Atlas de Anatomia para Implantodontia
Suporte ósseo
FIG. 8.3 Corte anatômico no plano coronal da região molar da mandíbula. A peça anatômica foi cortada com próteses totais posicionadas. 1: maxila; 2: mandíbula; 3: músculo bucinador. Observa-se que a reabsorção óssea provocou um deslocamento medial (4) das inserções do músculo bucinador em direção à crista.
Suporte ósseo
Forma geral ( Figuras 8.4a 8.6)
A forma e as relações do osso dessa região estão diretamente
relacionadas com a extensão e o grau de reabsorção óssea. Na vertente
lingual, apenas as fibras posteriores do músculo milo-hióideo imprimem
sua inserção na cortical lingual de uma crista no nível dos molares. Essa
crista constitui o limite inferior da reabsorção do osso alveolar. Sobre a
vertente vestibular, o grau e a direção da reabsorção devem-se à espessura
da tábua óssea externa e à maneira como os dentes foram extraídos.
FIG. 8.4 Vista anterolateral de uma mandíbula desdentada. A reabsorção do osso alveolar resultou na formação de uma crista plana (1) limitada, por fora, pela linha oblíqua (2) e, por dentro, pela linha milo-hióidea (3).
FIG. 8.5 Vista anterior de uma mandíbula desdentada. A reabsorção óssea na região molar é considerável. A forma das reabsorções do lado esquerdo está propiciando uma reabsorção patológica do tipo infecciosa — destruição em cúpula (1); do lado direito, trata-se de uma destruição das tábuas ósseas por uma doença periodontal grave ou extrações dentárias traumáticas.
FIG. 8.6 Vista superior de uma mandíbula desdentada. Nesse caso, a reabsorção terminal provocou a perda do osso esponjoso, além das linhas milo-hióideas (1) e oblíqua (2), dando à crista um aspecto de cunha, com os forames mentuais (3) sobre a crista.
Estrutura (Figuras 8.7 a 8.14)
O corpo da mandíbula é caracterizado por uma cortical muito mais espessa
em sua porção lateral e basal, se comparada à porção medial. A espessura
da cortical da crista é variável e resulta do tempo do edentulismo.
FIG. 8.7 Corte transversal de um osso seco na região molar, mostrando a espessura das corticais e o aspecto do osso esponjoso. 1: cortical vestibular; 2: cortical lingual; 3: espaços medulares dentro do osso esponjoso; 4: passagem do pedículo da mandíbula.
FIG. 8.8 Corte transversal de uma tomografia computadorizada passando pelo segundo molar da mandíbula mostra certa homogeneidade de espessura das corticais. 1: pedículo da mandíbula; 2: cortical vestibular.
FIG. 8.9 Corte transversal de uma tomografia computadorizada passando pelo segundo molar da mandíbula mostra sua posição lingualizada.
FIG. 8.10 Corte transversal de uma tomografia computadorizada passando no nível do primeiro molar da mandíbula do mesmo
paciente da Figura 8.9 mostra que a reabsorção da crista é orientada ad linguam, após extração do dente.
FIG. 8.11 Corte de uma mandíbula na região molar. A mandíbula é larga, e a reabsorção, homogênea (1). 2: lacunas intraósseas; 3: pedículo da mandíbula; 4: cortical lingual.
FIG. 8.12 Corte de uma mandíbula na região molar. A mandíbula é larga, e a reabsorção só acometeu o osso esponjoso, resultando em uma crista côncava (1). 2: cortical lingual fina.
FIG. 8.13 Corte de uma mandíbula na região molar. A mandíbula é muito estreita, e a reabsorção acometeu apenas a vertente lingual (1).
FIG. 8.14 Corte de uma mandíbula na região molar. A mandíbula apresenta largura homogênea em toda a sua altura. A reabsorção atingiu apenas a vertente vestibular (1).
O osso esponjoso geralmente apresenta baixa densidade na região molar
posterior, na qual apresenta, com frequência, lacunas.
Segundo a morfologia do osso e a posição dos dentes, o sentido e a forma
da reabsorção variam.
Conteúdo (Figuras 8.15 a 8.22)
A partir do forame da mandíbula, o pedículo alveolar inferior (pedículo da
mandíbula) estabelece relações variáveis com as tábuas ósseas em função de seu trajeto inicial e da morfologia geral do osso.
FIG. 8.15 Corte de uma mandíbula no nível do forame da mandíbula (1).
FIG. 8.16 Corte de uma mandíbula no nível da borda anterior do ramo mostrando que não há nenhuma cortical em torno do pedículo (1).
FIG. 8.17 Corte da mandíbula apresentada na Figura 8.15, no nível do segundo molar (1).
FIG. 8.18 Corte de uma mandíbula no nível do primeiro molar mostrando a marca do pedículo no osso (seta).
FIG. 8.19 Corte de uma mandíbula no nível do segundo molar confirma a ausência de cortical em torno do pedículo.
FIG. 8.20 Corte de uma mandíbula no nível do primeiro molar confirma que o pedículo da mandíbula apenas marca sua impressão no osso.
FIG. 8.21 Vista medial de uma mandíbula cujos vasos foram injetados. Uma janela realizada na face lingual mostra as relações da artéria alveolar inferior (1) e do nervo alveolar inferior (2).