Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 27 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Radiologia e exames de imagem

FIG. 5.34 Vista anatômica em um corte parassagital da vascularização e da inervação do palato. 1: pedículo do palatino maior no canal palatino maior; 2: distribuição da artéria palatina descendente para o palato.

 

Radiologia e exames de imagem

 

O exame radiológico básico desta região é a radiografia panorâmica, mas

também podem ser empregados outros tipos de exame por imagem. A

tomografia computadorizada constitui a etapa seguinte para determinar a

viabilidade para instalação de implantes.

 

Radiologia convencional (Figuras 5.35 a

 

5.40)

FIG. 5.35 A radiografia panorâmica, que mostra um caso de ausência unitária de elemento dentário (1), oferece poucas informações sobre a qualidade e a quantidade de osso disponível.

 

FIG. 5.36 Radiografia panorâmica de um paciente desdentado total há muitos anos mostra severa reabsorção.

FIG. 5.37 Radiografia panorâmica de um paciente desdentado total há menos tempo e portador de prótese total bimaxilar.

FIG. 5.38 A radiografia periapical permite uma avaliação precisa da densidade óssea e do espaço disponível.

FIG. 5.39 A radiografia periapical evidencia uma imagem lacunar (1), sugestiva de cisto residual que deverá ser removido antes da instalação de um implante.

FIG. 5.40 Telerradiografia de perfil de um paciente desdentado total. Esse tipo de radiografia permite medir exatamente a altura de osso disponível, uma vez que a imagem está na escala de um para um. No entanto, em se tratando de uma projeção do conjunto anatômico em um único plano, a forma exata da crista na região da área de implante não pode ser identificada com precisão.

 

A radiografia panorâmica é um exame de rotina que fornece informações

gerais sobre a região. Antes da tomografia computadorizada, a

telerradiografia de perfil e as tomografias permitiam avaliar o volume ósseo

e ainda são, em alguns casos, os exames de eleição.

A radiografia panorâmica oferece uma visão global das estruturas óssea

e dentária. Frequentemente, é o exame de imagem que permite, ao mesmo

tempo, visualizar todos os tecidos duros dos maxilares. Nesse sentido, ela é

insubstituível e permite estabelecer um diagnóstico, fazendo uma avaliação

global da reabsorção óssea. Ela permite identificar rapidamente o tipo de

tratamento a ser proposto ao paciente. Em contrapartida, a tomografia

mascara e deforma uma quantidade de elementos, impossibilitando uma

análise refinada das estruturas, tanto qualitativa quanto quantitativamente.

As radiografias periapicais, realizadas com a técnica ortogonal de cone

longo, permitem avaliar qualitativamente e medir a quantidade de estrutura

óssea no sentido vertical. Esse tipo de radiografia pode ser difícil de realizar

quando a maxila está muito reabsorvida (palato de formato pouco profundo,

até mesmo plano). É importante observar que o eixo dos implantes não é

vertical, mas ligeiramente inclinado para cima e para trás. Isso é o resultado

de uma avaliação pessimista do volume ósseo disponível. Esse tipo de

imagem é interessante em casos unitários ou quando a extensão da perda

dentária é pequena. Assim, pode não ser útil nos casos de desdentado total.

A telerradiografia de perfil permite a obtenção de imagens, na escala de

1 para 1, da curvatura da tábua externa e a visualização da espinha nasal

anterior. A medida e a orientação dos volumes ósseos no plano sagital

mediano são precisas.

Esse tipo de imagem, amplamente utilizado nos primeiros estudos

publicados por equipes suecas para o tratamento do desdentado total, foi

atualmente substituído pela tomografia computadorizada.

 

Tomografia computadorizada (Figuras 5.41a

 

5.52)

 

Os cortes das aquisições axiais permitem observar, em toda a altura do osso,

a forma das tábuas ósseas vestibulares. Em se tratando da ausência dentária

limitada a um ou dois dentes, esse tipo de corte não fornece as

reconstruções vestibulolinguais. Nesse caso, uma reconstrução em 3D é o

mais indicado.

