Atlas de Anatomia para Implantodontia
Métodos de investigação
Nota
O descolamento subperiosteal no momento da cirurgia evita riscos de
ruptura vascular.
Métodos de investigação
Exame clínico (Figura 3.55)
FIG. 3.55 Vista clínica de uma maxila edêntula. A palpação dos rebordos alveolares remanescentes dá suficientemente ideia de sua largura, mas não informa sobre a altura, que pode ser explorada sob o seio maxilar e na região do túber da maxila. Uma sondagem sob anestesia local, juntamente com as imagens-padrão dadas pelas radiografias periapical e panorâmica, permite avaliar a espessura da mucosa, evitando, assim, as tomografias computadorizadas em casos favoráveis.
Radiologia convencional (Figuras 3.56 a
3.58)
FIG. 3.56 Imagem panorâmica de um indivíduo desdentado total maxilar com um grande volume ósseo. Se os volumes ósseos forem suficientemente grandes na observação das radiografias panorâmicas, a tomografia computadorizada não será
obrigatoriamente necessária.
FIG. 3.57 Imagem panorâmica de um indivíduo desdentado total maxilar com uma grande reabsorção do osso alveolar. 1: parede anterior do seio maxilar; 2: parede de divisão; 3: volume da tuberosidade; 4: processo palatino da maxila. Nesse caso, a tomografia é indicada.
FIG. 3.58 A radiografia periapical com a técnica de cone longo (70 KV) ortogonal ao processo alveolar é muito precisa na avaliação das paredes e dos septos sinusais, sabendo-se que estes são quase constantemente ortogonais ao eixo da crista. No entanto, em caso de pequeno volume ósseo, uma análise mais criteriosa com tomografia computadorizada será necessária.
Nota
A radiografia panorâmica localiza precisamente os seios maxilares e a
cavidade nasal. Ela não traz nenhuma informação mais precisa sobre os
volumes ósseos exploráveis, dos quais só temos uma visão parcial em
duas dimensões. Esse é, no entanto, associado às imagens
retroalveolares, o exame inicial de escolha que orienta ou não para
exames mais específicos. A radiografia panorâmica permite a
determinação de um plano de tratamento sem, no entanto, recorrer a
investigações mais caras em casos que são favoráveis.
Tomografia computadorizada (Figuras 3.59a
3.61)
FIG. 3.59 Cortes vestibulopalatinos da tomografia computadorizada. Eles determinam nas regiões molar e pré-molar os volumes ósseos que podem ser explorados e, principalmente, o processo palatino da maxila, assim como a relação entre o seio maxilar e a cavidade nasal. 1: cavidades nasais; 2: parede intersinusonasal; 3: seio maxilar; 4: processo palatino da maxila.
FIG. 3.60 Cortes vestibulopalatinos da tomografia computadorizada das regiões pré-molar e canina. O processo palatino da maxila oferece, geralmente, um volume ósseo medial que permite a instalação de implantes entre as raízes dentárias ou dentro dos
alvéolos pós-extração. Apenas os cortes vestibulopalatinos ou axiais da tomografia mostram esses volumes ósseos.
FIG. 3.61 A. Vista panorâmica do planejamento em um eixo medial cruzando a raiz do canino. O volume ósseo na região do dente 14 não permitia a instalação de um implante sem enxerto. B. Ápice de um implante em relação medial como dente 13, no processo palatino da maxila, sob o assoalho da cavidade nasal. C. Corte axial