção óssea.

 

FIG. 7.41 Vista anterior de uma mandíbula dentada, mostrando as saliências das raízes que formam as eminências alveolares (1).

 

Borda basilar ou base (Figura 7.42)

Essa borda é larga, rombuda e convexa. Ela apresenta, em sua porção

parassinfisária, duas fossas simétricas que dão inserção aos ventres

anteriores dos músculos digástricos. Atrás dessas depressões, o músculo platisma, envolvido pela fáscia cervical superficial, fixa-se ao longo da

vertente lateral dessa borda.

 

FIG. 7.42 Vista da base do corpo da mandíbula. Essa borda rombuda e convexa para baixo apresenta em sua região anterior duas depressões ovoides. São as fossas digástricas (1), que dão inserção ao ventre anterior desse músculo.

 

Ramos e processos

 

Os ramos têm a forma de um quadrilátero, orientado para cima e para trás, e

prolongam para trás o corpo da mandíbula, terminando em sua extremidade

superior pelos processos condilares, posteriormente, e pelo processo

coronoide, anteriormente (Figura 7.43).

FIG. 7.43 Vista de perfil de uma mandíbula, mostrando a orientação para cima e para trás dos ramos mandibulares (1). 2: processo condilar; 3: processo coronoide; 4: borda anterior do ramo; 5: borda posterior do ramo.

 

Face lateral do ramo (Figuras 7.44 e 7.45)

Essa face é dividida em duas áreas por uma crista rombuda, pouco marcada,

partindo da parte lateral do processo condilar, obliquamente para baixo e

para a frente: são as regiões anterossuperior e posteroinferior.

FIG. 7.44 Vista lateral de um ramo da mandíbula. Uma crista rombuda (1) separa o campo anterossuperior (2) do campo posteroinferior (3). No campo posteroinferior, notam-se cristas paralelas que correspondem à inserção das fibras tendinosas do músculo masseter (4).

FIG. 7.45 Vista lateral de um ramo da mandíbula, mostrando as inserções das diferentes camadas do músculo masseter. 1: arco zigomático; 2: ramo da mandíbula.

 

1. A região anterossuperior corresponde à base do processo coronoide e dá

inserção à parte terminal do tendão do músculo temporal e às fibras

carnudas do músculo masseter.

2. A região posteroinferior corresponde aos 2/3 inferiores do ramo e dá

inserção às camadas do músculo masseter. As fibras tendinosas desse

músculo marcam essa face de cristas relativamente salientes.

Face medial do ramo (Figuras 7.46 a 7.52)

Essa face apresenta em seu centro um orifício em forma de funil de

dimensões variáveis. Trata-se do forame da mandíbula, que dá passagem

aos vasos e aos nervos alveolares inferiores. O forame é limitado, pela

frente, por uma eminência triangular, geralmente saliente, denominada

língula da mandíbula, e, por trás, por uma eminência menor, a antilíngula.

Essas duas eminências dão inserção ao ligamento esfenomandibular.

 

FIG. 7.46 Vista medial de um ramo da mandíbula. Essa face é centrada pelo forame da mandíbula (1) contornada, à frente, pela língula (2) e, atrás, pela antilíngula (3).

FIG. 7.47 Vista medial de um ramo da mandíbula. Na frente do forame da mandíbula, a crista temporal (1) delimita, com a borda anterior do ramo (2), o trígono retromolar (3).

FIG. 7.48 Vista dos ¾ anteriores ao ramo da mandíbula. 1: porção média do músculo temporal; 2: porção anterior do músculo temporal; 3: parte profunda do músculo masseter.

FIG. 7.49 Vista medial do ramo da mandíbula. Acima do forame da mandíbula, essa face é marcada por uma crista geralmente pouco visível (1), acima da qual o osso é liso e dá inserção às fibras mais baixas do tendão do temporal (2). 3: processo coronoide.

