Atlas de Anatomia para Implantodontia
Suporte ósseo
uso de prótese removível. Esse fato implica a busca da
ancoragem em torno dos espaços lacunares, sobretudo em torno
do pilar canino, que prolonga o processo alveolar do canino.
Suporte ósseo
Forma geral ( Figuras 4.1e 4.2)
A região canina tem a forma geral de uma pirâmide triangular de base
inferior. Seu prolongamento superior, constituído pelo processo frontal da
maxila, representa um ponto de resistência do osso maxilar. Duas de suas
três faces estão em relação direta com as cavidades naturais da face.
FIG. 4.1 Modelagem em 3D do crânio visto de frente. Representação do pilar canino em direção ao processo frontal da maxila. O canino é um dente robusto cuja longa raiz permeia o rebordo vestibular do processo alveolar e avança pelo processo frontal da maxila.
FIG. 4.2 Vista lateral de um crânio seco. Representação do pilar canino (1).
Face lateral, vestibular ou jugal (Figuras 4.3
a 4.10)
Essa face apresenta um aspecto variável conforme o indivíduo seja dentado
ou desdentado total. No indivíduo dentado, ela é convexa, marcada pela
saliência da eminência canina. A parede óssea é geralmente muito fina. No
indivíduo desdentado total, a perda da parede óssea ou sua reabsorção se traduz, na maioria das vezes, por uma concavidade mais ou menos marcada
por essa face.
FIG. 4.3 Vista lateral da região canina. Observe a raiz do canino. Nessa dissecção, a face lateral do alvéolo está reabsorvida na altura da raiz.
FIG. 4.4 Tomografia computadorizada: corte vestibulopalatino. A raiz do canino atinge a parede vestibular do alvéolo e constitui a eminência alveolar (1). 2: cavidade nasal; 3: parede mediana da cavidade nasal; 4: processo palatino da maxila.
FIG. 4.5 Vista lateral de uma maxila edêntula. 1: pilar canino (triângulo vermelho); 2; seio maxilar por transparência; 3: processo frontal da maxila; 4: parede anterolateral da cavidade nasal.
FIG. 4.6 Vista medial de um osso maxilar. 1: localização do canino; 2: hiato maxilar; 3: sulco nasolacrimal; 4: processo frontal.
FIG. 4.7 A eminência canina (1) separa a face vestibular da maxila em duas áreas: anterior ou incisiva e posterior. Nenhuma inserção muscular recobre a região do canino.
FIG. 4.8 Vista inferior dos alvéolos em um osso seco. Alvéolo do canino (1) e incisivos (2). A existência da parede alveolar lateral é condicionada pela raiz dos dentes, especialmente o canino, que possui um sobrecontorno em relação ao processo alveolar.
FIG. 4.9 Corte axial da tomografia computadorizada. Parede alveolar dos caninos constituindo a eminência alveolar. O alvéolo do canino aparece como uma saliência na face vestibular da maxila.
FIG. 4.10 Alvéolo de extração da raiz do canino. Observe a pequena espessura da parede alveolar. O volume ósseo alveolar é reabsorvido rapidamente após extração.
Nota
A morfologia do maxilar exige que se busquem pontos de ancoragem
em torno do processo palatino da maxila, dentro do alvéolo do dente
natural. Essa condição muitas vezes é necessária para a obtenção da
estabilidade primária dos implantes.
Face posteromedial ou sinusal
A forma dessa face depende da existência ou não de uma extensão anterior
do seio maxilar que pode, em determinados casos, pneumatizar totalmente o
“apoio canino”.
Face anteromedial ou nasal (Figuras 4.11 a
4.15)
Essa face corresponde à parte anterolateral da cavidade nasal. Ela é mais ou
menos côncava, conforme a forma da abertura piriforme.
FIG. 4.11 Radiografias panorâmicas de face isoladas. A. Radiografia panorâmica de um desdentado, no qual o pilar canino encontra-se reduzido, no entanto parece uma região explorável do ponto de vista ósseo (círculo). B. Aqui, os pilares caninos apresentam volumes assimétricos (pontilhado). A radiografia-padrão, geralmente a panorâmica, sempre fornece uma imagem favorável do pilar canino. Entretanto, o volume ósseo que vai além do processo alveolar diminui frequentemente na junção de três paredes ósseas: parede anterolateral da cavidade nasal, parede intersinusonasal e parede anterolateral do seio maxilar. O volume ósseo só pode ser evidenciado por cortes vestibulopalatinos por meio de tomografias computadorizadas.
FIG. 4.12 Localização da região canina em um corte axial passando pelo forame infraorbital (círculo branco). 1: fossas nasais; 2: seio maxilar; 3: parede anterolateral da cavidade nasal; 4: parede anterolateral do seio maxilar; 5: parede intersinusonasal.
FIG. 4.13 Corte axial passando pelo forame infraorbital, localizado na região do pilar canino. 1: parede anterolateral da cavidade nasal; 2: parede anterolateral do seio maxilar; 3: parede intersinusonasal; 4: parede inferior da cavidade nasal.
FIG. 4.14 Vista medial da cavidade nasal e do processo alveolar seccionado no nível do plano sagital mediano. 1: processo alveolar da região incisiva; 2: parede anterolateral da cavidade nasal; 3: ápice de um implante na região do dente canino saindo na parede inferior da cavidade nasal.
FIG. 4.15 Vista superior da cavidade nasal na base do pilar canino. 1: pilar canino; 2: parede inferior da cavidade nasal; 3: ápice de um implante na região do canino, saindo na parede inferior da cavidade nasal; 4: membrana da cavidade nasal levantada; 5: parede medial da cavidade nasal.
Nota