Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 16 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Meio anatômico

desse contexto, observar a remoção das membranas do seio maxilar e das

cavidades nasais (Figura 3.27).

 

Meio anatômico

 

Relações musculares ( Figuras 3.40a 3.43)

 

FIG. 3.40 Faces lateral e posterior da maxila em relação aos molares e pré-molares. 1: inserção do músculo bucinador na face lateral do processo alveolar na altura dos molares; 2: inserções anteriores dos músculos pterigóideo medial e lateral na face lateral do túber da maxila.

FIG. 3.41 Corte vestibulopalatino no nível dos molares. A inserção do músculo bucinador (1) fica muito próxima da borda inferior da crista do rebordo em caso de grande reabsorção. A secção do músculo provoca a queda do corpo adiposo da bochecha (2). Isso não tem nenhuma consequência, mas dificulta o procedimento cirúrgico. A abordagem cirúrgica da região é realizada por causa de um descolamento subperiosteal, evitando-se, dessa forma, esse risco.

FIG. 3.42 Para uma visão direta dos volumes alveolares pode ser necessária a desinserção dos músculos bucinadores, pterigóideo medial e lateral das tuberosidades. Quanto maior a reabsorção, mais extenso deverá ser o descolamento. Em contrapartida, se a reabsorção for pequena, os obstáculos anatômicos se mantêm a distância; assim, o descolamento em extensão não será necessário. 1: desinserção do músculo bucinador; 2: forame palatino maior e seu pedículo nervoso.

 

FIG. 3.43 Inserções anteriores dos músculos pterigóideo medial e lateral sobre a face lateral do túber da maxila.

 

Relações vasculares O risco cirúrgico das regiões molar e pré-molar é muito limitado, exceto no

nível de sua face palatina, na saída do nervo palatino maior pelo forame.

 

Artéria palatina descendente (Figuras 3.44 a 3.51)

FIG. 3.44 Corte axial na região do túber da maxila, mostrando uma vista superior do seio e do processo pterigóideo. Não há nenhum risco vascular endo-ósseo no eixo da crista do rebordo. Não se percebe nenhum contato endo-ósseo entre o pedículo do nervo palatino maior (1) e um implante na região do túber da maxila (2). 3: seio maxilar; 4: processo pterigóideo.

FIG. 3.45 A. Dissecção da região do túber da maxila. Vista inferior. O risco vascular existe quando da emergência da artéria palatina descendente do forame palatino maior (1). A partir daí, uma densa rede vascular na espessura da mucosa palatina dá continuidade à artéria palatina descendente. Qualquer lesão nesses numerosos ramos (2) cessa com uma simples compressão e raramente necessita de pinçamento. B. Dissecção da rede vascular do palato. 1: forame palatino maior; 2: ramificações da artéria palatina descendente.

 

FIG. 3.46 Vistas inferiores intraorais. Para evitar qualquer risco vascular, as incisões devem ser realizadas sempre sobre a crista do rebordo.

FIG. 3.47 O descolamento será sempre subperiosteal, para evitar uma lesão direta do pedículo vasculonervoso, vista aqui por transparência (1).

FIG. 3.48 Reconstrução em 3D da região palatina posterior. Vistas inferiores mostrando a relação implante–prótese na região do túber da maxila. Ramos de artéria palatina descendente (1). Guia radiográfico (2). ® Software SimPlant, Materialise.

FIG. 3.49 Corte vestibulopalatino (A) e vista em 3D (B). Não se nota nenhum contato endo-ósseo entre o implante (1) e o pedículo do nervo palatino maior. O implante deve ser instalado no eixo da crista do rebordo. ® Software SimPlant, Materialise.

FIG. 3.50 Vista em 3D (A) e corte vestibulopalatino (B) mostrando a relação entre a artéria palatina descente (1) e o implante na região do túber da maxila (2). ® Software SimPlant, Materialise.

FIG. 3.51 Vista em 3D (A) e corte axial (B) mostrando a relação entre a artéria palatina descendente e o implante na região do túber da maxila. ® Software SimPlant, Materialise.

 

Artérias alveolares posteriores superiores (Figuras 3.52

a 3.54)

 

FIG. 3.52 1: artéria alveolar superior posterior; 2: artéria maxilar; 3: os ramos laterais do pedículo do nervo alveolar posterior superior são justapostos contra o túber da maxila pela aponeurose do bucinador.

FIG. 3.53 1: artéria alveolar superior média e superior posterior; 2: artéria maxilar; 3: ramos laterais do pedículo do nervo alveolar superior posterior.

FIG. 3.54 Vista lateral por transiluminação da vascularização do seio maxilar. A artéria alveolar superior posterior emite ramos laterais que penetram a parede lateral do seio maxilar. Esses ramos podem se anastomosar mais para frente com ramos da artéria infraorbital. Uma lesão de uma dessas artérias cede a uma simples compressão, principalmente na abordagem das vias de acesso para o levantamento de seio.