 

FIG. 7.50 Vista medial do ramo da mandíbula. Abaixo do forame da mandíbula, a face medial do ramo é marcada por cristas paralelas que dão inserção às fibras tendinosas do músculo pterigoide medial (1). 2: sulco milo-hióideo (pouco marcado).

FIG. 7.51 Vista medial de um ramo da mandíbula, mostrando o pedículo vasculonervoso da mandíbula (1), penetrando no forame, e de onde também se origina o pedículo milo-hióideo (2). 3: língula.

FIG. 7.52 Vista medial de uma dissecção anatômica da face medial da mandíbula. 1: músculo pterigoide medial; 2: nervo lingual; 3: túber da maxila.

 

Essa face é marcada por uma crista vertical, na frente do forame da

mandíbula, denominada crista temporal, que se divide em sua extremidade

inferior em dois ramos: um lateral, que origina a linha oblíqua, e outro

medial, que origina a linha milo-hióidea. No espaço compreendido entre a

crista temporal e a borda anterior da mandíbula, superiormente, insere-se a

porção medial do tendão do músculo temporal.

Acima do forame, uma crista pouco marcada vai desde a porção medial

do processo condilar até a língula. Essa região é lisa e ligeiramente

côncava.

Abaixo do forame, a face medial é marcada por um estreito sulco

perfurado entre a língula e a antilíngula, o sulco milo-hióideo, que marca a

passagem do pedículo milo-hióideo. Acima do ângulo da mandíbula, cristas

verticais marcam a superfície que dá inserção às fibras tendinosas do

músculo pterigóideo medial.

 

Processo coronoide (Figuras 7.53 e 7.54) Apresenta-se em forma de triângulo cujo ápice se curva para trás. Esse

processo é achatado transversalmente e dá inserção ao tendão terminal do

músculo temporal.

 

FIG. 7.53 Vista lateral do processo coronoide (1), cujo ápice é inclinado para trás.

FIG. 7.54 Vista medial do processo coronoide (1), que apresenta a forma de uma pirâmide com base triangular. 2: crista temporal; 3: borda anterior do ramo da mandíbula.

 

Processo condilar (Figuras 7.55 a 7.60)

Liga-se à parte posterior do ramo da mandíbula pelo colo da mandíbula.

Este tem uma forma geral ovoide, alongada transversalmente e convexa em

todas as direções. Esse processo constitui, com seu homólogo – o osso

temporal – e com o disco articular, a articulação temporomandibular.

FIG. 7.55 Vista anteromedial do processo condilar (1), que apresenta uma forma ovoide e alongada transversalmente. 2: fóvea pterigóidea; 3: colo da mandíbula.

 

FIG. 7.56 Corte anatômico parassagital de uma articulação temporomandibular. 1: disco articular; 2: tubérculo articular; 3: cabeça da mandíbula.

FIG. 7.57 Vista anteromedial do processo condilar que sofreu remodelações relacionadas com uma disfunção articular.

FIG. 7.58 Vista anterolateral do processo condilar que sofreu remodelações relacionadas com uma disfunção articular.

FIG. 7.59 Vista anterolateral do processo condilar que sofreu remodelações consideráveis.

FIG. 7.60 Vista anterior do processo condilar que apresenta um osteófito (1).

 

A borda superior do ramo, curvilínea e fina, reúne os dois processos

(condilar e coronoide), formando a incisura da mandíbula. Nessa larga

chanfradura côncava superior passa o pedículo vasculonervoso massetérico.

 

Nota

O processo condilar é o elemento mais frágil da articulação

temporomandibular e pode sofrer importantes remodelações no decorrer

de patologias osteoarticulares.

 

Canais

 

O ramo e o corpo da mandíbula são percorridos por um canal principal, o

canal da mandíbula, e por canais acessórios inconstantes ou temporários, os

canais de Serres e de Robinson.

 

Canal da mandíbula (Figuras 7.61 a 7.69)

Esse conduto de secção circular percorre a mandíbula ao longo de toda a

sua extensão. Ele é bem visível, desde o forame da mandíbula até o forame

mentual. Depois do forame mentual, forma o canal incisivo. Este é mais

delgado e vai desaparecendo progressivamente até o plano sagital mediano.