FIG. 5.41 Topograma em um corte axial de uma tomografia computadorizada com o guia radiográfico posicionado na boca. A utilização das áreas ósseas será favorável após a remoção de cimento obturador na região do dente 11.

FIG. 5.42 Corte do plano vestibulopalatino ao nível do dente 11 do

paciente da Figura 5.38. A instalação de um implante será possível após remoção de resto de cimento obturador (1).

FIG. 5.43 Corte do plano vestibulopalatino ao nível do dente 21 do

paciente da Figura 5.38. A instalação de um implante é possível. É importante prever uma possível reabsorção da tábua óssea vestibular do alvéolo dentário (1).

FIG. 5.44 Tomografia computadorizada. Corte axial mostra o sentido centrípeto da reabsorção óssea ao nível da região desdentada (1).

FIG. 5.45 Tomografia computadorizada. Corte vestibulopalatino mostra a impossibilidade de instalar um implante nessa situação, acompanhando o mesmo eixo da raiz do incisivo central.

FIG. 5.46 Tomografia computadorizada. Corte vestibulopalatino ao nível de um incisivo central mostra a impossibilidade de instalar um implante pelo fato de o rebordo ser em “lâmina de faca” (1) e do canal incisivo ser volumoso (2).

FIG. 5.47 Tomografia computadorizada. Corte vestibulopalatino na região de um dente incisivo central mostra que é possível instalar um implante na região do dente 12 (1), no mesmo eixo do dente 11 (2), devido à orientação e à largura da crista.

 

FIG. 5.48 Tomografia computadorizada. Cortes no plano vestibulopalatino, passando ao nível do incisivo central (11) e lateral (12), mostram a impossibilidade de instalar um implante na região do dente 12, no mesmo eixo do dente 11.

FIG. 5.49 Tomografia computadorizada. Cortes no plano vestibulopalatino, com um guia tomográfico posicionado, mostrando a impossibilidade de instalar um implante na região. Com software SimPlant ®, Materialise, o posicionamento implante pode ser planejado (1).

FIG. 5.50 Tomografia computadorizada. Cortes no plano vestibulopalatino com um guia tomográfico posicionado, mostrando a mesma região com um enxerto em bloco. Com ® software SimPlant,

Materialise, o posicionamento implante pode ser planejado (1).

FIG. 5.51 Caso semelhante aos das Figuras 5.49 e 5.50. Um implante foi posicionado em um corte vestibulopalatino.

FIG. 5.52 Caso semelhante aos das Figuras 5.49, 5.50 e 5.51. Reconstrução em 3D mostrando o implante e seu eixo.

 

Esse é o exame de referência em implantodontia. A interpretação das

aquisições axiais helicoidais, por meio de ferramentas informatizadas,

fornece imagens e reconstruções em todos os planos. A precisão das

informações obtidas por imagem é superior àquelas do procedimento

cirúrgico. Programas computacionais especializados simulam a instalação

dos implantes e, nas plataformas mais avançadas, permitem ainda inserir o

guia cirúrgico.

 

Tomógrafos volumétricos de feixe cônico

 

(Figuras 5.53 a 5.55)

A aquisição de um cilindro de investigação por meio de um feixe cônico de

raio X (NewTom, I-CAT, Accuitomo) é o principal conceito desses

aparelhos. As imagens fornecidas pelo NewTom e Icat são semelhantes a da

tomografia, no entanto podem apresentar deformações devido à largura do

feixe.

 

FIG. 5.53 Aparelhos específicos, como o NewTom, possibilitam a obtenção de imagens próximas daquelas realizadas pela tomografia computadorizada, com uma menor exposição.

FIG. 5.54 Reconstruções vestibulopalatinas de um exame realizado pelo NewTom.

FIG. 5.55 Reconstruções panorâmicas de um exame realizado pelo NewTom.