Atlas de Anatomia para Implantodontia
Suporte ósseo
FIG. 6.1 Reconstrução em 3D dos ossos maxilar e zigomático, com representação esquemática da situação e da orientação do implante zigomático. 1: osso zigomático; 2: maxila.
Suporte ósseo
O suporte ósseo é realizado por dois ossos: o maxilar e o zigomático. O
desenvolvimento do seio maxilar e da sua extensão lateral geralmente em
direção ao osso zigomático devem ser avaliadas com precisão.
Processo zigomático da maxila (Figuras 6.2
a 6.5)
O processo zigomático tem a forma geral de uma crista arredondada,
orientada para cima e para fora a partir do primeiro molar até osso
zigomático. Essa crista constitui o limite entre a vertente anterolateral e
posterolateral do osso maxilar. Esse processo é geralmente reduzido a uma
fina lâmina óssea em seus 2/3 inferiores. De acordo com o grau de
pneumatização do seio, apresenta em sua parte superior uma zona de osso
esponjoso.
FIG. 6.2 Reconstrução em 3D do osso maxilar, visto de perfil, mostrando o ápice do processo zigomático (1). 2: face orbital da maxila; 3: processo frontal da maxila.
FIG. 6.3 Reconstrução em 3D do osso maxilar visto de frente, mostrando o processo zigomático (1) e seu ápice (2). 3: processo frontal da maxila; 4: forame infraorbital.
FIG. 6.4 Vista lateral de um osso seco mostrando a situação do processo zigomático (1) e sua forma.
FIG. 6.5 Vista frontal de um osso seco mostrando a situação do processo zigomático (1), sua orientação e sua forma.
Osso zigomático (Figura 6.6 a 6.8)
O osso zigomático tem a forma geral de uma pirâmide triangular, cortada
em seu ápice anteromedial. Sua base lateral é convexa lateralmente. Seu
ápice corresponde ao ápice do processo zigomático da maxila. Ele apresenta
três processos em cada ângulo de sua base.
FIG. 6.6 Vista lateral de um osso zigomático seco. 1: processo frontal; 2: processo temporal; 3: face lateral ou base; 4: forame zigomaticotemporal; 5: forames vasculares acessórios.
FIG. 6.7 Vista medial de um osso zigomático seco. 1: processo frontal; 2: processo temporal; 3: face orbital; 4: ápice ou processo maxilar; 5: face temporal.
FIG. 6.8 O osso zigomático (1) participa da constituição da parede lateral da cavidade orbital, articulando-se, superiormente, com o frontal (2) e com a borda anterior da grande asa do osso esfenoide, que mostra apenas a face orbital (3). 4: face orbital da maxila; 5: osso lacrimal; 6: etmoidal; 7: face orbital do osso zigomático.
Base
A base do osso zigomático tem a forma de um triângulo. Sua superfície é
convexa do lado de fora. Dois de seus lados são côncavos, e o terceiro é
convexo. Essa face é lisa, marcada pelo forame zigomático temporal,
localizado geralmente para baixo e para trás da incisura orbital.
Ápice
O ápice é triangular de base superior, orbital; sua superfície é irregular e se
articula com o processo zigomático da maxila.
Processo
Três processos se articulam com os ossos vizinhos: os processos temporal,
maxilar e frontal.
Faces
A face temporal do osso zigomático constitui, junto com a faceta temporal
da grande asa do osso esfenoide e com o processo zigomático do temporal,
o limite anterior da fossa temporal.
A face orbital do osso zigomático participa da formação da parede lateral
da cavidade orbital, articulando-se com a maxila, com a borda anterior da
grande asa do esfenoide e com o osso frontal.
Estrutura óssea (Figura 6.9)
O osso zigomático constitui-se de uma cortical de espessura variando de 1 a
2 mm, que envolve um osso esponjoso cuja densidade aumenta desde a
sutura zigomaticomaxilar até a borda posterossuperior, constituindo a
incisura temporal.
FIG. 6.9 Radiografia frontal de um osso zigomático mostrando o aumento progressivo da densidade óssea entre a parte anterior (1) e posterossuperior do osso (2). 3: processo frontal; 4: face orbital do esfenoide; 5: processo temporal, projetado na parte anterior do osso.
Conteúdo (Figuras 6.10 a 6.13)
O pedículo zigomaticotemporal atravessa o osso transversalmente. Esse
pedículo vasculonervoso leva a inervação sensitiva e simpática às maçãs do
rosto.
FIG. 6.10 Vista anterior de um crânio seco, mostrando os vasos injetados com látex. Observam-se dois vasos perfurando o osso zigomático (1). 2: artéria infraorbital.
FIG. 6.11 Vista lateral de um crânio seco, mostrando os vasos injetados com látex. Observam-se dois vasos perfurando o osso zigomático (1). 2: artéria infraorbital.
FIG. 6.12 Vista frontal da cavidade orbital, mostrando a origem do nervo zigomaticotemporal (1), oriundo da união do ramo orbital do nervo maxilar (2) e do nervo lacrimal (3). 4: osso zigomático; 5: maxila: 6: frontal; 7: etmoidal; 8: osso lacrimal.