 

FIG. 7.61 Radiografia panorâmica. O canal da mandíbula (1) é bem visível, antes de alcançar a região mentual, na forma de uma faixa radiolúcida. 2: forame da mandíbula; 3: forame mentual.

FIG. 7.62 O pedículo da mandíbula (1) avança, dentro do osso esponjoso, no corpo da mandíbula. Vista lateral.

 

FIG. 7.63 Pedículo vasculonervoso da mandíbula (1) na região molar, em vista medial. A ramificação da artéria alveolar inferior (2) foi injetada com látex vermelho.

FIG. 7.64 Corte longitudinal de um osso seco, na região molar, mostrando que o pedículo da mandíbula (1) passa dentro do osso esponjoso, no corpo da mandíbula.

FIG. 7.65 Corte transversal de um osso seco, na região do ramo da mandíbula, mostrando a impressão do pedículo mandibular (1), no osso esponjoso.

FIG. 7.66 Mandíbula fresca dissecada, em vista lateral, mostrando a emergência do pedículo vasculonervoso mentual (1) originado do pedículo da mandíbula (2). O pedículo incisivo (3), mais delgado, segue o trajeto do pedículo da mandíbula.

FIG. 7.67 Mandíbula fresca dissecada, em vista lateral, mostrando a emergência do pedículo mentual (1).

FIG. 7.68 Dissecção de uma mandíbula cuja rede arterial foi injetada mostrando que o pedículo incisivo (1) segue, para a frente, o pedículo da mandíbula (2).

 

FIG. 7.69 Mandíbula fresca dissecada mostrando a distribuição, nos dentes anteriores, dos ramos do pedículo incisivo.

Nota

Esse conduto não possui parede própria. Existe apenas uma ligeira

densificação, marcada por numerosas cavidades do osso esponjoso em

torno do pedículo mandibular. A ideia de corticalização, como alguns

autores descrevem, realçada pela tomodensitometria, é falsa.

 

Canal de Robinson (Figuras 7.70 a 7.73)

É um canal curto que se estende da região do forame da mandíbula até o

terceiro molar. Esse canal geralmente ultrapassa esse dente para surgir na

crista distal do segundo molar.

 

FIG. 7.70 Mandíbula seca, em vista medial, mostrando (agulha amarela) o início do canal de Robinson, destinado ao terceiro molar (1), localizado acima do forame da mandíbula (2).

FIG. 7.71 Mandíbula seca, em vista interna anteromedial, mostrando (agulha amarela) o orifício de saída do canal de Robinson, destinado ao terceiro molar.

FIG. 7.72 Aspecto clínico da emergência do canal de Robinson sobre a crista.

FIG. 7.73 Dissecção da artéria injetada mostra a emergência do canal de Robinson sobre a crista.

 

Nota

Esse canal pode receber uma infiltração anestésica direta pela

ressecção óssea do germe dentário do terceiro molar.

Canal de Serres (Figuras 7.74 e 7.75)

Trata-se de um canal temporário, que só existe na criança para dar

passagem a um pedículo vascular. Esse pedículo desaparece por volta dos 8

ou 9 anos de idade com a transição da dentição decídua para a permanente.

 

FIG. 7.74 Radiografia panorâmica de uma criança de 7 anos de idade. Observa-se, distante do canal da mandíbula (1), o que poderia corresponder ao canal de Serres (2).

FIG. 7.75 Osso seco de uma criança de 6 anos de idade, no qual se vê a marca do canal da mandíbula (1) e do que poderia corresponder ao canal de Serres (2).

 

Leituras sugeridas

Gaudy JF (sous la direction de). Anatomie clinique. Collection JPIO Reuil- Malmaison, éditions CdP; 2004, 201 p.

 

Langman, J., Sadler, T. W. Embryologie médicale générale, 7e éd. Paris éditions Pradel; 2004. [531 p].

 

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