Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 34 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Parte II: Mandíbula

PA R T E I I

 

Mandíbula

 

OUTLINE

 

Capítulo 7: Mandíbula: morfologia e desenvolvimento

 

Capítulo 8: Região molar da mandíbula

 

Capítulo 9: Região pré-molar da mandíbula

 

Capítulo 10: Região incisivo-canina da mandíbula

 

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C A P Í T U L O 7

 

Mandíbula: morfologia e

 

desenvolvimento

 

J.-F. Gaudy

 

SUMÁRIO DO CAPÍTULO

 

Embriologia e desenvolvimento

 

Localização e inter-relações

 

Morfologia geral

 

Embriologia e desenvolvimento (Figura 7.1)

 

Embriologicamente, a mandíbula se origina do primeiro arco branquial ou

arco mandibular. Esse arco é constituído por duas partes:

FIG. 7.1 Mandíbula de um recém-nascido. O ramo da mandíbula (1) é muito curto e apenas o processo coronoide (2) aparece saliente acima do corpo da mandíbula.

 

1. uma parte dorsal, mais curta, que constitui o processo maxilar;

2. uma parte ventral, de maior tamanho, que constitui o processo

mandibular, também chamado de cartilagem de Meckel.

Posteriormente, a cartilagem de Meckel desaparece, com exceção de sua

porção dorsal, que dará origem aos ossículos do ouvido médio: a bigorna e

o estribo.

O mesênquima do processo maxilar dará origem, por ossificação

membranosa, ao osso maxilar, ao osso zigomático e ao processo zigomático

do temporal. O mesênquima do processo mandibular, por sua vez, dará

origem à mandíbula pelo mesmo processo de ossificação membranosa em

torno da cartilagem de Meckel.

No nascimento, a mandíbula tem a forma geral da mandíbula de um

adulto, porém arredondada e não achatada. No recém-nascido, o ramo da

mandíbula é praticamente inexistente e sua cabeça se localiza na mesma

altura do processo alveolar da região incisiva. O processo coronoide, por

sua vez, é bem formado.

O crescimento mandibular vai ocorrer em três direções:

1. no sentido anteroposterior, pelo desenvolvimento do ramo da mandíbula,

que se desloca para trás em razão de fenômenos de aposição e

reabsorção relacionados com a atividade muscular. Esse movimento dá

espaço progressivamente na região molar;

2. no sentido transversal: as cabeças da mandíbula se afastam

progressivamente, acompanhando o desenvolvimento da base do crânio;

3. no sentido vertical: o crescimento ocorre, de uma parte, no osso alveolar

e, de outra, no ramo. O crescimento vertical do ramo acompanha o recuo

do ângulo da mandíbula. Entre 2 e 5 anos de idade, o forame da

mandíbula está abaixo do plano oclusal. Em seguida, ele sobe

progressivamente, alcançando o plano oclusal, e aos 10 anos de idade

encontra-se acima. A localização definitiva do forame é definida entre

12 e 15 anos de idade. O desenvolvimento do osso alveolar acompanha

as erupções dentárias e o desenvolvimento dos músculos mastigatórios.

 

Crescimento dos ramos da mandíbula

 

(Figuras 7.2a 7.7)

 

FIG. 7.2 Mandíbula de uma criança de 11 meses de vida, em vista lateral. O crescimento vertical do ramo é maior que o do corpo.

FIG. 7.3 Mandíbula de uma criança de 11 meses de vida, vista frontal.

FIG. 7.4 Mandíbula de uma criança de 5 anos de idade, em vista lateral. O crescimento vertical do corpo da mandíbula acompanha o do ramo.

FIG. 7.5 Vista frontal de uma mandíbula de uma criança de 5 anos de idade, mostrando o crescimento progressivo dos ramos da mandíbula.

FIG. 7.6 Vista lateral de uma mandíbula de uma criança de 12 anos de idade. O crescimento vertical está quase finalizado.

FIG. 7.7 Vista frontal de uma mandíbula de uma criança de 12 anos de idade, mostrando a orientação para cima e para fora das cabeças da mandíbula.

 

Evolução da localização do forame da

 

mandíbula (Figuras 7.8 a 7.12)

FIG. 7.8 Mandíbula de uma criança de 8 meses de vida em vista medial. O forame da mandíbula (1) se situa próximo à borda inferior da mandíbula.

 

FIG. 7.9 Mandíbula de uma criança de 3 anos de idade, em vista medial. O forame da mandíbula (1) está situado abaixo do colo dos molares.

FIG. 7.10 Mandíbula de uma criança de 5 anos de idade, em vista medial. O forame da mandíbula (1) está na altura dos colos dentários.

FIG. 7.11 Mandíbula de uma criança de 8 anos de idade, em vista medial. O forame da mandíbula (1) está no nível plano oclusal dos dentes.