Atlas de Anatomia para Implantodontia
Radiologia e imaginologia: escolha do eixo do implante (Figuras 4.18 a 4.25)
FIG. 4.17 Tomografia computadorizada do terço facial isolado. Corte vestibulopalatino. 1: pedículo do nervo alveolar superior anterior; 2: alvéolo da raiz do canino; 3: cavidade nasal.
Conforme o grau da reabsorção transversal, o volume do osso esponjoso
é mais ou menos significativo.
Nota
A lesão do pedículo nervoso é frequente e não apresenta complicações
particulares. Seu acesso é muito difícil.
Radiologia e imaginologia: escolha do eixo
do implante (Figuras 4.18a 4.25)
A radiologia convencional traz poucas informações sobre o volume do osso
disponível em razão da sobreposição das imagens das cavidades sinusal e
nasal sobre o osso.
FIG. 4.18 A. Corte axial. B. Reconstrução em 3D com guia radiográfico. C. Corte vestibulopalatino. A pequena espessura da parede vestibular do alvéolo do canino maxilar (1) obriga a buscar uma ancoragem medialmente em direção ao processo palatino da maxila (2). O ápice do implante ancora na parede inferior da
cavidade nasal (3). 4: guia radiográfico simulando as próteses dentárias (observe a dificuldade em posicionar o implante na mesma posição que a raiz do dente).
FIG. 4.19 Secção vestibulopalatina de um implante na região do canino. Fragmento anterior (A) e posterior (B). 1: processo alveolar; 2: processo palatino; 3: parede intersinusonasal; 4: parede inferior da cavidade nasal; 5: prolongamento anterior do seio maxilar; 6: pilar canino.
FIG. 4.20 Tomografia computadorizada. Vista inferior de um corte axial em uma reconstrução em 3D. Planejamento de um implante canino. ® Software SimPlant, Materialise.
FIG. 4.21 Tomografia computadorizada. Vista superior de um corte axial em uma reconstrução em 3D. Planejamento de um implante canino. ® Software SimPlant, Materialise.
FIG. 4.22 Modelagem e planejamento virtual funcional com base em uma tomografia computadorizada. Vista superior. Na maioria dos casos, a ancoragem será feita na parede inferior da cavidade nasal. O volume ósseo não permite que a ancoragem seja feita na direção do pilar canino. ® ® Software Procera , Nobel Biocare.
FIG. 4.23 Modelagem e planejamento virtual funcional com base em uma tomografia computadorizada. Como mostra esse corte vestibulopalatino, a ancoragem só pode ser feita na direção do assoalho da cavidade nasal. O eixo de implante será, então, compatível com a prótese. ® ® Software Procera , Nobel Biocare.
FIG. 4.24 A, B e C. Imagens clínicas de extração de caninos inclusos e instalação imediata de um implante.
FIG. 4.25 Tomografia computadorizada pré-operatória com a finalidade de controlar os volumes ósseos em torno da raiz do canino incluso. A extração atraumática desse dente incluso permitirá a conservação do osso alveolar e do osso sob o assoalho da cavidade nasal. Esse exame é recomendado para criar as melhores condições operatórias. A. Reconstrução em 3D. B. Corte vestibulopalatino (após o “canino incluso”). C. Corte vestibulopalatino e representação do posicionamento do implante.
O exame de base é a tomografia computadorizada. Softwares adaptados,
como o SimPlant® (Materialise) e o Procera® (Nobel Biocare®), permitem
planejar, sobre as reconstruções em 3D, a situação futura do implante e o
resultado estético da reconstrução.
Nota
Em casos de grande reabsorção do processo alveolar, principalmente
no desdentado total ou parcial de grande extensão, a ancoragem do
implante será feita no pilar canino e dependerá da pneumatização do seio
maxilar e da cavidade nasal.
Nota
Nas Figuras 4.20 e 4.21, o volume ósseo na junção das três paredes
ósseas em torno da cavidade nasal e do seio maxilar é particularmente
importante. Essa situação é rara. No entanto, a precisão do
posicionamento dos implantes, graças aos programas informatizados para
planejamento virtual e de usinagem de guias cirúrgicos realizados em
CFAO, permite encontrar ancoragens para além do processo alveolar
reabsorvido e limita os riscos de fratura nas cavidades sinusal e nasal. Leituras sugeridas
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